10 lançamentos de 2020 para escutar na quarentena

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Todos sabemos que as recomendações do Ministério da Saúde: lavar bem as mãos – ao som de Mr. Brightside se quiser – e ficar em casa o máximo que você puder. Sendo assim, nada melhor do que curtir alguns lançamentos de 2020 que o MI indica:

1. Blossoms – Foolish Loving Spaces

O terceiro álbum do indie pop diretamente de Manchester feito por Blossoms mantém o altíssimo nível dos outros dois. A banda, que está pertinho dos dois milhões de ouvintes mensais no Spotify, faz um álbum cheio de referências: de ABBA, como em The Keeper, a Talking Heads como na faixa que abre o álbum “If You Think This Is Real Life”, Blossoms faz um álbum divertido, bem produzido e, no mínimo, competente.

2. Noel Gallagher’s High Flying Birds – Come On Outside

Noel Gallagher está há alguns anos em outra vibe. O “cosmic pop“, como ele chama, é polêmico entre os fãs dos Gallaghers. Há quem curta e há quem abomine o último álbum do Noel, Who Built The Moon?, de 2017. Mas em Come On Outside, Noel resgata muito dos dois primeiros álbuns – e muito dos fãs do Oasis. A música, aliás, foi gravada inicialmente na época que os irmãos estavam juntos e com vocais do irmão mais novo, Liam, o que, claro, rendeu alguns tweets.

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3. COIN – Dreamland

O COIN, trio indie americano de Nashville, tem em Dreamland seu terceiro álbum, depois do debut em 2015 que leva o nome da banda e o How Will You Know If You Never Try, de 2017.
Dreamland é um passeio interessante entre sintetizadores, como em I Want It All, refrões que ficam na cabeça, como em Into My Arms e músicas mais introspectivas, como Lately III. O álbum é o mais maduro da discografia do trio e dá uma perspectiva boa para o que pode vir nos próximos anos.

4. Soccer Mommy – color theory

Divulgação/Instagram/@soccermommyband

Não, Soccer Mommy não é uma banda. É um nome artístico para Sophia Regina Allison, cantora e compositora também de Nashville, que chega ao seu quarto disco em quatro anos. Detalhe: ela tem 22 anos. A capacidade vocal e compositora dela transforma o álbum em um dos melhores da lista. Não é um álbum feliz. E é também isso que traz muito da experiência do álbum. Mergulhar nas músicas é também mergulhar em uma alma de incertezas e decepções. Definitivamente, um lançamento de 2020 e uma artista para se olhar por muito tempo e com muita atenção.

“I try to break your walls but all I ever end up breaking is your bones

And the bruises show

Standing in the living room talking as you’re staring at your phone

It’s a cold I’ve known”

Trecho de night swimming

5. DMAs – Life Is a Game Of Changing

Se você conhece o DMAs, banda de rock australiana, provavelmente reconheceu neles referências de Madchester, Oasis e Britpop em um geral. E se você não ouviu as novidades, não vai reconhecê-los. Com beats dançantes no maior estilo Eurodance, a nova música Life If A Game Of Changing é um pouco da – promissora – mudança que deve vir no novo álbum, The Glow, que sai ainda no primeiro semestre.

6. The Courteeners – More. Again. Forever.

Apesar de serem uma banda que enche arenas há mais de 10 anos, o The Courteeners é uma banda que não alcançou o patamar de outras bandas indies do período. Não fez seu AM, não encheu estádios ao redor do mundo como The Killers… mas também não foi para o pop. More. Again. Forever, o lançamento de 2020 do grupo, não é o melhor da discografia, definitivamente. Mas luta de forma consistente com seus riffs e beats acelerados pelo indie rock das duas décadas passadas. Destaque para as faixas Hanging Off Your Cloud e The Joy Of Missing Out.

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7. HAIM – The Steps

As irmãs Este, Alana e Danielle Haim, de Los Angeles, nunca decepcionam. Depois de dois anos, o novo disco Women In Music Pt. III será lançado mês que vem – se tudo der certo, claro. Mas algumas faixas do novo álbum já são conhecidas: Now I’m In It, feita depois de uma longa turnê, tem um riff repetitivo e delicioso e fala sobre estar preso em algo – ideia que veio depois de um sentimento pós turnê da guitarrista Danielle, que disse que se sentia como se estivesse em um buraco negro. Summer Girl é sobre ser luz para alguém, e tem um “do, do, do” no refrão que vai ficar pra sempre na sua cabeça. Halleluyah, por sua vez, é uma – linda – canção acústica sobre uma amiga de Alana, falecida em um acidente. Já The Steps, a mais animada das faixas, é sobre conviver com alguém que mudou com o tempo e hoje é alguém bem mais controlador.v

8. Circa Waves – Sad Happy

O álbum já chegou em um conceito diferente. Uma metade, de nome “Happy“, veio no começo de janeiro. O vocalista Kieran Shudall explica:

“Moramos em um mundo dividido em duas metades extremas. Em um momento você está cheio de crises existenciais caóticas e logo depois você está distraído por algum conteúdo que te faz rir alto. Eu acho essa proximidade de imensa tristeza e felicidade muito chocante, bizarro e fascinante.”

O disco tem dois momentos bem definidos e pode variar entre a super alegre “Move To San Francisco” e “Love You More“, melancólica e sobre amor não correspondido. O disco é dos melhores lançados em 2020 e pode figurar em listas também no fim do ano.

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9. Oscar Lang – Overthunk

Divulgação/Instagram/@oscar.lang

De cabelos descoloridos, uma cara sem muita expressão e um buquê de flores na mão, Oscar Lang se apresenta no EP gravado pela Dirty Hit, selo que conta também com The 1975 e beabadoobee. Overthunk traz referências como Beatles, de acordo com o próprio artista em entrevista para a Clash, na faixa “Flowers” e Sunflower Bean, banda que serve de inspiração para a melhor faixa do EP, “Easy to Love”, que fala sobre um dos temas mais fáceis de se identificar: saudades de alguém.

10. The Lathums – Fight On

Essa banda pode ser nova para você. Dessas descobertas de playlist em serviços de streaming, The Lathums é uma grata surpresa de Wigan, na Inglaterra. Dessas bandas que você tem que acompanhar agora para poder se orgulhar depois. O EP Fight On é um lançamento de 2020 sólido do começo ao fim, e mostra uma banda acima do nível da cena indie rock atualmente. Além disso, mostra que pode fazer de tudo: um rock meio The Black Keys em “It Won’t Take Long”, uma música lenta com um vocal potente como em “Time For Me, Light For You” e a um hit como Fight On, a melhor do álbum.

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About Giovane Codinhoto

Sempre entre o Britpop e tudo que tem synth. Fã de Oasis, de The 1975 e de Years & Years. No Twitter e no Instagram: @gcodinhoto.

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