Pioneira do rap nacional, Vera Verônika lança clipe em homenagem às mulheres negras

“Soul Negra, Soul Livre!” conta com a participação de Hope Clayburn e Ellen Oléria

A música “Soul Negra, Soul Livre!”, de Vera Veronika, acaba de ganhar clipe. Ao lado da americana Hope Clayburn e Ellen Oléria, Vera traz homenagem às mulheres negras que lutaram pelos seus direitos ao longo da história. “Respeita as pretas”, defende em um dos trechos: desde o começo dos anos 90, a cantora é tida como voz ativa na história do rap nacional e inspira gerações de mulheres que se dedicam ao estilo musical.

“As mulheres negras sempre se acolhem, seja na vida, na música ou nas lutas sociais”, afirma. Vera Verônika é cantora, professora e feirante. Mas além disso, Vera é a primeira rapper mulher do Distrito Federal e uma das pioneiras do rap brasileiro. Ao longo dos 25 anos de carreira, sempre carregou consigo a força e história da mulher negra no Brasil.

Vera é também uma ativista incansável dos direitos humanos e se engaja em diversos trabalhos comunitários. Leva o rap como a voz da vez – a conquista do espaço da mulher negra na música como forma de buscar medidas que combatam as injustiças sociais. No clipe de “Soul Negra, Soul Livre!”, não foi diferente. O empoderamento, as lutas e conquistas de grandes guerreiras negras que fizeram e fazem histórias até hoje é o foco do vídeo e da canção.

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

“Desde a década de 50, 60, 70, mulheres negras morreram para que pudéssemos ter voz. Hoje continuamos a morrer. É meu compromisso reverenciar e exaltar as mulheres que escreveram essa história para que pudéssemos vivenciar hoje que somos negras e livres”, conta Vera Verônika.

A faixa conta com a participação de Ellen Oléria, uma mulher negra emponderada que encantou o Brasil ao vencer o The Voice, e da saxofonista americana Hope Clayburn, que faz um trabalho voltado para o jazz, soul e funk com uma pegada do blues do delta. O resultado foi uma mistura única de influências, histórias e sonoridades.

A rapper traz ainda a preocupação para a inclusão social até nos detalhes de seu trabalho. Esse clipe tem tradução simultânea em libras, visando à universalidade da música e das suas mensagens. “Temos que priorizar essa acessibilidade. Minhas músicas têm um cunho social e educativo e assim podemos chegar a mais pessoas, respeitando as mulheres surdas que vão poder entender e se identificar com a letra”, explica Vera.

Confira o clipe:

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