o primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not: 14 anos do primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys

A banda britânica conquistou fãs e muito sucesso logo no começo. Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not ultrapassou o recorde e se tornou o disco de estreia mais vendido em menos tempo da história do Reino Unido

Há 14 anos, 4 jovens de Sheffield chamaram a atenção do mundo inteiro. O primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys foi lançado em 23 de janeiro de 2006, e no mesmo dia mais de 100 mil cópias foram vendidas. Mesmo com todo esse tempo, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not nunca foi deixado de lado e, para muitos, ainda é um dos melhores trabalhos lançados pelos macacos árticos.

Os jornais da época já previam que o AM seria um fenômeno. E, bem, não estavam errados. Um pouco mais de 1 ano depois do álbum de estreia, receberam o prêmio de melhor banda do mundo pela revista inglesa “Q, ultrapassando grupos como The Killers. Isso tudo e muito mais que conquistaram até agora é possível, claro, graças ao rock de garagem que apresentaram ao público em 2006.

Em comemoração aos 14 anos de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, a gente te convida para relembrar e conhecer mais sobre esse disco genial que, até hoje, faz muita gente feliz e é inspiração para muitos que sonham em crescer no meio da música e, especialmente, no indie rock.

Na época, Alex Turner, Jamie Cook, Andy Nicholson e Matt Helders tinham entre 19 e 20 anos. Antes mesmo do lançamento do disco, os caras já mostravam que o que faziam no Arctic Monkeys era música de qualidade. Sem muitas estratégias de marketing ou investimento pesado, a banda alcançava o público através da Internet.

O título longo do álbum foi escolhido pelo vocalista Alex após perceber que o livro “Saturday Night and Sunday Morning” de Alan Sillitoe tinha muito a ver com a mensagem que o disco deles queria entregar. “Whatever People Say I Am, Thats What I’m Not” é uma citação da obra.

A capa também foi muito comentada – e ainda é. Por dois motivos: ser a foto de um cara fumando… e esse cara parecer o ator Adam Sandler! Semelhante ou não, na verdade ele se chama Chris McClure. Amigo do pessoal do Arctic e frontman da banda The Violet May, foi o personagem da capa do disco por uma foto sua tirada em Liverpool, no bar Korova.

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido chegou a criticar dizendo que a capa dava a ideia de que “fumar é ok“. O empresário do grupo fez a defesa afirmando que, na foto, está claro que fumar não está fazendo maravilhas ao rapaz.

O mundo conheceu uma versão rebelde de AM. Quem acompanha sabe que, durante esses 18 anos de existência, a banda amadureceu e reconfigurou seu estilo várias vezes. Mas o que fez Whatever People… ou WPSIATWIN ser tão comercializado?

O rock de atitude inspirado nas bandas sessentistas e a euforia característica dos sons da guitarra marca essa fase dos macacos árticos. O primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys foi gravado na região leste da Inglaterra, em Lincolnshire. A Chapel Studios ouviu os jovens do Arctic Monkeys tocarem quando eles ainda não tinham feito nenhuma turnê.

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, o primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys

A primeira faixa chamada “The View from the Afternoon” é viciante. A partir daí, quem escuta o som se contagia de um jeito que é até difícil botar defeito. O dom de composição de Alex Turner, junto à preocupação da banda a respeito da riqueza instrumental são evidentes em todas as músicas. Não tem letras difíceis e nada muito poético, já que o objetivo é que as pessoas se identifiquem com o que ouvirem.

Há quem discorde, mas a grande massa de fãs arrisca em dizer que o primeiro disco de estúdio do Arctic Monkeys contém um total de ZERO músicas ruins. E adivinha quem discorda? O próprio Turner, acredita? Para a NME, ele chegou a dizer que “perdeu o amor” pelo primeiro single da banda,  “I Bet You Look Good On The Dancefloor“. Mas, deixou claro que todos adoram tocá-la ao vivo. Ela é a segunda faixa do disco.

A terceira faixa, “Fake Tales of San Francisco“, foi tocada pela primeira vez em 2004, quando o AM começou a se apresentar com mais frequência (chegaram a fazer até dois shows em uma semana, o que era muito). Ele conta que, na época, não tinha ninguém na plateia – a não ser os amigos e namoradas “que iam embora assim que possível”.

Quando chega a quarta faixa, é hora de colocar os sapatos de dança. A canção “Dancing Shoes” é uma das mais antigas da banda. Segundo Alex Turner, ela fala sobre “as pessoas sempre tentarem conquistar alguém por mais que mascarem isso“. Entendeu o recado?

Apesar de todo o estilo rebelde e adolescente, não faltaria uma “música de amor”. “You Probably Couldn’t See For The Lights But You Were Staring Straight At Me” carrega uma semelhança enorme com o disco por inteiro: o nome gi-gan-tes-co. Com 14 palavras, a faixa não tem refrão e nem repetições. O que o vocalista diz é que a letra conta sobre uma garota que eles conheceram e que fazia parte de uma banda. Sendo ou não de amor, ela não deixa de ser bem contagiante.

Still Take You Home” também nasceu de algo pessoal dos macacos árticos. “Um tempo atrás, antes dessa loucura, Jamie Cook e eu estávamos em um clube uma noite. A conversa chegou sobre a clientela deste estabelecimento particular e este pequeno bate papo e outros eventos naquela noite levaram à música. Eu lembro que uma garota de cabelo escuro em um vestido verde foi uma inspiração específica.”, diz Alex para a NME.

Essa é memorável! O hit “Mardy Bum” é sentimental e nunca perde a graça. Foi a única faixa que não gravaram juntos das outras. Ela não é realmente um single oficial, mas pra gente é bem mais do que isso!

Considerada, por muitos, a melhor música do disco, “When The Sun Goes Down” começa tranquila e sem muito barulho, até que…

O disco termina reflexivo. Ouvir “A Certain Romance” costuma doer nos que sofrem por um amor que já não existe mais, mas é uma grande canção e não poderia ter faixa melhor para fechar a estreia em estúdio do Arctic Monkeys.

Além dessa, o álbum inclui as canções “Riot Van”, “Red Light Indicates Doors Are Secured”, “Perhaps Vampires is a Bit Strong But…” e From the Ritz to the Rubble”.

A verdade é que a gente tem mesmo sorte de viver na mesma geração de Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not e ver isso tudo acontecer. Deu vontade de ouvir o disco todo? Fica a vontade, seja quem você for, não vai se arrepender!

Info:

Alex Turner (vocal/guitarra);
Jamie Cook (guitarra);
Andy Nicholson (baixo);
Matt Helders (bateria).

Faixas: 

01. The View from the Afternoon
02. I Bet You Look Good on the Dancefloor
03. Fake Tales of San Francisco
04. Dancing Shoes
05. You Probably Couldn’t See for the Lights but You Were Looking Straight at Me
06. Still Take You Home
07. Riot Van
08. Red Light Indicates Doors are Secured
09. Mardy Bum
10. Perhaps Vampires is a Bit Strong but…
11. When the Sun Goes Down
12. From the Ritz to the Rubble
13. A Certain Romance

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