
Conversamos com a banda sobre o mais novo disco “Natural”, turnê nos EUA e o aguardado show no 5 Bandas.
Depois de aparecer aqui no blog na lista de melhores discos de 2025 até agora, o terraplana retorna ao minuto indie conversando sobre o novo projeto deles “Natural” e sobre as expectativas de fazer o show no festival 5 bandas pela primeira vez. A Terraplana é uma banda de Curitiba que se consolidou como um dos principais nomes da cena shoegaze nos últimos anos. O lançamento do álbum Natural consolidou ainda mais a identidade da banda, trazendo composições que equilibram delicadeza e intensidade, reforçando sua relevância dentro e fora do Brasil.
O quarteto é composto por Stephani Heuczuk (baixo e vocais), Vinícius Lourenço (guitarra e vocais), Cassiano Kruchelski (guitarra e vocais) e Wendeu Silvério (bateria), conversamos com Ste e Wendeu sobre as expectativas de tocar nesse festival e também sobre os últimos momentos da banda que voltou recentemente de sua primeira turnê nos Estados Unidos.

Lembrando que os ingressos para o festival 5 bandas já estão à venda e você pode garantir seu lugar comprando seu ingresso clicando aqui. Venha ver essa entrevista na íntegra:
Minuto Indie: parabéns pelo lançamento de Natural! pra vocês o que significa o lançamento de mais um projeto?
Wendeu: Cara, pra mim, pelo menos, marca um pouco mais de experimentação que a gente teve, sabe? A gente decidiu produzir com uma pessoa nova pra gente, que vem de lugares diferentes em relação a outro álbum. E eu acho que deu super certo, assim, a aceitação. A gente adora tocar músicas. Acho que quebra um pouco com aquela vibe introspectiva do primeiro álbum, sabe? E essas músicas de agora, pra mim, pelo menos, são mais divertidas de tocar. Então, eu acho que dá um outro grau nos shows também, na hora de ouvir no rádio, sei lá
Ste: É, eu acho que fica legal a mescla dos dois álbuns, na verdade. Tipo, no show, assim. É. o Wendeu passou o que significa pra ele, né? Pra mim também é um pouco isso. E acho que simboliza uma maturidade a mais também, né? Porque a gente aprendeu muita coisa do outro álbum pra cá, a gente fez muito show, assim. E isso é uma coisa que agrega muito também na composição em si. E acho que é isso. Acho que é uma maturidade e uma exploração de novos lugares, assim.
Minuto indie: como foi esse processo de experimentação pra vocês?
Ste: Ah, acho que foi bem natural. Foi uma coisa bem… não foi muito planejado, assim. Acho que a gente foi trocando referências, ouvindo coisas novas, assim. E a gente ficou com essa vontade de ir agregando isso, assim.
Wendeu: Muita coisa, assim, foi deixada bem aberta, assim, João. Tipo, teve música que a gente foi pro estúdio sem letra pronta, sabe? O pessoal estava escrevendo ali em cima da hora, assim. Ou teve, tipo… Teve, por exemplo, a música com a Winter. Que ela foi feita, tipo, no estúdio mesmo, assim. De não ter trocado muita referência antes e tal. E daí, as coisas foram surgindo naturalmente, assim, sabe? E a gente estava muito aberto, assim, tipo, a se precisasse refazer a música. Tipo, dar uma cara totalmente diferente. Aí, assim, seria, sabe? E de mesclar bastante coisa de… Por exemplo, a gente colocou bateria programada. A gente colocou muito efeito nas guitarras, assim. Com os equipamentos que tinha lá. Coisas que, sei lá, no shoegaze clássico, a gente foge um pouco, assim, sabe? Então foi bem da hora por causa disso, assim. E não se preocupar tanto, assim, em suar perfeito também, sabe? Soar do jeito mais natural possível. Embora essa palavra esteja surgindo muito aqui na entrevista hahaha
Ste: É o que aconteceu também foi durante a gravação, né? Porque quando a gente estava gravando, a gente foi mudando algumas coisas durante a gravação. Por exemplo, gravou as guitarras de uma música. E depois, quando foi gravar a outra, viu que… Eles tinham usado um amp, acho que, né? Outra música. E ficou mais legal. E a gente voltou atrás e gravou outra música, tipo, desse jeito. Então foi uma descoberta durante a gravação também, assim, essa coisa de experimentar, sabe?
Minuto Indie: quais foram as principais referências e inspirações desse novo projeto?
Ste: Acho que a gente estava… Teve uma fase que a gente ficou muito viciado em Bar Itália. Apesar de não ter muito a ver, a gente trouxe um pouco dessa vibe, assim. Eu acho que o que agregou bastante foi o produtor também, né? Das coisas que ele já tinha trabalhado.
Wendeu: O produtor lá, ele é um cara que é… Por exemplo, ele é DJ então, esse fato agregou muito, assim, em coisas novas pra gente. Eu lembro que o Vini estava ouvindo muito Beatles, assim, Acho que somou. A gente estava ouvindo mais música alegre, assim. Mais música alegre. Na sensação que eu tenho, assim.
Ste: Tipo, eu tenho ouvido muita música brasileira mesmo. Apesar de não ser uma referência tão direta, eu acho que uma coisinha ou outra, a gente acaba pegando, assim. Eu sinto até na bateria da “Morro Azul”, eu sinto que tem uma Uma brasilidade, assim. Não sei. Mas é, eu acho que tem muita coisa, assim.
Minuto Indie: Alguma faixa em especial que vocês acham que representam essa fase da banda?
Wendeu: Pra mim, eu acho que “Todo dia” é uma música que agrega tudo, assim. Que ela é uma música, tipo, que ainda tem uma essência do disco pra mim, que ela é uma música instrumental. Né? Essa semana a gente conversou com o pessoal do Sonzera da Massa, ó. E a gente tava falando sobre isso, assim. Tipo, pô, toda música é instrumental, sabe? Se você parar pra, tipo, assim, ouvir a melodia, assim, né? Não focar só na letra.E pra mim ela traz muito, assim, da nossa primeira referência. Tipo, que era mais post-rock, assim. De fazer músicas grande parte sem voz, né? Só instrumental. Mas também agrega ali, tem uma bateria de burning bass em cima, assim. Tem uma bateria eletrônica. Eu acho que tudo, assim, tem vários efeitos ali que a gente colocou em cima das guitarras. Que são, tipo, a característica desse álbum.
Ste: eu acho que, querendo ou não, a “Charlie”, ela mostra bastante essa diferença, assim, né? Não tem muita conexão com o primeiro álbum. Eu acho que ela representa esse novo momento, assim. Mas eu concordo que a “Todo Dia” seja a mistura das duas coisas, né? Da fase anterior para essa nova fase, assim. Mas a minha preferida do álbum é a “Morro Azul” também a música em si quanto pra tocar ela no show. Acho que é a que eu mais gosto. Vai sempre ser divertido.
Minuto Indie: O natural saiu no momento em que vocês estavam em tour pelos estados unidos, como foi essa tour para vocês?
Ste: E esse foi o nosso primeiro show lá. Foi em Austin. E foi uma experiência muito maluca, assim. Às vezes, quando eu paro pra pensar é muito fora do que a gente já vinha fazendo, né? Porque a gente nunca tinha feito uma tour tão grande aqui. No Brasil, por exemplo, fica um mês, tipo, todos os dias juntos. Tipo, isso nunca tinha acontecido com a gente. Então, fazer isso em outro país é diferente. A alimentação é diferente, entendeu? A forma como você vai se relacionar com o pessoal acaba mudando, assim. Então, acho que foi uma experiência tanto como banda, quanto pessoal muito impactante
Wendeu: Agregou muito, assim. E eu tenho enchido muito o saco das bandas amigas pra pessoal se inscrever no South by South, eu tô, tipo, enchendo muito o saco de todo mundo, assim. Porque vale muito a pena. É uma experiência única pras bandas, assim. E daí, nesse meio tempo, também, a gente conseguiu… Fazer uma live session nos canais mais importantes de música independente, né? Que é o Audiotree, assim. E a receptividade, a entrevista lá do pessoal tratou a gente super bem. Porra, cara, foi insano, assim. Essa turnê foi, tipo… Insana.
Minuto indie: vocês já estão pensando em novas composições depois de ter lançado o natural ou ainda é muito cedo pra pensar nisso? Tem algo de novo planejado para o público?
Ste: A gente tá pensando, mas bem inicial, assim, né? O que a gente tá fazendo é, às vezes, no ensaio… Sei lá, ficar pirando, assim, umas ideias. Mas a gente não tem nada muito estabelecido para o próximo álbum, assim. Mas a gente tem vontade, já…
Wendeu: A gente, tipo antigamente, a gente não explorava tanto. Ficar fazendo jam, assim, nos ensaios, sabe? A gente era muito focado, assim. E agora, a gente optou por fazer menos shows, pra falar a verdade. Ultimamente, assim. E nos ensaios, a gente tem mais… Tem sido mais aberto, sabe? Então, tem sido um negócio interessante, assim. Da gente ficar realmente, tipo, brincando, assim com a música, sem tanto propósito. E daí, a gente deixa lá o microfone gravando. E vai anotando. Em algum momento acho que grande parte das músicas, das bandas, surgem assim, né? Você tem ali uma ideia, coloca ali. E daí, essa ideia vira outra e como tá sendo gravada. Você consegue lembrar depois,
Minuto indie: quais são as expectativas para o festival 5 bandas, o que o publico pode esperar para a apresentação de vocês?
Ste: Eu tô bem animada. Porque vai ser no rockambole. E eu acho lá muito lindo. É muito legal. A gente tocou lá uma vez, vai ser incrível. Eu não lembro quando foi a última vez que a gente tocou num rolê que tivesse várias bandas independentes. Acho que era muito coisa do começo da banda, né? Geralmente acaba sendo difícil fazer isso por conta da logística, assim. Acho que vai ser legal. Acho que vai ser bem massa.
Wendeu: Eu garanto que vai ser o melhor show do Terraplana, assim. quando a banda e o público estão na mesma vibe, sabe? E eu acho que é muito a proposta deste festival. Eu nunca fui num 5 bandas mas sempre acompanhei pelos amigos de banda e pelas redes sociais. E você vê, assim, que é uma vibe muito alta, sabe? Teve shows que a gente tocou que a galera tava assim. Então a gente se solta mais e acaba fazendo um show bem legal, então eu tô super animado pra esse show. Com certeza vai ser o melhor, garanto.
