No Radar: Lucas Caram lança “O que me traz Aqui?” e transforma questionamentos em canções
Costurando lembranças pessoas e construindo memórias afetivas com mpb e folk, o disco fala sobre pertencimento e identidade ao longo de faixas
Lucas Caram não está em busca de respostas. O novo álbum do cantor, compositor e musicista, “O que me traz Aqui?” se localiza entre as lembranças do passado e o presente, mas sem ficar parado no tempo. Conheci a carreira dele no início deste ano, durante o La Serena Festival de la Canción, que acontece em La Paloma todo o ano, no meu segundo paisíto preferido: o Uruguai.
Por lá, ele esteve ao lado de outra musicista e parceira de projetos, Nina Nicolaiewsky. Foi um match musical muito massa. Gravado ao longo dos dois últimos anos, o disco junta canções que nasceram de uma trajetória que está em destaque na cena independente.
Em suas canções, ele mistura música brasileira com folk, pop, ijexá, valsa e toada, brincando com diferentes elementos que são a cara da música contemporânea. É um álbum moderno, rico e cheio de sonoridades, lembrando muito a carreira de Jorge Drexler (que aliás é um dos idealizadores do festival uruguaio). Quem assina a produção Noa Stroeter e o disco também conta com participações de Pedro Altério, Nina Nicolaiewsky, Toninho Ferragutti e Davi Fonseca.
Entre os singles, obviamente eu destaco “Serena”, mas também a belíssima “Caminho É Se Perder” e “Instante”. No conjunto, O Que Me Traz Aqui? é um disco conectado ao universo musical em 2026, ou seja, não se apega a rótulos e usa a música como o que ela verdadeiramente é: um espaço de expressão e diversidade.
O álbum saiu pelo selo Esfera, em parceria com a Loco Records, e já pode ser ouvido nas plataformas.