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MI acompanha o reencontro de Mac Demarco com o público brasileiro

créditos: Enzo Hofmann @enzo_hofmann
créditos: Enzo Hofmann @enzo_hofmann

Mac DeMarco passou pelo Brasil neste começo de abril, com uma série de shows em diferentes cidades, quase sempre diante de casas cheias e públicos em estado de devoção. O Minuto Indie esteve presente em quatro datas dessa turnê promovida pela Balaclava Records e te conta como foram essas noites que marcaram o retorno do canadense ao país depois de 11 anos de espera.

Brasília, Toinha Brasil Show — por Gabriela Gomes

A tour chegou em Brasília com fila dobrando esquina e casa cheia na Toinha Brasil — com direito até a aparição inesperada de Jorge & Mateus no meio do público. No palco, Mac equilibrou bem as faixas do novo Guitar com clássicos, mantendo aquele pacote completo: vocais firmes, banda superentrosada e as bobagens características que viram parte do show. A plateia respondeu à altura, cantando tudo e interagindo sem parar (às vezes até demais), com uma chuva constante de presentes (vinis, camiseta do Brasil, bolinho Ana Maria) que quase virou distração coletiva. Destaque também pro guitarrista Pedro Martins, prata da casa, recebido entre gritos de “Pedro! Pedro!”. No fim, Mac prometeu não demorar mais uma década pra voltar — e a gente torce pra que não demore mesmo.

Créditos: Enzo Hofmann/@enzo_hofmann
Créditos: Enzo Hofmann/@enzo_hofmann

Rio de Janeiro, Sacadura 154 — por João Pedro Cabral

No Rio, o clima era de reencontro antes mesmo do primeiro acorde. Casa lotada, expectativa alta e um público completamente entregue. O setlist veio redondo, cheio das músicas que todo mundo queria ouvir, e a conexão com a plateia foi imediata: leve, engraçada, meio caótica… bem a cara dele. Parecia que artista e público estavam na mesma frequência o tempo todo. Foi daqueles shows que passam rápido demais e deixam aquela sensação boa de “valeu muito a pena estar aqui”.

São Paulo, Audio – por Alexandre Giglio

São Paulo começou com um Mac um pouco mais contido, quase tímido diante de uma plateia gigante e barulhenta, mas foi questão de tempo até ele se soltar. O show cresceu junto com o público, que cantava tudo e puxava a energia pra cima a cada música. Os momentos mais intensos vieram, claro, nas faixas mais conhecidas, aquelas que viram coro na plateia. No fim, ficou a sensação de um show que se constrói aos poucos até virar catarse. Pra quem viu pela primeira vez, como eu, foi daqueles momentos importantes e bem marcantes. Ele conduziu a galera muito bem, todo mundo estava ali era público fiel e sabia o que esperar e o que ele costuma entregar em cada apresentação ao vivo.

Créditos: Enzo Hofmann/@enzo_hofmann
Créditos: Enzo Hofmann/@enzo_hofmann

Porto Alegre, Auditório Araújo Vianna – por DudaDudel

Em Porto Alegre, a mudança de última hora do Bar Opinião para o Auditório Araújo Vianna mudou também o clima. do show, isso é inegável. O que poderia ser um caldeirão virou algo mais distante, mais frio. O auditório tem cadeiras, acústica controlada e um público que, em vários momentos, parecia mais disperso do que envolvido. O setlist, por outro lado, veio perfeito, cheio de músicas que a galera queria ouvir, e Mac seguiu carismático, com vontade de tocar e presença de palco que faz com que o público esteja 100% fechado com ele. Mas ficou aquela sensação de que o espaço não acompanhou o espírito do show, sabe? Ainda assim, um baita show, ninguém saiu insatisfeito.

No fim das contas, a passagem de Mac DeMarco pelo Brasil foi tudo o que se esperava dele: shows cheios, público entregue e pequenas diferenças de clima entre uma cidade e outra. Onze anos depois, ele voltou encontrando uma plateia ainda mais apaixonada pela sua carreira, e deixando claro que, por aqui, a devoção continua intacta. Pode voltar antes, tá?

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