Resenha: Segundo dia de Festivália encerrou a Rio2C

Texto: Maria Luísa Rodriguês

A reunião de festivais independentes aconteceu durantes os dois últimos dias de Rio Creative Conference

O último dia de Rio Creative Conference contou com festivais de realidade virtual e atrações da Globosat além de mais quatro shows do Festivália. A primeira atração foi uma colaboração entre o duo Strobo e o guitarrista Lucas Estrela representando o festival paraense Se Rasgum. Não tinha mistura melhor pra representar o cenário musical do Pará: um mix de house music, rock, jazz, carimbó, synthpop, guitarrada. Mesmo desconhecidos por parte do público, os artistas fizeram o público dançar mesmo embaixo do sol do Rio de Janeiro.
A segunda atração foi a banda Carne Doce representando o Festival Bananada de Goiás. Com o show da turnê do álbum “Princesa”, a presença da vocalista Salma Jô rouba a cena. Mesmo não podendo chamar as meninas da platéia para o palco como normalmente fazem na canção “Falo”, o momento especial foi garantido com a cantora Juliana da banda Francisco, El Hombre que subiu ao palco de surpresa para cantar a música. “Artemísia” foi outro destaque, sendo a música mais cantada pelo público, assim como os momentos explosivos como em “Açaí” que mantinham a plateia hipnotizada. A banda deixou o palco aos aplausos e o desejo de mais.
O Festival FARO, do Rio de Janeiro, foi quem apresentou a terceira atração: Tulipa Ruiz com participação de As Bahias e A Cozinha Mineira. Mesmo com tom dançante durante a maioria do setlist, Tulipa pausou em alguns momentos para comentar a situação política do país em pedido de militância pedagógica. No momento em que As Bahias e A Cozinha Mineira entraram no palco ecoaram gritos da plateia, performando também um cover de “Vaca Profana” do Caetano Veloso. O público cantou “Só Sei Dançar Com Você”, dançou nas músicas dançantes, refletiu quando havia de ser feito e vivenciou com tudo o que podia o show da cantora e suas convidadas.
O encerramento do Festivália ficou por conta da rapper curitibana Karol Conká representando o festival No Ar Coquetel Molotov de Pernambuco. Sempre com presença de palco indiscutível, Karol apresentou canções do seus dois álbuns e singles que lançou desde então como os hits “Tombei” e “Lalá” e a parceria com o rapper Djonga “Estouro”. Mesmo esquecendo de enviar o instrumental do seu single mais recente “Cabeça de Nego”, regravação de música do Sabotage, para seu DJ, Karol cantou um trecho a capella depois de pedido pelo público. Conká fez um show alegre sem se esquecer do contexto político e, muito pelo contrário, usando muito tombamento e esperança para lidar com ele.
Nos últimos minutos de Rio2C, a festa de festivais independentes mostrou a força e importância que eles têm na manutenção da cena brasileira. Com agradecimentos vindo dos artistas, podia se sentir o mesmo da plateia que misturava profissionais e fãs.

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