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No radar: KIN KAS revisita Tecno Triste em álbum coletivo de remixes

créditos: Gab Fonseca
créditos: Gab Fonseca

Artista independente reúne 12 nomes de diferentes partes do Brasil em SUPER TECNO TRISTE 999, projeto que leva sua eletrônica para um terreno ainda mais colaborativo e apocalíptico

Direto da cena independente de São Carlos, KIN KAS é um nome que vale prestar a atenção. Natural de Conquista, em Minas Gerais, o artista constrói há quase uma década um trabalho entre pop, eletrônica experimental, performance e produção autoral, cuidando também de boa parte da própria direção criativa e circulação.

Agora, KIN KAS revisita Tecno Triste, disco lançado há cinco anos, e cria o SUPER TECNO TRISTE 999, álbum de remixes que reúne 12 artistas de diferentes regiões do país. A ideia não é “atualizar” o trabalho antigo e sim, sobre desmontá-lo coletivamente, deixando que cada colaboração transforme cada uma das faixas.

O imaginário passa por colapso tecnológico, excesso de informação e uma sensação de fim de mundo bastante reconhecível, mas o disco encontra força e, em vez de tratar a experimentação como algo isolado, KIN KAS faz da coletividade parte central do processo.

Para quem gosta de eletrônica independente, projetos conceituais e artistas que transitam entre música, imagem e performance, SUPER TECNO TRISTE 999 é uma boa porta de entrada para conhecer o trabalho e ficar de olho em KIN KAS.

Autor

  • Desde 1990 tendo uma vida incrível com uma trilha sonora sempre interessante e diariamente atualizada. Jornalista, comunicadora e ligada no 220v. Presença confirmada em festivais e shows que mantêm meu ritmo cardíaco saudável.

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