Os 25 melhores discos internacionais de Hip-Hop/R&B de 2018

Os 25 melhores discos internacionais de Hip-Hop/R&B de 2018

Kids See Ghosts, Daytona, Invasion of Privacy e mais: Confira os destaques do Minuto Indie com os 25 melhores discos da cena internacional de Hip-Hop e R&B

Em mais uma lista de fim de ano, o Minuto Indie selecionou os 25 melhores discos internacionais de Hip-Hop/R&B de 2018. Talvez você se decepcione por não encontrar Scorpion, do Drake, ou Beerbongs & Bentleys, do Post Malone. Mas resolvemos abrir espaço para outros trabalhos que também são merecedores nessa lista.

Alguns discos podem ser descobertos, comoTa13oo, do Denzel Curry, e Flighmode Vol. 4, da IAMDDB. E mesmo assim todos não serão contemplados, já que o mainstream sempre predomina nas listas. Para conferir alguns trabalhos que mereciam mais hype em 2018, confira a lista da Samara Sequeira, da V!$H Midiaaqui.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Lembrando que em vez de ranquear, apenas selecionamos os trabalhos que merecem destaque em 2018.

Os 25 melhores discos internacionais de Hip-Hop/R&B de 2018

Victor Oladipo – V. O. 

Jogador de basquete do Indiana Pacers, Victor Oladipo também começa a fazer sucesso na música. Cantor desde pequeno nas igrejas que frequentava, o atleta sempre esteve ligado à música e já havia lançado o primeiro álbum, Songs For You, em 2017. Mas foi com o lançamento de V.O., no dia 30 de novembro, que Oladipo conseguiu entregar um trabalho mais maduro e interessante para o R&B. É um álbum instigante e gostoso de ouvir, com certeza um refresco para 2018. Pegue a vibe com a faixa “Just In You”.

Confira:

Aminé – ONEPOINTFIVE

Lançando em 15 de agosto, ONEPOINTFIVE é o segundo disco do rapper americano Aminé. São 13 músicas em apenas 34 minutos, uma tendência bastante crescente em 2018. Isso serviu pra mostrar que potência não tem muito a ver com o número de faixas ou a duração do disco, e sim com a qualidade do trabalho.

Nesse álbum, Aminé explora sonoridades que vão desde batidas incessantes junto a um flow agressivo. E até um som mais dançante, mostrando que, apesar de ser um disco mais homogêneo que o primeiro, combina um pouco de tudo que Aminé tem para oferecer. Confira o hit “REEL IT IN”:

A$AP Rocky – TESTING

O terceiro álbum do aclamado A$AP Rocky foi lançado em 25 de maio e chegou com a proposta pessoal do rapper de testar suas próprias faces na música.

Na verdade, o resultado não foi dos melhores. TESTING veio carregado de expectativa, mas decepcionou um pouco quando falamos de hip-hop. Parece que A$AP Rocky se perdeu um pouco na tentativa de testar demais e acabou entregando um trabalho pouco fluido, que não conseguiu combinar bem todas as suas propostas. Porém, foi salvo por alguns dos melhores hits do ano, como a parceria com Skepta em “Praise The Lord”.

É possível afirmar que ele só está aqui pelos feats inclusive, já que participações como FKA twigs, Frank Ocean e Moby, T.I. e Kid Cudi no remix da faixa “A$AP Forever” deram uma levantada no disco, merecendo estar na lista. Dá o check:

The Carters – EVERYTHING IS LOVE

Beyoncé e Jay-Z se juntaram no disco Everything Is Love, lançado em 16 de junho. Apesar de ter sido bastante aclamado pela crítica e pelos fãs da Bey, acho que os amantes do hip-hop e os seguidores de Jay-Z concordam que esse não é um álbum que traz o grande potencial do rapper.

Bey nos divertiu lançando “skrrt” em algumas músicas, mas também não foi seu melhor trabalho. Apesar disso, o disco representa algo muito mais importante: o sucesso de um casal negro na racista indústria musical. A estética e os temas tratados tornaram o álbum polido, bom de escutar e merecedor de estar na lista, mesmo que não seja um grande exemplo de inovação no hip-hop contemporâneo.

Assinando a estética impecável e consolidando o discurso empoderador, o clipe de “APESHIT” foi um dos melhores do ano, confira:

Lil Wayne – Tha Carter V

Lil Wayne demorou 7 anos para lançar a continuação de seus trabalhos, o aguardado Tha Carter V, lançado em 28 de setembro. E a verdade é que o disco soa na mesma linha de sempre, mas com temas mais atuais sobre a carreira e relações do rapper. Apesar de não ter sido um trabalho inovador, merece estar na lista pela importância de Wayne para o hip-hop e pela sua grandiosidade como músico, além das letras sempre bem construídas e por grandes participações como a de Swizz Beatz na faixa “Uproar”:

Jorja Smith – Lost & Found

Jorja Smith é uma das grandes apostas do R&B e chegou estreando em peso com o álbum Lost & Found. Lançado em 8 de junho, o disco traz de cara a potência dessa nova artista, que fez questão de não inserir nenhum feat e mostrar sua música por si só. Confira o vídeo de um de seus hits, “Teenage Fantasy”:

Mac Miller – Swimming

É pessoalmente difícil falar desse artista e desse álbum sabendo que foi o último. Mac Miller esteve presente na vida de uma legião de fãs desde o início de sua carreira e suas músicas sempre ajudavam todo mundo a sentir algum conforto e escapar de situações difíceis.

Em Swimming, seu quinto álbum, lançado em 3 de agosto, não foi diferente. Letras cada vez mais pessoais, que ao mesmo tempo pareciam caber nos nossos próprios pensamentos, e o melhor do rap mais uma vez marcou a obra de Mac. Um dos maiores entusiastas e conhecedores de música de todos os tempos, ele nunca se importou em passar por cima de nada, e trouxe nesse álbum um exemplo puro e sincero de música de qualidade.

Não tem o que dizer depois de ouvir “Come Back To Earth”, é esse o sentimento. Ainda deu tempo de sermos agraciados com seu último trabalho e a saudade apertada também se conforta nas linhas de Mac. RIP. 

IAMDDB – Flightmode Vol. 4

IAMDDB é, com certeza, a grande revelação da cena feminina. A rapper e produtora britânica já deve ter passado pelos seus fones com o hit “Shade”, que colocou a artista de uma vez por todas na lista de quem você precisa continuar ouvindo. E é por isso que incluímos o Flightmode Vol. 4 nos melhores álbuns do ano. Lançado em 22 de junho, o disco traz oito faixas que merecem destaque, como a envolvente “Kurr£ncy”:

Jay Rock – Redemption

O terceiro álbum do rapper Jay Rock chegou em 15 de junho trazendo seu nome de volta aos holofotes. Redemption faz jus ao título, agregando temas como conflitos ligados a drogas e violência e todo o crescimento pessoal em torno disso. Há algumas batidas mais melancólicas que nos prendem ao simbolismo do disco, que implica em “WIN”, uma canção que demonstra o sucesso de um personagem que se moldou, se reconstruiu e conseguiu atingir a vitória que desejava. Uma de suas grandes parcerias é Kendrick Lamar, que aparece em faixas como a divertida “Wow Freestyle”, confira:

The Internet – Hive Mind

Hive Mind é o delicioso quarto álbum da banda californiana The Internet. Liderado por Syd, o grupo trouxe um dos melhores discos de R&B/Soul de 2018. Regado a temas de romance e embalado por uma vibe suave e envolvente, o álbum lançado em 20 de julho traz composições orgânicas, bem trabalhadas e sempre com um toque sensual que te deixa envolvido do início ao fim, vide a faixa “Come Over”: 

J. Cole – KOD

No dia 20 de abril foi a vez do rapper J. Cole lançar seu quinto álbum, o aclamado KOD. Trazendo faixas mais regadas a trap e samples variados, o rapper entrega um trabalho sugestivo e distante do rap game de sempre. As músicas te colocam pra dançar ao mesmo tempo em que te fazem pensar sobre assuntos como o uso de drogas. Confira a faixa homônima: 

BROCKHAMPTON – iridescence

A boy band mais querida do rap alternativo voltou com tudo após a saída de um de seus integrantes. Diferente do que se esperava, a BROCKHAMPTON não se deixou abater pela polêmica com Ameer Vann e emplacou um disco sólido, que ainda traz sua marca principal – a variedade de estilos – e firma uma estética incomparável.  Lançado em 21 de setembro, iridescence traz um mix de experimentalismo e instrumentação bem construída, animando toda a nova geração que enlouquece com a pegada alternativa do hip-hop. Confira:

Freddie Gibbs – Freddie

Freddie Gibbs lançou seu quarto álbum homônimo em 22 de junho, trazendo um som com maior liberdade artística e batidas que vão dos hits do hip-hop dos anos 90 até os dias de hoje. O disco também estrela ao lado daqueles que seguem a linha de pouca duração, e em apenas 25 minutos Gibbs entrega versatilidade, carisma e uma integração entre as diversas faces do rap. Ouça:

Playboi Carti – Die Lit

Die Lit é o trabalho mais sólido do rapper Playboi Carti. Lançado em 11 de maio, o disco traz um experimentalismo regado de originalidade, consolidando Carti como um dos grandes rappers do ano. O álbum superou as expectativas do público e se tornou um dos mais ouvidos de 2018, além de resgatar o espírito turbulento e divertido do rap, como na faixa “R.I.P.”:

Denzel Curry – Ta13oo

Denzel Curry trouxe um dos melhores trabalhos de 2018 com o seu terceiro álbum, Ta13oo. Dividido em três atos, o disco traz barras bem construídas, rimas potentes e temas bastante ácidos, que envolvem a nova geração do rap, como na faixa “CLOUT COBAIN | CLOUT CO13A1N”. O rapper apresentou o seu trabalho mais sólido e expôs toda sua genialidade, expondo conflitos pessoais e a forma como as pessoas incentivam esses confrontos. 

Cardi B – Invasion of Privacy

Cardi B chegou quebrando tudo com seu álbum de estreia, Invasion of Privacy, lançado em 5 de abril. O disco foi altamente aclamado pela crítica e teve todas as músicas certificadas pela RIAA. Trazendo hits como “Bodak Yellow”, “Be Careful” e “I Like It”, o trabalho consolidou Cardi como uma das principais rappers da atualidade. Apesar de ser um pouco sustentado pelos hits, Invasion of Privacy é um ótimo disco de estreia e nos deixa ansiosos para conferir o que Cardi ainda tem a oferecer. 

E-40 and B-Legit – Connected and Respected

Apesar de não ter sido muito aclamado no mainstreamConnected and Respected certamente merece estar na lista de melhores discos do ano. Lançado em 6 de abril, o disco é o resultado da parceria de dois veteranos do rap californiano: E-40 e B-Legit. Ao longo de 19 faixas, o que vemos não é nada do que o hip-hop contemporâneo contempla, mas é justamente isso que faz do álbum um alívio aos ouvintes.

É interessante receber um trabalho que marca a perseverança de dois artistas que estão no rap há 30 anos e ainda não desistiram de fazer sua música. Além do resgate da sonoridade mais retrô, o disco une vozes mais custeadas em rimas que ainda nos fazem se entregar. Confira: 

Nas – Nasir

Além de um dos melhores discos do ano, o rapper Nas emplacou uma das capas mais incríveis de 2018. Nasir, lançado em 15 de junho, é o 11° álbum do rapper e também foi produzido por Kanye West. Trazendo as sete faixas que se tornaram quase clássicas nos trabalhos envolvidos por Ye, o disco traz beats que te levam à loucura e letras ainda mais bem construídas. O teor emocional inflamado faz jus a mensagens arrebatadoras sobre ser negro nos Estados Unidos, e o disco ainda ganhou uma estética incrível com o curta-metragem que o traz como trilha sonora. Assista:

Nicki Minaj – Queen 

O quarto álbum da rapper Nicki Minaj foi lançado em 10 de agosto e veio para mostrar que ela é a rainha mesmo. Nicki começou muito cedo e em uma época que era ainda mais complicado para mulheres no rap. Após o estouro de Cardi B e muitas polêmicas em torno das duas artistas, o disco parecia ser apenas uma resposta, mas acabou sendo um dos melhores do ano pela qualidade do trabalho de Nicki.

Poucos álbuns com vinte faixas conseguiram agradar como o Queen em 2018. Tem de tudo um pouco, músicas mais aceleradas, trap, pop, canções mais intimistas como “Run & Hide” e “Nip Tuck”, etc. Nicki sabe fazer de tudo e nunca escondeu isso, mas o Queen consolidou o trono de uma artista que não deveria nem ter sido questionado.

Sem Nicki Minaj poderíamos estar sem Cardi B, por exemplo, e é também por isso que precisamos de rappers como ela na cena. Para saber mais, confira a matéria da V!$H Midia sobre a rapper aqui. “Chun-Li” é uma das músicas que mais demonstram isso, ouça: 

Travis Scott – ASTROWORLD 

O terceiro álbum de Travis Scott chegou no dia 3 de agosto e logo conquistou diversos públicos. Pra quem ainda não ouvia muito rap, o disco foi bastante atraente, e por isso alcançou fãs que nem curtiam tanto esse tipo de som. Mas para a galera que já curte hip-hop há muito tempo, o ASTROWORLD não veio com muita inovação.

É difícil se decepcionar com Travis Scott, mas o autotune incomoda um pouco quem tá a fim de ouvir um rap mais fluido e bem construído. Apesar disso, o álbum carrega uma estética impecável, e Travis conseguiu combinar diferentes temas mesmo quando as beats pareciam quase as mesmas.

“SICKO MODE” se tornou um hit para a galera que começou a curtir o rapper agora, e apesar da parte do Drake encher um pouco o saco, é uma faixa que mostra a potência desse trabalho:

Flatbush Zombies – Vacation in Hell 

Flatbush Zombies é um trio de hip-hop de New York que vêm lançando uns dos melhores raps da cena. Vacation in Hell chegou em 6 de abril e superou todas as expectativas do público em 2018. Participações como Denzel Curry e até a banda Portugal, the Man na faixa “Crown” deixaram o álbum fluido e descontraído. O dinamismo entre os integrantes do grupo que se complementam nas ad-libs e a versatilidade de sonoridades tornaram o disco um dos melhores do ano.

Kanye West – ye

No dia 1° de junho foi a vez de ye estrelar em nossos fones de ouvido. Oitavo álbum do rapper e produtor Kanye West, ye seguiu a linha de sete faixas estreada por Daytona, que também foi produzido por Kanye. Esse disco emocionou muita gente por mostrar um lado bem mais pessoal do rapper, que abordou doenças mentais, paternidade e amor com um tom nostálgico e uma sonoridade que quase te leva a correr por aí gritando “We’re still the kids we used to beeee”.

Kanye entregou um trabalho sincero, com a qualidade de sempre e um quê a mais de experimentalismo. É como se ele tivesse bem mais à vontade para fazer música, e isso gerou um impacto grandioso para seus fãs e novos seguidores. Dá um check:

Earl Sweatshirt – Some Rap Songs

Quando se fala de rap, Earl Sweatshirt realmente se destaca como um dos artistas mais criativos e autênticos dos últimos tempos. O rapper de apenas 24 anos entrega trabalhos que impulsionam uma imersão musical profunda. Não adianta querer ouvir Some Rap Songs apenas uma vez. Lançado em 30 de novembro, o terceiro álbum de Earl traz um dos melhores trabalhos de 2018 por toda sua produção e imagética sonora.

Não é como um daqueles álbuns que ficam melhores com o tempo, ele já soa incrível no primeiro play, mas certamente você só consegue desvendar suas entrelinhas ouvindo mais vezes. O que mais impressiona em Earl é sua liberdade criativa.

O conforto em lançar um disco que supostamente trata de ser apenas “algumas músicas de rap”, colocar uma capa descontraída e criar faixas de dois minutos só demonstra o tanto que o artista está focado em fazer sua música, o que acaba deixando sua marca e tornando difícil compará-lo com outros por aí. Confira:

Pusha T – DAYTONA

Daytona chegou no dia 25 de maio estreando a série de discos de 7 faixas produzidas pelo Kanye West. Terceiro trabalho do grandioso rapper Pusha T, o disco não é apenas um dos melhores do ano de hip-hop, mas de todos os álbuns que saíram em 2018. Daytona trouxe um sopro de vida para o rap contemporâneo.

As barras são impressionantes e toda a produção do disco é impecável. Pusha realmente conseguiu entregar uma das grandes obras do ano e é difícil citar artistas que se desafiaram tanto quanto ele em 2018. Confira “If You Know You Know”, faixa que abre o disco:

Kids See Ghosts – Kids See Ghosts

Kanye West e Kid Cudi se juntaram no projeto Kids See Ghosts e lançaram o disco homônimo no dia 8 de junho. De todos os discos produzidos por Kanye West, esse é de longe o mais experimental e inovador. É difícil falar em poucas linhas sobre esse álbum, que traz sonoridades totalmente novas, a ponto de nos fazer pensar “como assim ninguém tinha feito nada disso antes?”.

Essa é uma sensação difícil de ter na cena contemporânea, já que, com a ascensão do rap como um dos estilos mais procurados, senão o maior gênero escutado nessa geração, ficou complicado se surpreender com tanto material saindo cada vez mais. Mas Kids See Ghosts realmente conseguiu revigorar o público em 2018.

Além de toda a produção impecável, Kanye e Cudi cantam sobre seus problemas e nos emocionam em faixas como “Reborn”. É chocante como o álbum inteiro parece ser algo completamente novo e cada faixa se completa mesmo que fora de um ciclo encaixado e conectado. Sem dúvidas um dos TOP 3 melhores discos de hip-hop do ano. Confira a faixa homônima: 

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