TOP 23: Melhores Álbuns Brasileiros

Minuto Indie listou os 23 melhores álbuns brasileiros de 2017, confira agora!

Neste ano tivemos tantos incríveis lançamentos que fica até difícil chegar em uma lista definitiva dos melhores do ano. Mas como não podemos ficar em cima do murro, após termos ouvido mais de 100 discos que vocês enviam para a gente montamos nosso TOP 23. O ano foi longo mas chegamos até aqui!



Meu Nome Não é Portugas – “SOB CUSTÓDIA DA DISTÂNCIA”

O projeto solo de Rubens Adati (Vladvostock/Ale Sater) rendeu importantes frutos em 2017, no começo do ano ele divulgou o EP “e n d o p a s s o s” (Banana Records) e deu o gostinho do que estava por vir em seu primeiro disco, o contestador “SOB CUSTÓDIA DA DISTÂNCIA” (Cavaca Records).

Este álbum é inteiro dedicado a falar sobre as distância dos relacionamentos.

Felipe S – “Cabeça de Felipe”

Depois de tantos anos ao lado de sua banda Mombojó, o músico Felipe S finalmente deu um corajoso passo em relação a sua carreira, ele gravou um disco solo. Como uma forma de se desligar um pouco da banda, o registro tenta fugir de alguns vícios, como os beats eletrônicos tão usados pela banda nos últimos discos.

Felipe em sua obra inspirada no Brasil nos contemplou com um disco cheio de momentos diversos, como capoeira, samba, pagode e muito mais. É como se ele realmente tivesse abrindo sua cabeça.

goldenloki – “Largado na Existência”

“Largado na Existência” é o segundo disco da banda paulista goldenloki, ele lançado pelo selo Cavaca Records. O disco é sobre uma juventude que ainda não se encontrou e acha que também não precisa se encontrar, ela pode ser exatamente como ele e ficar largada na existência.

A Olívia – “Jardineiros de Concreto”

Uma verdadeira ode ao rock nacional dos anos 80, A Olívia é uma banda que consegue trabalhar influencias grandiosas e misturar isso com algumas pitadas de indie rock, sem parecer clichê ou pedante.

As poesias transformadas em músicas falam sobre a vida, ir em festas ruins, ter nomes complicados, feito Bartolomeu, flertar, beber no bar e até brigar.

ABC Love – “ABC Love e o Álbum do Prazer”

Brasileiro gosta mesmo é de mistério e sedução, o final das novelas que o diga, a paquera e o flerte que o digam. Unindo essa paixão ao terror, o medo e apimentando tudo com um pouco de putaria (+18) a ABC criou um dos melhores discos deste ano.

Sem identificar nenhum membro da banda, eles tocam ao vivo e criam um clima só deles, com decorações, fantasias, máscaras e muito mistério. O som é numa pegada irrecusável, vale a pena conferir, se me perguntassem diria que é uma aposta para 2018.

Paulo Miklos – “A Gente Mora no Agora”

O terceiro disco do eterno titã Paulo Miklos recebeu financiamento do projeto Natura Musical e contou com diversas participações especiais, dentre elas se destacam as parcerias com Lurdez da Luz, Céu, Nando Reis, Erasmo Carlos e Tim Bernardes.

Paulo parece ter virado o vinil de sua vida, agora numa fase onde pensa apenas no presente valoriza amizades e dá o devido valor a cada relação. Num disco de bom humor ele também se questiona e rejuvenesce, atingindo a públicos que nem o Titãs poderia mais alcançar.

Mari Romano – “Romance Modelo”

Conhecida por seu trabalho ao lado do coletivo Xanaxou, a carioca Mari Romano divulgou este ano seu primeiro disco solo. “Romance Modelo”é mais um lançamento do selo RISCO e carrega na sua estética sonora muito do que aprendemos com a música dos anos 60. É praticamente uma visita assistida por Mari.

O álbum contou com a participação de Pedro Pastoriz (Mustache & os Apaches) em “Um Ar”, fazendo um dueto, esta é uma das faixas mais divertidas do disco.

Porcas Borboletas – “Momento Íntimo”

O Porcas Borboletas voltou a dar notícias em 2017, que alegria. Eles são uma banda cheia de criatividade e gostam de criticar sem medo da resposta que pode chegar. O lançamento deste ano foi o disco “Momento Íntimo”, como o nome já pressupõe, fala sobre momentos de intimidade onde homens se sentem envergonhados, tipo a hora de tirar a camiseta pros gordinhos.

Ainda outras crises de masculinidade são criticadas durante o disco, bem como as relações contemporâneas. Tudo de uma forma escrachada, divertida e muito criativa.

Nevilton – “Adiante”

Mais uma do Nevilton, confesso que estava com saudade do alto astral que esse cara bota em cada faixa que faz. Em “Adiante”, seu terceiro disco, Nevilton da sequencia a esse plano de fazer as pessoas ficaram felizes com sua música. Ultimamente ele tem tocado com bandas feito Vespas Mandarinas e também acompanha André Frateschi em seu projeto de tributo ao rock nacional dos anos 80.

Miêta – “Dive”

O grande trunfo de Dive, disco de estreia da Miêta, é conseguir mostrar através de um viés bastante feminino as dores, dificuldades, medos e inseguranças que uma mulher atravessa durante sua vida. É um disco denso, difícil e que se você parar para ouvir com a atenção necessária: sofre junto. Se corrói, se desgasta e quer ouvir mais a respeito. Algo que nas apresentações ao vivo se destoa já que o show é animado, energético, divertido e alto astral.

Mas se tem uma coisa que o punk rock nos ensinou é que a mensagem importa. Grupos como Jawbreaker e Fugazi conseguiam fazer shows explosivos e animados e suas letras tocarem em temas urgentes e densos. É por aí que o primeiro álbum da Miêta mergulha. Em tempos onde a mulher vem sim conquistando seu espaço mas que ainda precisa – e merece – sonhar mais alto. Sem superficialidade o disco encosta em temas que estão muito abaixo da ponta do Iceberg. Talvez por isso exija esse mergulho.

Lava Divers – “Plush”

O álbum de estreia da Lava Divers conta com esta simpática capa de bichinhos de pelúcia e carrega o mesmo sentimento de nostalgia daquelas maléficas máquinas de pegar bichinho – que eram praticamente “invencíveis”. Um bom paralelo com o disco que por mais que a personagem central tente fugir do abismo da ansiedade/depressão, se vê sugada pelo fim iminente. Com temas delicados, confusões mentais, amores perdidos, suicídio e conflitos o álbum consegue te fazer entrar de cabeça em toda a paranoia e descontrole.

Um dos grandes pilares e êxitos de um disco que vai agradar fãs de shoegaze, guitar bands, grunge, punk rock, brit pop e post-punk. Já que apesar das letras tristes, o tom do instrumental se contrapõe e consegue manter o equilíbrio. Que momento que o cenário independente tem vivido, amigos!

The Raulis – “The Raulis”

O disco de estreia dos recifenses do The Raulis tem todo o cuidado de não ser apenas mais um trabalho bem executado seguindo todas “as normas de como fazer um bom disco” do estilo. Ele quer mais, ele te provoca, essa mistura caliente dá corpo a obra, essa latinidade presente em nosso DNA que o brasileiro comum insiste em negar ganha novos tons com a mistura de estilos como a cumbia, o tango, o ska e a chicha.O surf rock de Dick Dale, The Trashmen e The Ventures ainda está presente, o lado bluseiro e rock’n’roll sessentista também mas é essa alegria latina que traz todo o “charme” ao disco. As participações de membros de bandas como Mombojó, Bixiga 70, Os Aquamans, Cosmo Grão, The Dead Rocks, Elba Ramalho, Di Melo, Mato Seco e Chambaril trazem novos ares para que o conceito forte do disco não se perca. Um álbum para se ouvir com seus headphones no fim de tarde ou até mesmo em volta de uma fogueira com outras “cositas más”.

Scalene – Magnetite (Escolha da Audiência)

Vocês votaram bastante e foram ouvidos! A Scalene de Brasília (DF) lançou neste ano seu terceiro disco, “Magnetite”, e é de impressionar o amadurecimento da banda. A construção dos riffs de guitarra é algo a se destacar. Um disco pesado mas bem dosado. A identidade visual convergente também mostra que o planejamento do disco foi excelente. Os clipes então, com uma linguagem interessante e narrativa instigante. Não é a toa que eles já tocaram em festivais do calibre de LollapaloozaRock In Rio.

Tim Bernardes – “Recomeçar”

O primeiro disco de Tim Bernades, também vocalista de O Terno, “Recomeçar” trata de mostrar nossas confusões, desequilíbrios, devaneios, amores, inseguranças e transformações como ser humano. Tudo isso acompanhando de músicos que conseguiram encaixar suas composições e devaneios em uma bela orquestra dos sentimentos. O disco é rico e por muitas vezes soa como “música de caixinha de brinquedo”. Só que ao invés de uma ópera apaixonada, Tim faz hinos para corações partidos. Afinal de contas, após a dor de um triste fim, temos que dar chance para novos amores.

OTTO – “Ottomatopeia”

O Otto sempre misturou rock brega com psicodelia. Tendo em seu passado tendo feito parte dos icônicos grupos pernambucanos: Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. Desta vez ele decidiu entrar de cabeça em um grande romance louco e apaixonado em seu disco. Repleto músicas sobre amor e “sofrência”. Ele que ficou um bom tempo sem lançar material inédito e desta vez chegou com os dois pés na porta. Apesar da “sofrência” as músicas são alegres e dançantes. O próprio nome brinca com a soma de seu nome + Onomatopéia.

Giovani Cidreira – “Japanese Food”

O álbum de estreia do baiano Giovani Cidreira que saiu pela Natura MusicalBalaclava Records é um encontro entre Mac Demarco, Clube da Esquina e Milton Nascimento. O grande destaque de “Japanese Food” é pela sua voz e entonação, no passado ele era membro do Velotroz. Irá agradar também a fãs de shoegaze e The Smiths. Com apenas 26 anos ele tem ganho cada vez mais espaço e é um dos destaques do novo cenário musical baiano.

Boogarins – “Lá Vem a Morte”

Em time que se está ganhando não se deve mexer, não é mesmo? É por esse caminho que o Boogarins mergulhou em seu novo disco, “Lá Vem a Morte”. Este que vem após eles rodarem o mundo num período de longa turnê mundial que passou por diversos países rendendo muitos elogios pelas vibrantes apresentações. O grande destaque está em suas letras politizadas e aliadas com o momento atual que o mundo tem vivido.

Rincon Sapiência – “Galanga Livre”

O álbum de Rincon Sapiência, “Galanga Livre”, surpreende por seu ecletismo em não ter muitos preconceitos musicais. Ele faz seu rap passear por uma série de gêneros musicais distintos como funk, samba, funk carioca e soma tudo isso com beats eletrônicos. Apesar de ser seu primeiro álbum oficial ele já é uma figura carimbada do cenário de rap/hip hop nacional tendo anteriormente colaborado com diversos projetos. O disco caiu no gosto da imprensa especializada e deu uma projeção que o colocou no line-up de festivais renomados como o Lollapalooza e o Coala.

My Magical Glowing Lens – “Cosmos”

Cosmos, álbum de estreia do My Magical Glowing Lens, é como um sonho. Feito um cometa, num piscar de olhos aqueles 39 minutos se passam e nos mostram um mar de sentimentos, incompreensões, amores…entre uma estrofe mais contemplativa e uma linha de sintetizador mais flutuante. A obra te pega pelo braço e te leva para um mundo mágico paralelo onde temos que nos desprender das complicações da vida mundana para abraçá-lo.

Do amanhecer de um novo dia passando pelo frio da noite, o universo dos sonhos e nosso desprendimento do EGO. Cosmos tenta nos mostrar através das lentes mágicas: outra maneira de enxergar a vida. Onde o amor sim, é que rege todo o resto.

O fim do álbum nos leva de volta para a nossa órbita e nos dá a chance de lidarmos melhor com as dificuldades do dia-a-dia. O disco viaja para galáxias distantes para tentar entender o que é o amor – e a nossa conexão com a natureza (ou falta dela) nos dias de hoje.

Kiko Dinucci – “Cortes Curtos”

“Cortes Curtos” mistura uma série de estilos como post-punk, post-rock e rock. Kiko que também integra o Metá Metá, pela primeira vez se aventurou a cantar. Cada faixa tem sua identidade característica e que caiu no gosto da crítica e público. Seu show de estreia foi um dos mais celebrados do ano.

Baco Exu do Blues – “Esú”

Um dos melhores álbum do rap brasileiro foi definitivamente “Esú” do baiano Baco Exu do Blues. Não só liricamente como por sua musicalidade, ele soube usar samples até com Novos Baianos e soube dosar a “pegada” guitarra baiana. A capa do álbum é polêmica e faz uma brincadeira com nome de Jesus, porém somente assina como “Esú”. Os assuntos retratados são pesados, fala sobre racismo, xenofobia, amor, preconceito tudo isso de maneira bastante urgente e pontual.

Macaco Bong – “Deixa Disso”

O Macaco Bong surpreendeu todo mundo fazendo releituras do clássico álbum “Nevermind” do Nirvana. “Deixa Disso” traz todo o groove, linhas inteligentes de guitarras alá Jeff Beck com a cozinha esperta do Macaco. Com muito improviso, técnica, baixo pegado e bateria “frita”.

Definitivamente os milhões de views no youtube são muito bem justificados. Um detalhe fica para o divertido nome das canções, tendo versões apelidadas com nomes como: ” Com Easy Ou Uber “, “Loló”, “Território Piercing” e “Smiles Nike Tim Sprite”. O álbum saiu pelo selo digital Sinewave Label.

Curumin – “Boca”

Cheio de metáforas, o álbum fala literalmente sobre a “Boca”. Com muitas nuâncias, riffs, melodias ele te leva para um passeio. Com uma pitada de jazz, psicodelia, pop, rock, experimental e samba se fundindo no mesmo disco. Tudo isso de maneira leve e deliciosa.

Este que conta com participações como Rico Dalasam e Russo Passapusso (Baianasystem). Impossível não se viciar e querer correr para ver o show. Caso não tenha tido a oportunidade ter ter visto neste ano, corra atrás do tempo perdido em 2018!

 Playlist no Spotify

Claro que íamos facilitar para vocês e compilar todo esse listão de melhores do ano no Spotify do Minuto Indie. Segue a gente por lá!

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