RESENHA: Confira como foi o Queremos! Festival neste final de semana no Rio

O Queremos! Festival teve sua primeira edição realizada no último sábado (25) na Marina da Glória no Rio de Janeiro. Com line up formado a partir de pedidos de fãs na plataforma que deu origem ao festival, a diversidade entre o público e entre as atrações foi grande destaque.

 

Com duração de mais de 12 horas, grande parte do público não permaneceu para todas as atrações. Os fãs mais dedicados chegaram cedo para assistir o DJ Nepal, Letrux, Rubel e Xênia França e não se decepcionaram. Letrux fez uma grande performance com faixas do “Letrux em Noite de Climão”, recebendo aplausos empolgados da plateia que ainda era bem reduzida; Rubel apresentou canções do seu mais recente álbum “Casas” e músicas antigas, algumas recebendo novas versões, como o viral “Quando Bate Aquela Saudade”; e Xênia França foi recebida com gritos empolgados do público e fez uma apresentação que, apesar de muitas pausas para diálogos, conseguiu cativar o público com sua voz potente e forte presença de palco.  

 

O primeiro show ao anoitecer, da banda goiana Boogarins, foi o ápice de atenção do público. Tocando em um horário favorável, a banda conseguiu cativar o público eclético, que já contava em sua maioria, com seu som psicodélico. A cantora sueca Ionnalee foi a atração seguinte e continuou a atrair a atenção de grande parte com seu som eletrônico dançante e grandes projeções audiovisuais, incluindo no setlist canções do seu projeto Ionnalee, do álbum “Everyone Afraid To Be Forgotten”, como os hits “Work” e “Samaritan”, e do seu projeto iamwhoiamami. O show da sueca acaba ficando um pouco cansativo, pois muitas canções começam a soar muito similares, porém a produção audiovisual da cantora é de se tirar o chapéu.

 

O grande destaque internacional da noite foi de Father John Misty. Josh Tillman apresentou seu elogiado projeto com uma performance cativante e com vocal impecável. Ao vivo, canções como “Hangout at the Gallows” se tornam ainda mais grandiosas. O ótimo som do festival foi crucial na tarefa de amplificar a potência do show.  

Já os norte-americanos do Animal Collective não obtiveram a mesma resposta. Talvez pelo som mais experimental, o público ficou disperso e falante, não prestando tanta atenção ao que acontecia no  palco azul do Queremos! Festival, salvo alguns fãs ocupando os lugares próximos à grade.

 

Em geral, a cena brasileira teve um destaque e devoção maior por parte do público e isso ficou ainda mais evidente nas apresentações de Rincon Sapiência e BaianaSystem. Muita dança no show do rapper paulistano e diversos “mosh” no do BaianaSystem, tornaram difícil alguém não estar prestando atenção. A pluralidade musical brasileira e a capacidade de não deixar ninguém parado ficaram marcadas em ambas apresentações.

 

O fim da noite ficou por conta da banda australiana Cut Copy, que continuou o clima dançante na Marina da Glória, apesar da significativa redução de público após o BaianaSystem, e com a festa do duo eletrônico Selvagem. Um dos motivos deve ser pelo horário do show, já que o Cut Copy só se apresentou à 1:10 da manhã e Selvagem conduziu a festa a partir de 2:15 da manhã.

 

O festival realmente foi condizente com seu slogan “Abra a mente”, apresentando diversidade em sua escalação musical e assim possibilitando que muitos assistissem artistas que antes não os eram conhecidos. A ótima organização, curadoria culinária e ambientação do festival também foram pontos fortes, assim como a facilidade de transição do público entre os dois palcos, aumentando ao máximo o aproveitamento de tempo do festival. Apesar de um Rio de Janeiro perigoso e com grande redução de shows de médio/grande porte na cidade, o Queremos! Festival provou ser um potencial recorrente festival no Rio. Já estamos aguardando a próxima edição!

Confira algumas fotos do festival:

 

(Fotos: Juliana Guimarães e Maria Luísa Rodrigues)

 

Texto por: Juliana Guimarães e Maria Luísa Rodrigues

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