Music to Be Murdered By

“Music to Be Murdered By” de Eminem faz frias referências a atentados

Uma das faixas do novo álbum menciona o ataque terrorista que aconteceu em 2017, em show de Ariana Grande, na Manchester Arena – Reino Unido, e deixou 22 mortos.

Queiram ou não, Eminem lançou um novo álbum – e de surpresa. Como de costume, o rapper não deixou a polêmica de lado e decidiu entregar ao público um trabalho cheio de referências um tanto quanto insensíveis. O disco Music to Be Murdered By (em tradução livre, Música para Ser Assassinado), na teoria, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre o perigo do uso de armas. No entanto, para muitos, as faixas parecem mais uma apologia ao crime e, especialmente, à violência.

Talvez Eminem tenha ido longe demais? Na música “Unaccommodating“, por exemplo, ele canta: “But I’m contemplating yelling ‘Bombs away’ on the game / Like I’m outside of an Ariana Grande concert waiting” – algo como: “Estou pensando em gritar “bomba!”, como se eu estivesse do lado de fora de um show da Ariana Grande“.

A frase diz respeito ao Atentado de Manchester, que aconteceu em 22 de maio de 2017, após um show da cantora norte-americana Ariana Grande. O responsável pelo ataque explosivo foi um homem bomba, em nome do Estado Islâmico. Além dele, 22 pessoas morreram e mais de 100 pessoas ficaram feridas. Como mencionado pelo rapper na letra de “Unaccommodating“, a tragédia aconteceu na parte externa da Manchester Arena.

Apesar de Eminem ter sido considerado, em parte, infeliz em suas referências, ele foi um dos artistas que mais fez doações e ajudou a arrecadar dinheiro para as vítimas do incidente.

Na época, ele tweetou pedindo para seus fãs fazerem doações, como ele.

Entretanto, se a intenção de Music to Be Murdered By foi propor uma reflexão saudável ao público, a ideia não deu muito certo mesmo. Além dos internautas, o prefeito de Manchester, Andy Burnham, também fez questão de se pronunciar. Em nota para a BBC News, ele disse: “Isso é desnecessariamente doloroso e profundamente desrespeitoso com as famílias e todos os afetados“.

Devido às interpretações negativas sobre esse novo álbum, os fãs de Eminem estão utilizando outra faixa, a “Darkness“, para argumentar que a intenção do rapper é positiva e não incita a violência ou ataca vítimas de atentados. O clipe da música se encerra mostrando notícias de tiroteios nos Estados Unidos e aproveita para divulgar um site que funciona para que as pessoas se manifestem contra as leis de porte/posse de armas do país. 

Outra referência, vista mais como homenagem, está na capa do álbum. Na foto, o rapper está com um machado e um revólver apontados para sua cabeça. Em 1958, Jeff Alexander lançou um disco de suas músicas mescladas com monólogos do diretor de suspense Alfred Hitchcock. Ele recebeu o nome de Alfred Hitchcock Presents: Music to Be Murdered By e tinha a foto do próprio mestre do suspense na capa, exatamente com um machado e um revólver apontados para sua cabeça. Em 2020, a clássica capa se reconfigurou com a inspiração de Eminem. Uma das faixas do álbum do rapper, inclusive, chama-se “Alfred – Interlude“.

O Music to Be Murdered By é um álbum de 20 faixas que conta com as participações de Juice WRLD (rapper falecido em dezembro de 2019), Q-Tip, Ed Sheeran, Anderson .Paak, Young M.A e Black Thought. Em meio a todas as críticas, elogios, ou muita gente curiosa para saber qual é a polêmica da vez de Eminem, seu álbum já alcançou mais de 50 milhões de streams no Spotify.

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