RESENHA: Quicksand em São Paulo

A ansiedade tomou conta de muita gente fã de Quicksand durante anos, antes da vinda da banda ao Brasil, e essa ansiedade valeu a pena.

Pra abrir a noite, nada mais, nada menos que a banda Eu Serei a Hiena, que animou os primeiros presentes na casa, mostrando muita melodia e virtuosidade técnica em suas músicas instrumentais. A banda que estava em hiato já há algum tempo, voltou para fazer um show digno de aplausos, com guitarras de som forte e ótimas levadas que fizeram o Fabrique na Barra Funda dançar ao som da banda, que prometeu que essa volta ainda renderia alguns shows, novos hiatos e mais shows. Mesmo com essa pausa da banda, os integrantes ainda mostraram muito entrosamento, quase que fazendo passar despercebido o tempo longe dos palcos. Torcemos para que esses shows de reunião virem uma tour, e pra quem não conhece ainda a banda, fica a dica para ouvir e pirar no som feito.

Fotos: Erica Miranda

Já chegava próximo as 21h e o Quicksand subiu ao palco ovacionado pelo público que lotava a casa, sem muitas delongas, a banda começa o show com Omission, Under the Screw, Fire This Time e Illuminant (esta última que faz parte do novo CD “Interiors”, lançado em 2017). A banda pareceu hipnotizar os fãs, muitos ainda incrédulos pela banda estar no Brasil e outros que caíram na vibe do post-hardcore dos americanos, que mostravam animação e encantamento com os fãs brasileiros que cantavam junto as primeiras músicas do show.

Fotos: Erica Miranda

Em seguida vieram a clássica Fazer que agitou quem ainda tava parado parecendo que a ficha ainda não tinha caído, Too Official, Lie & Wait, Delusional e Warm and Low mostravam que o setlist feito pela banda foi pensado pra não deixar ninguém respirar, curtir o show e pedir que a banda nunca mais saísse do palco. Entre uma brincadeira e outra pra afinar os instrumentos, Walter Schreifels (Vocal e Guitarra), Sergio Vega (Baixo) e Alan Cage (Bateria), mostravam estar muito a vontade no Brasil, principalmente os dois primeiros, Walter já tinha vindo ao Brasil com o Gorilla Biscuits e Sergio com o Deftones, o que ajudou na questão de “primeiro baque” com o público brasileiro. Normal Love, Blister, Unfulfilled e Brown Gargantuan já vieram na sequencia, já deixando claro ao público que a vinda da banda não foi só pra divulgar o novo álbum, como também pra passar por toda a carreira da banda, incluindo suas músicas mais famosas e as novas para conhecimento dos fãs.

Fotos: Erica Miranda

Na sequencia, mandaram Cosmonauts, Shovel e a também clássica Thorn in My Side, essa cantada a plenos pulmões pelos fãs da banda, mesmo com alguns fãs um pouco mais tímidos, curtindo de longe, a banda a cada música parecia mais animada, parecendo até estar agradecida demais por estar tocando em São Paulo pra uma casa lotada. Por fim a banda finalizou o show com as música Head To Wall, Dine Alone e Skinny (It’s Overflowing), mostrando que mesmo com quase 30 anos, tem uma energia surreal em cima do palco, deixando todo mundo com a mesma impressão de “QUE BANDA!”.

Fotos: Erica Miranda

Setlist completo:

  1. Omission
  2. Under the Screw
  3. Fire This Time
  4. Illuminant
  5. Fazer
  6. Too Official
  7. Lie & Wait
  8. Delusional
  9. Warm and Low
  10. Normal Love
  11. Blister
  12. Unfulfilled
  13. Brown Gargantuan
  14. Cosmonauts
  15. Shovel
  16. Thorn in My Side
  17. Head To Wall
  18. Dine Alone
  19. Skinny (It’s Overflowing)  

 

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