★ Lançamento

Marina Mole encontra o garage rock e a poesia em “Slowdancing”

Fotografia de Karin Santa Rosa colorida à mão por Marina Mole
Fotografia de Karin Santa Rosa colorida à mão por Marina Mole

Novo single antecipa o álbum Azucrim e mostra um lado mais áspero da artista depois do surf rock de “Luneta Azul”

Depois de abrir os trabalhos de Azucrim com o surf rock solar de “Luneta Azul”, Marina Mole apresenta “Slowdancing”, faixa que revela uma face mais crua do disco previsto para o segundo semestre pelo selo Café8 Music. Entre garage rock, punk e poesia falada, a música nasce da sensação de tentar acompanhar o ritmo de alguém mesmo quando os dois parecem se mover em tempos diferentes.

A composição começou enquanto Marina ouvia “Não Sei Dançar”, de Marina Lima, e pensava justamente sobre essa ideia de ajustar o próprio passo ao de outra pessoa. Parte da letra veio de textos escritos em parceria com o poeta Guilherme Ziggy, autor de Consultas Autônomas, a partir do jogo surrealista conhecido como cadáver delicioso.

“Eu estava refletindo sobre a ideia que ela traz: dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinham poemas escritos com o Ziggy por meio do jogo surrealista cadáver delicioso. Peguei algumas frases e criei uma parte mais falada na música”, conta a artista.

O encontro entre rock e poesia também aparece nas referências de Marina, que cita Patti Smith como influência direta. A faixa parte de um riff inspirado em The Cramps e segura a tensão durante boa parte do percurso, até chegar a uma explosão de guitarras distorcidas e ritmo acelerado.

Na gravação, Marina é acompanhada por cleozinhu na bateria e nos vocais de apoio, Lucas Monch no baixo e Vitor Wutzki na guitarra e backing vocal. Assim como o restante do álbum, “Slowdancing” foi registrada em fita de rolo por Beeau Gomez e mixada por Eduardo Possa, da Exclusive Os Cabides.

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