RESENHA: CPM22 + Dead Fish + Dance of Days + Rocca no Tropical Butantã

Em meio a confusão e agitação que envolviam a cidade de São Paulo por conta da final do campeonato paulista, o Tropical Butantã recebeu uma enorme festa com alguns do maiores nomes da cena hardcore nacional.

Os primeiros a se apresentar foram os cearenses do Rocca, banda que apesar de ser um pouco mais “nova” que as demais (começou entre 2007/2008), animou bastante as primeiras pessoas que chegaram ao local. Muitos dos que estavam presentes ouviram com atenção as músicas do primeiro grupo, que chamou o público na última música, intitulada “O Anti Herói”, para cantar junto seu refrão e deu pra perceber que muitos dos que estavam próximos a grade vieram na onda da banda.

Mesmo com um show curto (um pouco mais de 30 minutos), mostraram que vieram pra ficar e que logo ouviremos falar muito sobre eles, com músicas não tão rápidas, mas bem trabalhadas e produzidas.

Fotos: Eduardo da Costa (@_duffe)

Em seguida, o Dance of Days entrou no palco e embalaram os fãs da banda desde início com clássicos como Adeus Sofia, Com Você Não Vou Ter Medo e Se Essa Paredes Falassem e fez com que os presentes já abrissem as primeiras “rodas”. Mesmo com 21 anos de estrada, foi bacana ver como o público da banda tem se renovado e muitos rostos de gente mais nova (que provavelmente nasceu enquanto a banda se formava), cantavam as músicas a plenos pulmões.

No set list ainda incluíram A Valsa das Águas Vivas, Lírios aos Anjos, e Linda, A Dor Não É Tão Glamourosa, que mais calmas, juntam todas em um mesmo coro, “emocionando” quem acompanha a banda desde sempre e se identifica com as letras do vocalista Nenê Altro, que falam muito sobre experiência pessoal e traumas da vida cotidiana.

O último bloco da banda trouxe os sons A Balada do Corcel Verde Velho, Me Leve as Estrelas e A Vitória (Ou Coisa Que O Valha).

Pra fechar o show, a banda tocou Vai Ver É Assim Mesmo, que contou com a presença “surpresa” de Badauí do CPM22 que estava no backstage se preparando para o show que rolaria mais a noite (lembrando que o Badauí gravou esta música junto com o Dance of Days e você pode conferir ela no álbum A Valsa das Águas Vivas de 2004).

Fotos: Eduardo da Costa (@_duffe)

A penúltima banda da noite foi o Dead Fish, que de forma enérgica, colocou todo o público pra pular e “se bater” logo de cara com A Urgência, Tão Iguais e Asfalto, primeiro bloco que fez com quem estava ainda mais contido, se soltasse e cantasse junto. Logo em seguida vieram Escapando, Sobre a Violencia, Zero e Um e Queda Livre.

O show do Dead Fish é sempre muito rápido e com poucas pausas, faz com que as pessoas não tenham muito tempo pra respirar e esse é um diferencial, você passa o tempo todo com a mesma energia e sempre termina pingando suor. É difícil ver gente que ainda não conhece a banda, assistir pela primeira vez e não ficar em êxtase com a apresentação do grupo capixaba e que da mesma forma que o Dance of Days, tem renovado seu público a olhos vistos nesses 27 anos de estrada.

Em primeira mão (mas nem tão em primeira mão assim) a banda tocou a música Roubando Comida, que já existe há alguns anos, porém nunca tinha sido lançada pela banda, que soltou a música nas plataformas digitais na última semana. O set list ainda contou com músicas como Venceremos, Piada Liberal, Modificar, Autonomia, Selfego Factóide, Molotov, MST e Proprietários do Terceiro Mundo. A banda sempre foi conhecida por seu cunho político tanto nas letras quanto nos discursos nos shows, isso agrada muita gente e nem tanto outras, o que em um determinado momento ficou claro em uma piada do vocalista Rodrigo Lima, que ao ouvir o público reclamar que seu microfone estaria “baixo”, soltou que deveriam aumentar, pois se não os fãs que gostavam “só do instrumental” iriam amar o show.

Pra fechar, a banda ainda tocou Afasia, Bem Vindo ao Clube e a sempre veloz Sonho Médio.

 

Fotos: Eduardo da Costa (@_duffe)

Por fim, o show mais esperado da noite. Já era por volta de 21h15 quando o CPM22 entrou no palco e fez com que todas as pessoas que se encontravam no Tropical Butantã fossem a loucura, e não foi por menos, com uma Intro forte e já de início com a música Combustível do CD Suor e Sacrifício, a banda agitou bastante, mas teve que fazer uma pequena pausa por problemas técnicos em uma das guitarras. Com tudo de volta ao normal, a banda tocou a clássica Tarde de Outubro, a nova Honrar Teu Nome, a já mais antiga Light Blue Night e outra nova chamada Coragem.

Haviam muitos dos que estavam na grade do show que chegaram na primeira banda e não arredaram o pé do local onde estavam até o fim, e cantavam todas a letras, independente se eram mais antigas ou já novas músicas.

A banda mesclou bastante em seu set list, com O Mundo dá Voltas, Pagar Pra Ver, Flores (cover da banda Titãs), Desconfio e Como no Passado, mostravam que o grupo paulistano veio divulgar bem seu novo álbum, mas sem se esquecer do passado e dos seus maiores sucessos que continuaram com Regina Let’s Go!, Conta Comigo, Ontem, Ser Mais Simples (último clipe lançado pela banda, inclusive) e Vida ou Morte, do álbum Depois De Um Longo Inverno de 2011.

Ainda não podiam faltar músicas como Não Sei Viver Sem Ter Você, Desconexo, CPM22 (som que é um agradecimento aos fãs pela trajetória da banda) e Cruz também do novo CD.

Pra fechar a noite de uma forma memorável, os fãs mais antigos (e os mais novos também que conhecem todos os maiores sucessos da banda), tiveram um último bloco pra não esquecer, com músicas como Irreversível, Mais Rápido Que as Lágrimas, Inevitável e a última e mais aguardada pelos fãs: Um Minuto Para o Fim do Mundo (que com certeza foi a mais cantada/chorada/berrada) pelo público que compareceu neste domingo ao Tropical Butantã.

Fotos: Eduardo da Costa (@_duffe)

 

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