RESENHA: Circa Survive em São Paulo

Foto: Ronaldo Paiva

Nem o frio da cidade de São Paulo espantou os fãs do Circa Survive no sábado, e quem chegou cedo pra tomar aquela cerveja pré show já encontrou uma fila formada para a abertura do Fabrique, localizado na Barra Funda, que além da fila, os bares já estavam lotados e as pessoas ocupavam boa parte da rua. As 18h30, o Wiseman, primeira banda de abertura entrou no palco e contagiou os primeiros presentes com as faixas do seu novo álbum “Mind Blow“, que traz um som bem anos 90, sujo, melódico e com variações de velocidade e calmarias. O público em todo o momento mostrava-se atento a canções como Shut Up and Listen, Mud, Factory Floor (que teve seu clipe lançado na última semana), Ballistic que faz parte do primeiro Ep da banda e pra fechar, a apresentação ainda contou com um cover de Territorial Pissings do Nirvana.

Foto: Carol Folha

A segunda banda da noite foi a também paulistana Bullet Bane e que com sua nova formação, mostrou energia e sincronismo com o novo vocalista, apresentando as músicas do recente álbum “Continental”, que mostra a atual fase da banda, agora cantando em português. Músicas como Catálise e Mutação mostraram a força da banda no palco e a resposta positiva do público demonstram que a mudança no idioma da banda não foi um problema para os fãs.

Foto: @br00nu

As 20h30 em ponto, Anthony Green e companhia sobem ao palco e abrem uma performance alucinante com Rites of Investiture, seguida de The Difference Between Medicine and Poison Is in the DoseWish Resign. O vocalista agradece ao público e mantem durante todo o show uma ótima interação, falando o quanto se sentia agradecido por fazer o que ama e ver a resposta das pessoas. Tunnel Vision mostrou o quanto os fãs e a banda estavam em sintonia, com todos os presentes cantando verso por verso a plenos pulmões e permaneceram assim em Child of the Desert, Get Out, In Fear and FaithThe Great Golden Baby. Era impressionante o quanto a banda se sentia a vontade, agitava e se doava no palco, o que fez com que os presentes fizessem o mesmo, por todos os cantos da casa as pessoas com seus braços levantados para cantar e era difícil ver alguém parado.

Lustration, At Night It Gets Worse, Living TogetherAct Appalled mostravam que o show já tinha passado de sua metade e mesmo assim parecia que o show tinha acabado de começar e ninguém estava cansado, os fãs pulavam e se emocionavam como se fosse o show da vida (e para muitos era mesmo), o que fez com que a banda retribuísse dizendo que foi o melhor show até agora da tour.

Dyed in the WoolI Felt Free encerraram o primeiro bloco do show e ao final ouviam-se gritos de torcida organizada (olê, olê, olê, olê) e “one more song”. Após alguns poucos minutos, a banda volta ao palco para encerrar o show com a icônica Descensus. Ao fim da música, cada integrante da banda saia, porém Anthony Green terminou a música em uma performance solo, enlouquecendo o público nos segundos finais do show.

Confira como foi o show pelo canal do Ronaldo Paiva:

 

 

Veja o último vídeo do canal Minuto Indie:

 

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