Bate-papo exclusivo com a banda Médicos de Cuba: O que vem por aí?

Aproveitando o hype da política brasileira, conversamos com a banda de rock Médicos de Cuba

Via e-mail, a Minuto Indie conversou com Wagner Prochno, vocalista da banda Médicos de Cuba, para saber sobre o ano da banda, novo álbum, shows e outros temas.

No hype do cenário político atual, principalmente pelo fato da suspensão do programa Mais Médicos, a ideia de conversar com a banda Médicos de Cuba surgiu. Formada por Vinícius Hasselmann, Vinícius Windmoller, Saulo Panek e Wagner Prochno em 2014, a banda paranaense tem esse nome simplesmente porque foi nessa época que o programa do governo estava sendo instalado. Independente, a MDC grava seus projetos por conta e o resultado são dois incríveis álbuns: Recém Casados (2015) e Médicos de Cuba (2016).

  • Como está sendo o 2018 da Médicos de Cuba?

Wagner: Misto. Por um lado, fizemos muitos shows ótimos e turnês, inclusive uma com o Scalene. Invadimos o palco do Supercombo na frente de 13 mil pessoas na Paulista! Por outro, algumas tragédias pessoais realmente afetaram a banda. A depressão fez uma vítima, a minha namorada. Foi realmente difícil buscar tratamento e voltar a produzir.

  • Vocês estão fazendo shows/turnê?

Wagner: Nós nunca paramos! Sempre tem shows. Desaceleramos agora pra focar na gravação do próximo disco.

  • Quando sai o próximo trabalho? Vocês tem algum projeto em mente?

Wagner: Pretendemos lançar o novo disco na primeira metade do ano que vem. É de longe nosso melhor e mais pesado trabalho. Mais riffs, mais letras ácidas e grudentas, mais Médicos de Cuba do que nunca! A temática do disco vai ser sobre depressão e suas vertentes e consequências. Será bastante pessoal, quase como um desabafo.

  • Vocês estão acompanhando o atual cenário político brasileiro, portanto acredito que devem ter sentido algo quando souberam que o Mais Médicos está acabando. O que vocês tem a dizer?

Wagner: Nós não costumamos levantar bandeiras políticas, por perceber que uma grande parte de artistas só o fazia para se promover. Fora que, por nunca entrarmos nesse molde, o cenário artístico não foi exatamente receptivo conosco. Mas, com essas mudanças políticas, acho que o caminho está aberto para novas ideias e estéticas, como as nossas. Sobre os Médicos mesmo, acho que agora nosso nome de banda vai ser cult.

  • Ano passado, durante um bate-papo, o Vinícius me disse que gostava de ouvir Mac Miller, e infelizmente, ele faleceu esse ano. Como lidou com a morte dele?

Wagner: Foi ruim. Ele era um grande artista, um dos favoritos do Vinícius e uma grande influência nos nossos clipes. Houve a perda do Chester também. É terrível assistir a destruição dos nossos ídolos. Mas façamos disso um aviso para a responsabilidade de cuidarmos de nós mesmos, e o convite para tomar as rédeas e criar boa arte, como eles fizeram.

  • Para fechar: Vocês já tocaram em festivais grandes? Em qual sonham tocar?

Wagner: Nosso objetivo é tocar no Lollapalooza. Quando isso acontecer, teremos a sensação de dever cumprido!

Ouça Nada de Amor, o novo single da Médicos de Cuba:

E ESSA CANTADA?

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