RESENHA: The Toy Dolls em São Paulo

A tarde fria de São Paulo não espantou os fãs de Toy Dolls que aguardavam ansiosamente a abertura do Carioca Club em São Paulo para a apresentação dos britânicos depois de 8 anos sem visitar do Brasil.

Foto: Drico Galdino

A primeira banda da noite foi a paulistana Faca Preta, mostrando músicas do seu primeiro EP que leva o nome da banda e novas músicas que serão lançadas em breve, agitaram os primeiros presentes que já sabiam cantar algumas músicas como Vida Dura e São Paulo, além de fazer um cover de Cock Sparrer, trouxeram uma performance bem alinhada, com letras e refrões marcantes, cativaram que ainda não conhecia a banda, atraindo um novo público.

Logo após, os também paulistanos do Os Excluídos trouxeram os anos 80 de novo a tona com seus topetes altos, suspensórios e camisas, sem falar na famosa lágrima desenhada ao lado do olho, tiveram também uma apresentação impecável apresentando alguns sucessos da banda como KM77 e prestando uma homenagem ao falecido vocalista da banda Cólera, Redson. A banda aqueceu a casa já quase lotada e finalizou um ótimo “esquenta” para o show principal.

Não houve uma pontualidade britânica, mas o atraso foi irrisório, já que as 21h02 o Toy Dolls entrou no palco e mesmo com uma falha na guitarra, consertada rapidamente, a banda abriu o show com a sequencia Fiery Jack, Cloughy Is a Bootboy! e Bitten by a Bed Bug. Dancinhas sincronizadas, diversão e muitos pulos marcaram toda a apresentação da banda que fez com que o público cantasse sem parar todas as letras e não deixasse as rodas fecharem durante todo o show, que seguiu com The Death of Barry the Roofer With Vertigo, Up the Garden Path, Dougy GiroSpiders in the Dressing Room.

  Foto: Drico Galdino

Como não poderia faltar, um dos maiores clássicos da banda, Nellie the Elephant fez todos os fãs pularem sem parar e agitar o famoso “OOOOOOOOOHHHH” antes do refrão. Fisticuffs in Frederick Street, She’ll Be Back With Keith Someday e Idle Gossip não deixaram com que ninguém desanimasse, mesmo aqueles que já não são tão jovens assim pareciam crianças se divertindo, pulando e cantando sem parar com suas cervejas na mão.

Foto: Drico Galdino

Finalizando a primeira parte do show, a banda apresentou The Lambrusco KidToccata in Dm, Alec’s Gone, Harry Cross (A Tribute to Edna) Wipe Out, um cover da banda de surf music dos anos 60 The Surfaris.

Foto: Drico Galdino

Na volta ao palco, tocaram When the Saints Go Marching In, cover do cantor Louis Armstrong, a clássica Glenda and the Test Tube Baby e finalizaram com Dig That Groove Baby para mais uma saída do palco. Houve a famosa brincadeira com a garrafa de Lambrusco, os músicos girando seus instrumentos e o show não tinha acabado.

Foto: Drico Galdino

A banda retorna novamente ao palco fazendo com as pessoas que já estavam se retirando da casa, voltarem correndo para ver a banda mandando She Goes to Finos, Theme Tune, Bless You My Son e fecharam o show com My Girlfriend’s Dad’s a Vicar quando vários balões desceram do teto e encerraram a histórica passagem da banda no Brasil, que também contou com shows em Goiânia e Curitiba.

 

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