É indiscutível: 2025 foi um ano excelente para a música, tanto no Brasil quanto no mundo. Como de costume e em meio a excelentes lançamentos, a equipe do Minuto Indie selecionou os 50 melhores álbuns internacionais de 2025 até aqui. A lista, organizada em ordem alfabética, conta com uma variedade de gêneros e estilos, tentando dar conta de variados pontos do globo e diversas nacionalidades, e buscando sempre mostrar que teve muita novidade interessante rolando por aí. Aproveitem as escutas e descobertas, e nos vemos em 2026!

 

Anna von Hausswolff: Iconoclasts Album Review | Pitchfork

Anna von Hausswolff – ICONOCLASTS 

Poucas pessoas fazem o sombrio soar tão encantador quanto Anna von Hausswolff. É a coisa mais sueca que você vai ouvir esse ano. O órgão de tubos da Anna segue como sua arma para criar um universo mais dançante e até mais pop que o de costume, mas ainda muito imersivo. É jazz, é noise, é art pop, é clássico, é drone. Um projeto que consegue trazer Ethel Cain e Iggy Pop para um mesmo andar e brilhar tanto nas canções mais expansivas, como na ótima e barulhenta Struggle with the Beast, quanto nos momentos mais introspectivos, como em Consensual Neglect. – Maria Luísa Rodrigues

 

Is It Now? - Album by Automatic | SpotifyAutomatic – is it now? 

Is It Now? foi aquele disco em que eu dei play sem muita expectativa e, quando vi, já tava ouvindo ele em looping. O Automatic soa afiado, direto, com músicas que grudam fácil e um ritmo que não deixa o disco esfriar em nenhum momento. As batidas eletrônicas entram como um transe, repetitivas e hipnotizantes, puxando você para dentro do som sem perceber. Tem algo muito viciante ali, seja no baixo, na batida ou nessa postura meio seca e confiante da banda. É simples, funciona e dá vontade de voltar sempre, daqueles lançamentos que, pra mim, já entram na conversa de melhores do ano sem esforço. Não conhecia o trio e virei fã. – João Pedro Cabral 

 

Crítica | Bad Bunny: "Debí Tirar Más Fotos" - Música InstantâneaBad Bunny – Debí Tirar Más Fotos

Neste disco, o porto-riquenho redefine o conceito de “pop latino”, mergulhando em uma construção sonora carregada de memórias, vulnerabilidades e questões identitárias. Se em Un Verano Sin Ti (2022) ele já conquistou o mundo, agora Bad Bunny explora suas origens de forma confessional: afronta os Estados Unidos, lança indiretas para Kendall Jenner e relembra seus antigos amores, sempre revelando a intensa relação com sua terra natal: Porto Rico. Benito transita com naturalidade do reggaeton minimalista às influências eletrônicas, sem medo de incluir ritmos regionais como salsa e plena. Aqui, o coelho mais famoso do mundo entrega sua obra mais honesta até agora, na qual o ritmo é menos sobre a pista e mais sobre as rachaduras emocionais que surgem após noites intensas sob holofotes. – Duda Rocha

 

Allbarone | Baxter DuryBaxter Dury – Allbarone

Baxter Dury sempre traz ótimos trabalhos, um dos meus discos prediletos de 2020 foi dele, o The Night Chancers. Agora, ele vem com seu trampo mais novo, Allbarone, que traz um pop-eletrônico muito bem feito. Tem humor meio sarcástico e dark, mas acima de tudo a vibe de pista daquele som com que não dá para ficar parado. Tem disco, house, hyperpop, é completo do começo ao fim. É um disco sagaz com tirações de sarro bem interessantes, quando vê você já esta imerso nesse disco e nem percebeu! – Alexandre Giglio

 

betcover!! surprise-releases album 'Yuki,' with Jim O'Rourke as engineer | OTOMO: The Official Media of CEIPA / MUSIC AWARDS JAPANbetcover!! – 勇気

O melhor disco que fugiu do radar de boa parte das listas por aí. A banda japonesa faz o equilíbrio dos sonhos entre rock alternativo e jazz, com músicas que batem, surpreendem, movimentam e consolam durante os 38 minutos de duração do álbum. É caoticamente organizado. Vale ver os vídeos dos shows recentes no YouTube também. Uma aula. Enquanto isso, seguiremos sonhando com um show no Brasil. – Maria Luísa Rodrigues

 

Album Review: Big Thief – Double Infinity – Beats Per MinuteBig Thief – Double Infinity

Há hippies do bem e três deles estão no Big Thief (eram quatro, até a saída do baixista no ano passado). Adrianne Lenker e seus amigos sempre fazem o folk ser interessante como ninguém, mas neste álbum dão um passo maior para se aproximar mais da psicodelia. É um álbum conforto, daqueles que parecem impossíveis de esgotar. Apesar de Lenker estar simplificando a caneta, as composições de forma alguma soam mais leves – como em Los Angeles, uma das mais bonitas da carreira da banda. É trilha sonora pra dia quente e frio, pra alegria e tristeza. Disco para levar de 2025 pra frente. – Maria Luísa Rodrigues

 

Crítica | Billy Woods: “Golliwog” - Música Instantâneabilly woods – GOLLIWOG

Billy Woods nunca vai te entregar algo que seja fácil ou simples de entender. São sempre trabalhos que te fazem ir além. Esse álbum traz algo muito mais profundo, horripilante e agonizante, fazendo a obra se destacar muito com seu flow e letras nesse intimismo dark e até apocalíptico. Esse disco é um mix do encontro do rap com o caos, com trilha sonora de filmes e sound design, mostrando que é possível juntar tudo isso e fazer um dos melhores discos do ano. – Alexandre Giglio

 

Crítica | Black Country, New Road: “Forever Howlong” - Música InstantâneaBlack Country, New Road – Forever Howlong 

“Forever Howlong” é o disco que marca o desprendimento total do som inicial de Black Country, New Road, apresentando uma versão baroque pop, folk e engenhosa de seu som. Os arranjos e harmonias continuam tão comoventes quanto os dos outros dois discos de estúdio, porém, a banda explora uma música refrescante e cheia de novidade. — Hildegardis Lima

 

 

Blood Orange – Essex Honey – MonkeybuzzBlood Orange – Essex Honey

Nesse disco, Blood Orange parte do contexto do falecimento de sua mãe para abordar o sentimento de luto de forma muito singular, recorrendo às suas memórias e referências tanto musicais quanto geográficas da adolescência inglesa na montagem desse mosaico. A temática do luto é central no álbum, e no quesito som, Blood Orange ainda tem suas marcas clássicas de guitarras e sintetizadores, mas dessa vez segue acompanhado de arranjos minimalistas e delicados que colocam a emoção à flor da pele. Destaque para as parcerias impecáveis com Caroline Polachek. – Rafinha Murad

 

GUSTO - Album by Boko Yout | SpotifyBoko Yout – Gusto

Se você curte rocks barulhentos e jazzados, o “Gusto” é um play obrigatório este ano. Esse é o disco pra ouvir agora e dizer que era fã desde o começo, porque o Boko Yout com certeza vai daqui pra palcos maiores no futuro. Lançado pela excelente gravadora sueca Hoopdiggas (que vale checar o catálogo completo também!), o álbum chegou no momento em que o grande público estava os conhecendo como a banda de abertura do Viagra Boys. A dupla faz sentido, mas não vá achando que é igual. Gusto é original, divertido e conceitual na medida certa. Maria Luísa Rodrigues

 

CA7RIEL & Paco Amoroso – PAPOTA – MonkeybuzzCa7riel & Paco Amoroso – PAPOTA 

A ousadia da nova geração de artistas latinos é hoje um dos maiores motores da conexão cultural na América Latina. Em Papota, o duo argentino Ca7riel e Paco Amoroso eleva esse espírito anárquico ao nível máximo. Amigos de infância, já davam o que falar em carreiras solo, mas foi unindo forças que atingiram em cheio a cena latina. Em cada faixa, misturam trap psicodélico, riffs distorcidos de guitarra e um eletrônico hipnótico que captura o espírito do underground portenho. O disco é caos, energia e provocação, traduzidos numa grande festa que afronta todas as convenções e conservadorismos. – Duda Rocha

 

caroline: caroline 2 Album Review | Pitchforkcaroline – caroline 2

Olha a melancolia passando e deixando resquícios. Difícil ouvir o caroline 2 e esquecer. O bandão inglês (literalmente, com oito integrantes) fez um dos álbuns que mais nos marcou esse semestre. A faixa de abertura, “Total Euphoria”, cumpre perfeitamente o papel de dar o tom, introduzindo um disco que parece gritar até nos momentos mais calmos. Meio emo, meio shoegaze, meio indie, meio folk. Não dá pra ignorar a presença do som. Nebuloso e dolorido, do jeito que o inverno pede. – Maria Luísa Rodrigues

 

Woman Of Faces - Album by Celeste | SpotifyCeleste – Woman of Faces 

Pra quem gosta de vozes que trazem arrepios, esse disco da Celeste é feito pra isso. Uma das vozes mais lindas que despontam por aí e há quem diga que te faz lembrar até de Amy Winehouse e Adele em alguns momentos. É um disco muito poderoso, forte e com uma pegada intimista e profunda refletida pela sua voz. Com uma exploração de diversos temas e gêneros, ela faz um belo mix de elementos modernos e antigos que fazem esse disco ser tão chique. É mais um disco daqueles que vai ficar ecoando na sua cabeça pra digerir o que ouviu ali. Lindo! – Alexandre Giglio

 

Let God Sort Em Out – Álbum de Clipse | SpotifyClipse – Let God Sort Em Out

Demorou 16 anos, mas valeu esperar cada segundo por Let God Sort Em Out. Os irmãos Malice e Pusha T lançaram o álbum de rap do ano e conseguiram exceder até mesmo as maiores expectativas. Um disco recheado de beats excelentes e composições que valem parar para ouvir. Fácil se pegar sorrindo no “They content create, I despise that. I create content then they tries that” em POV. Adequado. O álbum não marca só o retorno do Clipe, mas o comeback de Pharrel Williams como único produtor do disco – mostrando que, quando quer, ele ainda está acima do nível. – Maria Luísa Rodrigues

 

private music – Álbum de Deftones | SpotifyDeftones – private music 

Private Music me pegou de surpresa num lugar bem específico. Eu conhecia o Deftones mais pelos trabalhos mais famosos e nunca tinha ido muito além disso, mas esse disco mudou a chave. “milk of the madonna” se destaca fácil, tanto pelo clima quanto pela forma como a música cresce e te puxa pra dentro, misturando peso e delicadeza sem esforço. Depois dela, o álbum inteiro passa a soar como um convite aberto para explorar tudo que veio antes. João Pedro Cabral

 

Crítica | Dijon: "Baby" - Música InstantâneaDijon – Baby 

Depois do Justin Bieber dar uma de Dijon em seu “SWAG” (com direito a collab), o artista volta pra reafirmar que como ele, só ele. Pro tweet que resumiu o som como “Ed Sheeran produzido pelo JPEGMafia”, nossos parabéns. É nesse caminho, mas com muito mais sentimento que o Ed Sheeran poderia sonhar. Vocais emocionantes, produção das mais etéreas, e a sensação de que a vida é bonita e vale a pena. – Maria Luísa Rodrigues

 

Ethel Cain – Perverts – MonkeybuzzEthel Cain – Perverts

A experiência de escutar “Perverts” paira entre o recompensante e o aterrador. Numa história sobre símbolos religiosos e violência, contada através do drone e da música ambient, Ethel Cain demonstra com maestria como a música pode ser utilizada para retratar os sentimentos mais sombrios que habitam o ser. Hildegardis Lima

 

 

Crítica | FKA Twigs: "Eusexua" - Música InstantâneaFKA Twigs – EUSEXUA 

Em janeiro, já era consenso que esse disco seria um dos melhores do ano. EUSEXUA é diferente de todos os outros trabalhos de twigs, mas também tão magnífico quanto eles. Sem nunca temer a estranheza, aqui, ela propõe quase um body horror musical, distorcendo a própria forma corporal por meio do som e da dança. Musicalmente, o lado A do disco segue um caminho frenético pelas batidas marcantes e simula cenários de uma pista de dança, enquanto o lado B percorre a introspecção e a posição do corpo ao avesso como auge da vulnerabilidade. A escuta começa com uma vontade de se mexer, e termina com uma vontade de flutuar, impulsionada pelos seus vocais impecáveis como sempre. Destaque também para o Afterglow, continuação da narrativa noturna iniciada em EUSEXUA com músicas tão impecáveis quanto a primeira parte. – Rafinha Murad

 

Getting Killed - Album by Geese | SpotifyGeese – Getting Killed

Não sobrou um indie não-geesado este ano. Se sobrou, é questão de tempo até entrarem na onda. Cameron Winter não se contentou em lançar um dos melhores discos de 2024 com Heavy Metal e resolveu incorporar mais do seu trabalho solo no Geese; assim nasce o disco mais hypado do ano. Justificadíssimo. Um grupo de pessoas de 23 anos que teria tudo pra ser qualquer um, mas que chega gritando que tem uma bomba no carro e termina te fazendo chorar lembrando que “you can be free and still come home”. O álbum é tão impressionante que, ao lado do prefeito Zohran Mamdani, está fazendo até Nova York parecer legal de novo. Getting Killed brilha nas composições e em resgatar como o rock já foi sem te levar pro passado. Pelo contrário.  – Maria Luísa Rodrigues

 

Ego Death At A Bachelorette Party - Album by Hayley Williams | SpotifyHayley Williams – Ego Death At A Bachelorette Party 

A loirinha do bem deu o que falar esse ano. Desde o formato inovador do lançamento por meio de arquivos num site exclusivo, passando, claro, pelo término bastante conturbado com Taylor York, ex-parceiro de amor e de banda, foi agitado o panorama da chegada de Ego Death ao mundo. Os fãs, além de fofoca, ganharam excelentes músicas de uma Hayley mais ácida e sem papas na língua do que nunca, cantando sobre amor e coração partido na perspectiva de uma cold heart bitch. Esse já é o terceiro lançamento solo de Hayley, mas acredito que seja o mais audacioso e convincente do potencial de sua autonomia criativa. Depois dessa, e o Paramore? Parece que não volta mais… – Rafinha Murad

 

Phonetics On and On - Album by Horsegirl | SpotifyHorsegirl – Phonetics On and On

Todo ano tem uma banda indie que destoa das outras com seu novo álbum. Horsegirl consegue fazer nesse projeto algo que nasceu no seu primeiro disco, mas que agora segue além, mais maduro e grandioso. Mistura introspecção, emoção, letras e riffs que ficam na cabeça e que te fazem cantar junto, ou no mínimo se deliciar com a música até o final. É um som de certa forma simples, mas com um diferencial principal de um som em conjunto em que tudo se complementa com a voz da vocalista. Detalhe para a cereja do bolo: produção de Cate Le Bon. – Alexandre Giglio

 

Blush (Kevin Abstract album) - WikipediaKevin Abstract – Blush

O Brockhampton quase renasceu com esse lançamento do Kevin Abstract. Tem tudo o que a gente amava no grupo: beats bons, composições marcantes, o processo colaborativo arquitetado pelo Kevin que faz todo mundo brilhar mais… e tem o Ameer Van (que foi expulso do grupo durante o maior momento da banda, pós Saturation, por acusações de assédio). Disco para ouvir várias vezes sem cansar. É uma celebração do que formou a identidade do Kevin – e de quebra a nossa, que viveu com os sons dele como trilha.  – Maria Luísa Rodrigues

 

Who Let The Dogs Out - Album by Lambrini Girls | SpotifyLambrini Girls – Who Let The Dogs Out

No álbum de estreia dessa dupla que já vinha fazendo muito barulho, elas produzem uma sonoridade frenética e raivosa que reflete adequadamente a essência do punk contemporâneo, mas ainda repleto de toques de originalidade. São faixas curtas e acordes repetidos, mas Phoebe Lunny e Lily Macieira fazem uso do espaço lírico de suas canções para denunciar e debochar de problemáticas sociais atuais, tornando o gênero atual, divertido e irreverente. Elas não têm medo algum de dizer o que querem dizer: suas letras são afiadas e cruas, sem meias palavras. – Rafinha Murad

 

Ouça | Little Simz: "Lotus" - Música InstantâneaLittle Simz – Lotus

Poucos têm a caneta tão afiada quanto ela. Little Simz deu o nome mais uma vez, agora num tom confessional em meio ao contexto de luto pelo fim de uma amizade. O disco é tão complexo quanto esse processo emocional, e com isso passeia por reflexões de todas as fases, indo da raiva à superação, e encerrando de forma bonita se erguendo por meio do amor próprio. Das faixas mais agressivas às mais contemplativas, com o toque da vulnerabilidade áspera e quase irremediável, é visível como ela não poupou ninguém, nem mesmo seus próprios sentimentos. Com suas habilidades incontestáveis de rima aliadas a colaborações valorosas, Lotus pavimenta o caminho de Simz até se tornar uma das grandes estrelas do rap. – Rafinha Murad

 

Crítica | Marie Davidson: "City of Clowns" - Música InstantâneaMarie Davidson – City of Clowns

Se for pela Marie Davidson, vale a pena aguentar um disco em que o vilão são os avanços tecnológicos. Nada de novo, seja no discurso ou no som, porém o de sempre bem executado. Tirando completamente de contexto, ela avisa: “I do what I do, and I do it well” na ótima Demolition. E tem Soulwax coproduzindo. É isso: disco de dance que realmente te faz querer dançar. O álbum perfeito pro DJ set como aquele do Yung Lean no Boiler Room, só dando play no seu streaming preferido e vibing. – Maria Luísa Rodrigues

 

Pain to Power - Album by Maruja | SpotifyMaruja – Pain to Power  

Uma das maiores revelações do ano com seu álbum de estreia. Se não a maior. Pain to Power chega como um disco que parece condensar tudo o que a Maruja vinha prometendo desde seus primeiros lançamentos: é político, barulhento, visceral, às vezes melancólico, às vezes surpreendentemente positivo, e sempre absolutamente intenso. A cada faixa, a banda te transporta por mundos sonoros distintos — do choque caótico do post-punk à liberdade expansiva do jazz, passando por momentos de pura catarse emocional, e isso faz deste disco um dos mais impressionantes e completos do ano. Para nós, é sem dúvida um dos melhores álbuns de 2025, um trabalho que não apenas reflete o momento, mas o amplia e o transforma em som. Antes desse debut monumental, a banda já havia lançado ainda neste ano o EP Tír na nÓg, uma obra instrumental ousada e envolvente que apareceu lá no nosso apanhado de meio de ano, abrindo caminho para o impacto que Pain to Power viria a ter. – Alexandre Giglio

 

 

 

 

 

MIKE – Showbiz! – MonkeybuzzMIKE – Showbiz! 

O décimo álbum do Mike é talvez o segundo melhor disco de rap de 2025, só perdendo pro Clipse que, convenhamos, realmente foi absurdo. Mas aqui, Mike cria seu próprio mundo deixando sua voz e seu flow em completo destaque com outros pequenos elementos ali para distrair ao longo da escuta. No geral, traz bem essa pegada lo-fi acompanhado de letras bastante profundas e críticas que te fazem entrar nesse universo imaginado por ele. – Alexandre Giglio

 

 

Crítica: Milo J - La Vida Era Más Corta - by Fagner Morais

Milo J – La Vida Era Más Corta

Seguindo o movimento de resgatar nossa identidade e reafirmar nosso anticolonialismo, o argentino Milo J entrega um disco que soa mais como um manifesto emocional para uma geração latino-americana atravessada por crise, memória e urgência. No auge de seus 18 anos e já nascido no ambiente digital, é no resgate de suas raízes ancestrais que o artista mostra sua genialidade. Carregado de trap, eletrônico, rock, folclore, tango, charango e até bandoneón portenho, La Vida era Más Corta é um disco para uma nova geração de ouvidos atentos. Em “Niño”, hit imediato nas plataformas, Milo soa maduro demais para sua idade quando fala nas letras sobre infância, masculinidade e afetos, nos fazendo questionar: afinal, como alguém tão jovem pode ter tido tantas experiências dolorosas? Outras múiscas como “Solifican12”, “Bajo De La Piel” e “Gil (part. Trueno)”, também já se tornaram hit nas redes sociais. Mas é em “Jangadero”, que ele brilha ainda mais! A faixa traz uma gravação póstuma de Mercedes Sosa, em um dueto que traduz um continente que resiste e protege suas raízes. Produzido por Tatool e Santi Alvarado, com passagens pelos estúdios Unísono do artista Gustavo Cerati, o álbum entende que revisitar o passado não é saudosismo, mas reflete o que o povo latino tem de sobra: resistência. E quando o presente se mostra instável demais, é a nova geração que nos apontará o caminho. – Duda Rocha

Oklou – choke enough – Monkeybuzz

oklou – choke enough

A francesa oklou lançou um álbum tão suave que te suspende. Entre os lados mais leves da Drain Gang e os mais dançantes da Erika de Casier, o som do disco ganha força e preenche justamente com o minimalismo. Apesar de já ter feito barulho com EPs, mixtape e singles anteriores, o disco de estreia coloca a oklou no patamar que já dava pistas de merecer, entre a realeza desse soft dreamy pop. Dica: tão bom quanto ouvir o disco todo, é ver a session que ela gravou numa pista de gelo com a NTS Radio. – Maria Luísa Rodrigues

 

The Art of Loving – Álbum de Olivia Dean | SpotifyOlivia Dean – The Art of Loving 

Assumindo finalmente seu lugar entre as grandes vozes de sua geração, Olivia Dean aposta na leveza e no pop contemporâneo neste segundo álbum, que mistura pop, R&B e neo-soul. Em “So Easy (To Fall in Love)”, ela acena para a bossa nova, lembrando a sofisticação de Norah Jones no início dos anos 2000, mas com um frescor que soa absolutamente atual. Os singles “Nice to Each Other” e “Man I Need” já são hits instantâneos, equilibrando melodias sedutoras com a repetição que caiu no gosto das trends na internet. Já em “Something Inbetween”, Olivia mergulha entre o amor romântico e sua autonomia como jovem mulher vivendo neste século, o que convenhamos, ainda é um tema ainda pouco explorado no mainstream sem qualquer apelo sexualizado. A própria artista descreve o disco como uma investigação sobre a arte de amar alguém, algo que se revela em cada detalhe, seja nos vocais que brilham sem soar grandiosos, sem aquelas “piruetas performáticas”, ou nos arranjos minuciosamente construídos. Com aclamação crítica e estreia no topo das paradas em diversos países, The Art of Loving prova que o pop refinado não precisa ser pretensioso… ele pode ser, simplesmente, irresistível do início ao fim. – Duda Rocha

Ginkgo – música e letra de Panchiko | SpotifyPanchiko – Ginkgo

Ginkgo soa como um renascimento tranquilo, quase tímido, mas cheio de significado. O que é mais fascinante é o contexto: o Panchiko foi uma banda que ficou esquecida, mas, de forma inesperada, ganhou status cult depois que um fã encontrou um disco e fez post no 4chan. Isso já seria suficiente para que qualquer retorno soasse meio forçado, mas aqui é diferente. O que eles trazem em Ginkgo é genuíno e delicado, como alguém que teve muito tempo para pensar e agora escolhe cada som com carinho. Parece que eles voltaram não só como músicos melhores, mas como pessoas mais conscientes. Escutar Ginkgo é um pouco como entrar em uma casa antiga onde alguém acendeu todas as luzes pela primeira vez. – João Pedro Cabral

 

LOVED | ParcelsParcels – LOVED 

Loved foi um daqueles discos que me ganharam sem esforço. Fiquei extremamente encantado tanto pelo álbum quanto pela Parcels desde a primeira audição, muito pela sensação de cuidado que existe em cada detalhe. O instrumental é riquíssimo, cheio de groove, camadas bem construídas e arranjos que se movimentam com naturalidade, sempre encontrando um equilíbrio entre energia e suavidade. A mixagem é um capítulo à parte: tudo soa limpo, espaçoso, com cada elemento no lugar certo, o que faz o disco fluir de forma quase hipnótica. É o tipo de álbum que pede atenção, mas recompensa cada escuta, crescendo aos poucos e criando uma conexão difícil de largar. – João Pedro Cabral

 

Fancy That by Pink Pantheress | Album Review | Modern Music AnalysisPinkpantheress – Fancy That

Frenética e inconfundível, a princesinha do electropop deu as caras mais uma vez nessa mixtape que vai muito além das convenções óbvias de uma estética Y2K. O disco já começa acelerado com a faixa “Illegal”, e Pink não demonstra nenhuma intenção de desacelerar, fazendo um convite singelo e irrecusável aos ouvintes para serem sua companhia nessa jornada dançante e até mesmo ofegante. Em 20 minutos, ela condensa a urgência romântica de um espírito hedonista, marcada pelo drum n’ bass mas sem medo de se arriscar pelo garage e pelo jungle. Assim, sua forma de encarar os deboches por suas faixas extremamente curtas se torna a entrega de um disco extremamente coeso e autossuficiente nesse pouco tempo. – Rafinha Murad

 

Crítica | Rochelle Jordan: “Through The Wall” - Música InstantâneaRochelle Jordan – Through the Wall 

Seguindo a tendência forte de 2025 de fazer álbuns voltados para as pistas, Rochelle Jordan ressurge com um álbum dance luxuosíssimo e bastante original. Num misto único de pop, house, garage e R&B, e ao lado de colaboradores excepcionais da música eletrônica inglesa, a artista mostra que fez bom uso dos últimos anos sem lançamento para refinar seu trabalho. Difícil falar desse disco sem pensar em Janet Jackson, referência clara de Jordan, e sem falar de seus vocais, que ganham destaque junto com a evidente pesquisa profunda das ramificações da música eletrônica, construindo um house de verdade, sensual e indiscutivelmente cool. – Rafinha Murad

Crítica | Rosalía: "Lux" - Música InstantâneaRosalía – LUX 

Contrariando todas as alegações de falta de inventividade no pop, Rosalía chega com um álbum de bases orquestrais e temáticas religiosas de uma jornada espiritual entre o profano e o divino, mas não só. Ela vai além, construindo um álbum dramático, maximalista, resistente às tecnologias com produções essencialmente humanas, e simplesmente cantando em 13 idiomas diferentes. Rosalía fez um trabalho de pesquisa absurdo tanto no aspecto musical, aproveitando seu repertório de formação superior e construindo faixas que superam as caixinhas de gênero, quanto no narrativo, resgatando figuras esquecidas de santas católicas de diversas culturas com histórias trágicas de fé. Apesar do alinhamento às tradições, ainda se trata de um álbum essencialmente pop, e sua forma de fincar os pés nos tempos modernos é por meio de canções mais dançantes e de rap, como Porcelana e De Madrugá, e da inserção de uma colaboração com sua musa Bjork no lead single Berghain. LUX é um álbum denso, de escuta e assimilação não tão fáceis, já que a mesclagem de religião e pop é sempre complexa. O disco ainda pode arrancar algumas lágrimas, e a gente quase se convence de que talvez a intervenção divina seja de fato a única saída. No fim das contas, LUX nos relembra que o que torna Rosalía tão fascinante como artista é seu simples e absoluto desejo de experimentar. – Rafinha Murad

 

Rose Gray – Louder, Please – MonkeybuzzRose Gray – Louder, Please

Rose Gray chega com Louder, Please deixando claro, logo de cara, que sabe muito bem como transformar a pista de dança em narrativa dentro de um álbum coeso e cheio de identidade — e tudo isso logo em seu primeiro disco. O álbum funciona como uma viagem contínua pela música eletrônica, costurando referências clássicas do house, do disco e da rave culture com um olhar pop contemporâneo, moderno e extremamente consciente do próprio tempo. Há uma noção clara de fluxo, de madrugada que avança faixa após faixa, onde cada batida parece pensada tanto para o corpo quanto para a construção de um clima. Louder, Please é pop-eletrônico no melhor sentido: acessível sem ser óbvio, dançante sem ser descartável, e cheio de personalidade. É aquele disco feito para dançar sem culpa, para atravessar a noite inteira e ainda chegar em casa às seis da manhã colocando tudo no volume máximo, um debut que já nasce grande e seguro do que quer ser. – Alexandre Giglio

SAYA | Saya GraySaya Gray – SAYA

É questão de tempo até Saya Gray virar a queridinha das alternativas. Nesse disco brilhoso, se instaura uma atmosfera surrealista por meio da exploração de efeitos sonoros borbulhantes com pingos eletrônicos, e Saya vai lentamente se colocando como nova estrela do artpop. Seus vocais sutis, aliados à forte presença do violão, trazem uma leve aproximação com o folk e ainda ressaltam um talento pra lá de único como compositora, nessa abordagem não tão convencional e bastante vulnerável de um término de relacionamento. Depois de aparecer no Tiny Desk como baixista do Daniel Caesar, ela voltou para o programa se reintroduzindo com o SAYA, numa apresentação na NPR que conta com arranjos emocionantes.  – Rafinha Murad

 

Silvana Estrada, crítica de Vendrán suaves lluvias (2025)Silvana Estrada – Vendrán Suaves Lluvias

Silvana Estrada mostra o melhor do folk mexicano em seu mais novo disco que traz uma voz limpa e polida, mas sendo o destaque principal. É um disco bastante íntimo, considerando que foi sua forma de se despedir de seu melhor amigo e seguir encontrando beleza no cotidiano, mesmo em meio a tantas feridas. O encanto imediato é inevitável, seja pela voz ou pelos belos arranjos e pequenos detalhes orquestrais na gravação, construindo pontes entre o folk e o jazz, mas a todo momento sendo sublime.  – Rafinha Murad

 

COSPLAY | SorrySorry – COSPLAY 

Como pode uma capa horrorosa – provavelmente a mais feia do ano – esconder um disco tão bom? COSPLAY foi uma boa surpresa do Sorry. A banda conseguiu expandir mais o som e fazer um indie rock de excelência. É impressionante como fizeram o arroz com feijão ainda ter gosto único. Faixas como a melancólica Life In This Body e a dançante Today Might Be The Hit mostram bem esse espectro. Pros fãs do indie dos indies, esse é um dos álbuns que resumem bem o ano. – Maria Luísa Rodrigues

 

Squid: Cowards Album Review | PitchforkSquid – Cowards

O pianinho que começa esse terceiro álbum do Squid é brincadeira, não te deixa dúvida pra continuar ali. Cowards tem uma coisa boa: a banda expande um pouco mais para além dos pares que sempre foram comparados, como Black Midi, Black Country, New Road, King Gizzard & The Lizard Wizard (e outras 30 bandas que amamos rs). Eles voltaram mais relaxados nos arranjos, mas com temas igualmente densos e, por vezes, políticos. Foi um salto na discografia. Se é na direção que a maioria dos fãs vão gostar, já é outra história. Nada covarde da parte deles. – Maria Luísa Rodrigues

 

Crítica | Sudan Archives: "The BPM" - Música InstantâneaSudan Archives – THE BPM

THE BPM poderia ser mais um álbum na esteira das tendências eletrônicas, mas recebe o toque de autenticidade inconfundível de Sudan Archives, marcado especialmente pela inserção de cordas, lembrete de que além de cantora e compositora ela também é violinista. Sua versatilidade como artista impressiona a cada lançamento, e dessa vez ela puxa para o lado mais frenético de seu trabalho. A duração do álbum com quase 1 hora poderia torná-lo denso por si só, mas também é construída uma atmosfera de beats e letras bastante tensa, se utilizando de diversos subgêneros eletrônicos para falar de solidão e compartilhar inseguranças. A qualidade dos beats, no entanto, faz com que o convite às pistas se torne irrecusável. – Rafinha Murad

 

Tennis: Face Down in the Garden Album Review | PitchforkTennis – Face Down in the Garden

Face Down in the Garden soa como uma carta de despedida escrita com calma, beleza e um toque de tristeza contida. A sonoridade do Tennis continua fiel ao que a dupla sempre soube fazer de melhor: canções com textura suave, melodias nostálgicas e produção refinada, que lembra um pôr do sol que você quer que dure mais um pouco. É um disco bem curto, quase modesto, mas com alma. Ao mesmo tempo, confesso que senti falta de algo mais arriscado, mais fora da curva, já que se trata do possível último trabalho deles. Ainda assim, é um encerramento bonito e coerente.  – João Pedro Cabral

 

Larry June / 2 Chainz / The Alchemist: Life Is Beautiful Album Review | PitchforkThe Alchemist, Larry June, 2 chainz – Life is Beautiful 

Life Is Beautiful me chamou atenção justamente por sair da sombra de expectativas que nem eram dele. Enquanto muita gente tava com a cabeça em Alfredo 2, esse disco chegou mais quieto, mas não menos certeiro. Os beats são elegantes e econômicos, criando um clima perfeito pro Larry June e pro 2 Chainz rimarem com tranquilidade, cheios de confiança e estilo. É um álbum que se sustenta no detalhe, no clima e na constância. Pra mim, merece destaque! – João Pedro Cabral

 

Turnstile: Never Enough Album Review | PitchforkTurnstile – NEVER ENOUGH

Never Enough pra mim mostra bem o equilíbrio que o Turnstile foi construindo ao longo da discografia. O disco consegue juntar o peso, a urgência e a energia que sempre marcaram a banda com momentos mais abertos e sensíveis, tudo convivendo sem conflito. As faixas mais lentas, como “I Care”, me pegam justamente por isso, por mostrarem esse outro lado com naturalidade. É um álbum que flui fácil e deixa claro o quanto a banda sabe dosar intensidade e respiro. – João Pedro Cabral

 

viagr aboys – Álbum de Viagra Boys | SpotifyViagra Boys – viagr aboys

Como um soco suado na cara, o Viagra Boys chega mais bruto, mais debochado e, ao mesmo tempo, mais sensível do que nunca. A impressão que dá é que a banda passou a limpo todos os absurdos da vida moderna e destilou isso em forma de música: suja, irônica, absurda e com momentos inesperadamente tocantes. Faixas como “Man Made of Meat” gritam testosterona e caos, enquanto “Medicine for Horses” surge como um respiro estranho e bonito, meio torto, mas real. Essa mistura de humor grotesco com lampejos de sinceridade emocional cria uma tensão constante, como se o disco nunca quisesse te deixar confortável. É escancarado, teatral e sincero, um dos trabalhos mais completos e contraditórios da banda. E é justamente essa contradição que o torna tão bom.  – João Pedro Cabral

 

Crítica | Lorde: “Virgin” - Música InstantâneaVirgin – Lorde

Em “Virgin”, Lorde explora as possibilidades de um pop experimental idiomático e digerido, contando uma história sobre desejo, transparência, auto-imagem e um coração quebrado. Afiado, o disco nos apresenta sonoridades conhecidas, extremamente contemporâneas, mas com uma crueza inédita ao som da cantora. — Hildegardis Lima

 

 

Bleeds | WednesdayWednesday – Bleeds 

É apenas o melhor disco indie/rock do ano. Dá pra dizer que perde pro Geese, mas tá ali lado a lado na batalha. Imagina a mistura de country com shoegaze, com uma vocalista que consegue te passar diversos sentimentos na audição: esse é o Bleeds. Ele é pesado, melancólico, íntimo, é sarcástico nas letras, ou seja, tem um pouco de tudo ali. A banda já tinha feito um ótimo disco anteriormente (Rat Saw God, 2023), mas esse realmente veio pra botar eles nas cabeças. Em 2026, vamos ver eles em muitos festivais. Não vai ser por acaso. – Alexandre Giglio

 

Wet Leg: moisturizer Album Review | PitchforkWet Leg – moisturizer

Moisturizer chega para balançar todas as impressões que já tínhamos sobre o Wet Leg, como uma reintrodução. São mudanças radicais em relação ao álbum anterior: em vez de duo, agora banda, e mudanças na identidade e na estética, assumindo um som bem mais feroz. O que permanece, no entanto, é somente um aspecto: o de não se levar tão a sério. É um disco coeso envolvido por uma tensão romântica e sexual que traz uma perspectiva de amor ofegante e desesperada, sem medo de exageros e sarcamos, e consolida o Wet Leg como protagonistas do melhor que temos do indie rock nos dias de hoje. – Rafinha Murad

 

Wolf Alice: The Clearing Album Review | PitchforkWolf Alice – The Clearing 

O Wolf Alice deixa para trás o shoegaze e os efeitos saturados que marcaram sua ascensão para abraçar algo mais ousado: são mais felizes no “simples”. Carregados de muitas referências britânicas como Fleetwood Mac, o disco produzido em Los Angeles por Greg Kurstin, (sim, o mesmo por trás de The Fear da Lily Allen e de outros sucessos de cantoras pop), revelando uma banda que se renova. A voz de Ellie Rowsell, livre da guitarra que antes servia de escudo, emerge como verdadeira protagonista, oscilando entre a vulnerabilidade em “Play It Out” e o vigor do single “Bloom Baby Bloom”. As referências aos anos 70 estão muito claras por aqui, como em “Passenger Seat”, “White Horses” e “Safe in the world”, que não soam clichês, pelo contrário: mostram a banda mais confiante e confortável em sua nova fase. Destaco também a sonoridade incrível da bateria nesse álbum, que conta com uma mixagem impecável, somente acompanhando a banda que orquestra o ritmo sem ocupar nenhum espaço que não seja seu. The Clearing é o melhor conjunto de canções do grupo até aqui, e prova de que amadurecer é sem dúvida saber onde deixar o silêncio falar em cada canção. – Duda Rocha

Yasmine Hamdan's 'I remember, I forget' Reinforces Her ReignYasmine Hamdan – I remember I forget بنسى وبتذكر

Imagina uma mistura de música tradicional arabe com um mix de eletrônica com experimentalismo moderno. Esse é o disco da Yasmine. Ela fala tanto sobre política quanto intimidade pessoal, trazendo melancolia com a voz, e permitindo uma viagem dentro desse trip-hop, às vezes até meio espacial. Um disco que te pega com a voz, com esse experimentalismo e viagem. Uma experiência absurda. – Alexandre Giglio

Autor

Escrito por

Rafinha Murad

Pesquiso canção popular e brinco de jornalista musical nas horas vagas.