RESENHA: Motionless in White lança disco pessoal e sincero. Confira “Disguise”

No dia 7 de Junho a banda de metalcore Motionless in White lançou seu novo álbum de estúdio, intitulado Disguise.

Disguise é um álbum extremamente pessoal e traz diversas novidades à sonoridade da banda. O disco tem desde músicas mais lentas como Legacy e a incrivelmente emocional Another Life, até faixas pesadas ao extremo como Thoughts and Prayers e Broadcasting from Beyond the Grave: Death Inc, mostrando a versatilidade do grupo.

 

  • Disguise

Disguise foi o primeiro single divulgado, junto com Brand New Numb. A faixa traz uma pegada muito característica do Motionless in White, fazendo uma bela transição do último disco, Graveyard Shift (2017), com o trabalho atual. Disguise traz um riff marcante e começa com uma introdução de piano que fica na cabeça. O refrão é chiclete e o instrumental é muito contagiante. O final é muito interessante, pois quebra a “fórmula” de construção lírica e termina com um tempo musical diferente e então termina com o mesmo instrumental utilizado na introdução. Disguise traz como tema o uso de um “disfarce” para interação social e o enfrentamento do mesmo. É uma canção que agradará fãs de diversas vertentes do Metal e tem tudo para estar nas listas de melhores faixas do gênero do ano.

“Now I’m ready to face my disguise

(Agora eu estou pronto para enfrentar o meu disfarce)”

 

  • Headache

A segunda faixa começa com uma introdução de baixo muito bem executada. É uma das canções mais pesadas do álbum e é perceptível uma grande influência da era Hybrid Theory, do Linkin Park. Headache também tem uma melodia contagiante, que dá vontade de balançar a cabeça constantemente, além de guturais e drives muito bem emitidos.

“With a smile

I swear that I’m gonna be fine

(Com um sorriso

Eu juro que vou ficar bem)”

 

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Na terceira faixa, Motionless in White traz de volta a pegada do Reincarnate (2014), terceiro álbum de estúdio da banda. Com muita influência do metal industrial, o grupo inclui vários elementos eletrônicos ao instrumental. Mais uma vez, o grupo traz como marco um refrão memorável e muita emoção nos vocais.

“And become the energy

Of one mind, of one soul

We unite to write our code

(E se tornar a energia

De uma mente, de uma alma

Nós nos unimos para escrever o nosso código)”

 

  • Thoughts and Prayers

A quarta canção é a mais pesada do disco. Nela a banda traz uma bateria impressionante e vocais extremamente agressivos. Porém, ao mesmo tempo, Chris consegue trazer mais uma vez um refrão de ficar na cabeça intercalado com o gutural. O breakdown desta faixa é o melhor já feito pelo MIW, com destaque mais uma vez à bateria de Vinny Mauro.

“Don’t pray for me, when you’re the one to blame

(Não reze para mim quando você é o culpado)”

 

  • Legacy

Legacy traz a vibe de Wasp, faixa do disco Reincarnate. A faixa é mais lenta, quebrando o ritmo acelerado trazido pelo disco até agora. A música traz reflexões sobre qual será o seu legado, sobre não ter medo e não desistir.

“What kind of scars will you leave? What kind of blood will you bleed?

When fear sets the stage for defeat

What will your legacy be?

(Que tipo de cicatrizes você deixará?

Que tipo de sangue você sangrará?

Quando o medo prepara o terreno para a derrota

Qual será seu legado?)”

 

  • Undead Ahead 2: The Tale of The Midnight Ride

A faixa seguinte é a continuação de Undead Ahead, canção do primeiro disco da banda, Creatures (2010). A música tem como tema a lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça e traz vários elementos do terror clássico. A faixa inclui um dos melhores refrões e breakdowns do álbum, é acelerada e pesada, com muitos aspectos do gótico. Além disso, a música ainda conta com vários sons externos, como o relinchar de cavalos e passos para criar a ambientação. Para finalizar, ela traz, inesperadamente, os vocais de Ricky Horror, guitarrista da banda, dando um contraste bem interessante aos vocais agressivos de Chris Motionless.

“Live or die in the tale of the midnight ride

Where reality and superstition collide

Close your eyes, kiss your dearest Katrina goodbye

And beware of the tale, tale of the midnight ride

(Viva ou morra na lenda do cavalgar da meia-noite

Onde realidade e superstição colidem

Feche seus olhos, beije sua querida Katrina, Adeus

E preste atenção na lenda, lenda do cavalgar da meia-noite)”

 

  • Holding On To Smoke

Aqui voltamos a desacelerar um pouco. Mais uma vez, uma faixa que explora muito bem a capacidade vocal de Chris. A canção traz muita emoção nos vocais, com agressividade e melodia muito bem dosados. Ela explode e acalma de forma balanceada e é muito gostosa de escutar. A música traz como tema principal saúde mental e a necessidade de procurar ajuda.

“In all my pride, all my shame

I find strength enough to show you

I may bend but I won’t break

I define who I who I become

(Em todo o meu orgulho, toda a minha vergonha

Eu encontro força o suficiente para te mostrar

Eu posso me dobrar, mas não vou quebrar

Eu defino quem eu me torno)”

  • Another Life

A faixa seguinte é a mais emocional e pessoal do disco e tudo isso é muito bem expresso nos vocais do Chris. A letra traz como tema o término de relacionamento, assim como a faixa Sinematic, do disco Infamous (2012), porém em Another Life, Chris traz o tom de morte à canção. A letra é incrivelmente bem escrita e muito emocionante. Com certeza é daquelas de escorrer a lágrima no canto do olho.

“Cause I hate that It seemed you were never enough

You were broken and bleeding in the name of love

And I hope that we meet in another life

(Porque eu odeio que parecia que você nunca foi o suficiente

Você estava quebrada e sangrando em nome do amor

E eu espero que nós nos encontremos em outra vida)”

 

  • Broadcasting From Beyond The Grave: Death Inc.

Agora para dar uma animada depois de tanta bad vibes, vem a faixa número 9 do disco. Com um tom mais brincalhão, o MIW traz uma canção com uma pegada mais teatral, sem compromisso de letras profundas e muito mais descontraída.

“We are the weirdos

In your stereo

(Nós somos os esquisitos

No seu rádio)”

 

  • Brand New Numb

Brand New Numb foi o primeiro single lançado junto com Disguise. Aqui, o MIW aparece de cara nova, mais puxado para o Hard Rock. É uma faixa descontraída, com refrão chiclete e trocadilhos engraçados. É uma música sobre liberdade, basicamente, que vai tocar nos carros de muita gente.

“All of my flaws, I wear ‘em with honor

(Todos os meus defeitos, eu os visto com honra)”

 

  • Catharsis

Motionless in White resolveu fechar o disco de forma mais lenta. A faixa ainda traz muita guitarra, mas não tão agressiva e pesada como em canções anteriores. Catharsis explora o lado melódico do vocal de Chris mais uma vez, que explode no refrão e nos faz querer cantar junto. A canção traz novamente em destaque a bateria de Vinny Mauro, principalmente durante a ponte. É uma música que encerra o disco de forma brilhante e diferente de tudo o que era esperado da banda.

“Catharsis in darkness

When you can’t seem to feel a thing

The darkness that haunts you

(Catarse na escuridão

Quando você não consegue sentir nada

A escuridão que te assombra)”

Em um geral, o novo trabalho do Motionless In White é coeso, pessoal e emocional. É com certeza um disco muito bem executado e memorável. Com certeza merece ser lembrado nas listas de fim de ano.

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