O álbum de estreia de Jorja Smith já está entre nós! Ouça “Lost & Found”

Nova promessa do R&B, Jorja Smith marca estreia em peso com “Lost & Found”

A cantora britânica Jorja Smith finalmente liberou o seu álbum de estreia. Lost & Found chegou às plataformas de streaming nessa sexta (8) e traz doze incríveis faixas. Confira:

Mas afinal, quem é Jorja Smith?

Jorja Smith nasceu e foi criada no sudoeste da Inglaterra, na cidade de Walsall. Cresceu rodeada pela música e participava de corais e grupos musicais desde os 8 anos de idade. Seu pai tocava em uma banda de neo-soul chamada 2nd Naicha, e logo percebeu o talento da filha. Ela escreveu a primeira música aos 11 anos e nunca mais parou.

Após lançar inúmeros singles nas plataformas digitais e o EP Project 11 (2016), Jorja ganhou a atenção de artistas famosos e colaborou em diversos projetos. No auge dos 20 anos, chegou a hora de lançar um projeto solo que realmente indique sua presença na música. Assim como Ella Mai, a cantora promete ser uma das grandes vozes do novo R&B, mas está só no início de uma longa jornada.

Foto: Divulgação/Pitchfork

“Blue Lights” foi lançada pela cantora no Soundcloud no início de 2016 e marcou o início de sua popularização nas redes. Ao ser entrevistada pela Beats 1, Jorja contou à Julie Adenuga que se inspirou na cena do clipe de “Rebel”, da Ghetts, para escrever a música. Em um trabalho de escola, teve que escolher um tema e decidiu tratar sobre a questão neocolonialista, o que acabou dando origem à crítica feita na canção.

A partir do hit, Jorja foi conquistando maior espaço nas redes sociais e fazendo participações em vários trabalhos. Ela aparece no álbum de Drake, More Life (2017), colaborou com Kali Uchis na faixa Tyrant, do Isolation (2018) e integrou a soundtrack do filme Black Panther, curada por Kendrick Lamar, na faixa I Am.

Porém, em seu primeiro álbum não há nenhuma participação especial. Jorja Smith lançou sua estreia por si só, sem feats e sem a marca de grandes gravadoras. Ainda na entrevista à Beats 1, ela afirmou que as colaborações foram convites e que não pretendia estourar ao lado dos grandes nomes apenas por marketing.

A cantora queria se lançar pelo seu próprio nome, pela sua própria música. E é isso que Lost & Found nos traz: Jorja Smith. As doze faixas nos apresentam a voz marcante de uma cantora que se firma cada vez mais como uma das grandes promessas da música atual.

Foto: Divulgação

Sim, ela lembra o Soul de Amy Winehouse, mas não há como comparar as duas artistas. Amy era a Amy de seu tempo, e de todos os outros que se sucederam. Mas Jorja desperta sensação semelhante a que tivemos quando ouvimos Amy pela primeira vez: a de novidade, de ouvir uma voz realmente autêntica e apaixonada pelo que faz.

Assim como Amy, Jorja é uma artista que passa verdade em sua música. Ela sabe o que está fazendo, sobre o que está cantando e onde quer chegar com isso. Quando fala de suas maiores inspirações, não cita apenas artistas, mas seus próprios pais. Jorja se preocupa com o impacto de sua música principalmente no cotidiano de sua família e amigos, e não tem o mainstream como foco.

Álbum de estreia reúne experimentações vocais e lado pop do R&B

O disco começa com a faixa homônima cuja inspiração veio de uma situação pessoal de Jorja. Aos 18 anos, após concluir o ensino médio, Jorja foi para Londres. A track fala um pouco dessa sensação de se sentir perdido e pequeno, algo que a cantora viveu ao chegar na cidade grande sem muito destino. Foi ali que trabalhou como barista no Starbucks e lançou “Blue Lights” no Soundcloud, sem saber o sucesso que faria dali a um tempo.

“February 3rd” e “Wandering Romance” trazem uma pegada mais romântica e envolvente. São músicas que reúnem expectativa e frustração nas letras acompanhadas pelo baixo e pelas batidas mais pop. “Goodbyes” tem a mesma pegada, mas foca no violão e na voz mais aguda de Jorja.

“Lifeboats” é outro destaque. Assim como “Blue Lights”, a track aborda questões sociais e a relação entre pobres e ricos. Em “Tomorrow”, o piano acompanha a voz de Jorja, que nesse momento se mostra um pouco mais rouca.

Foto: Divulgação

O álbum como um todo traz diferentes sonoridades vocais de Jorja, que parece não ter medo de decair um pouco em algumas notas. A cantora aparenta optar por construções menos encaixadas para combinar com o instrumental ou a letra de algumas canções. Dá para ouvir um pouco de vários artifícios vocais que ela consegue explorar e encaixar nas diferentes sonoridades.

No entanto, falta potência. Para muita gente que não está muito acostumada às tendências mais suaves do novo R&B, o álbum pode parecer meio parado. Aquele tipo de disco que começa empolgante mas que pode ser abandonado no meio para ouvir alguma música mais agitada.

Mas para um álbum de estreia, acho que o que fica é a marca de Jorja Smith como ela quer ser musicalmente. E a promessa de amadurecer cada vez mais a fim de explorar suas melhores capacidades musicais. Jorja inclusive afirmou que pretende continuar produzindo e também quer dirigir alguns vídeos, a fim de cada vez se arriscar mais em todas as etapas da produção musical.

A gente não perde por esperar e fica de olho nessa voz que promete arrasar muito!

Deixe uma resposta