Lana Del Rey - Norman Fucking R

LISTA: Os melhores álbuns internacionais de 2019

Conheça nossa lista com os melhores álbuns internacionais de 2019

Para finalizar nossa seleção de discos do ano, trouxemos o melhor que rolou na gringa. Em um ano que a temática envolveu muito autodescoberta, autoafirmação e política ficou difícil fazer a seleção. Conheça agora os melhores álbuns internacionais de 2019:

Já que como disse Prince, “álbuns ainda importam”.

Melhores álbuns internacionais

1° Lana Del Rey, ‘Norman Fucking Rockwell’

Lana Del Rey - Norman Fucking R

O sexto álbum de Lana Del Rey navega através referência já abordada pela a artista: o sonho de vida americano e a Califórnia como plano de fundo, sendo até muitas vezes assunto central de suas músicas embebedas pelos anos 70, em um soft rock e indie pop.

Uma curiosidade desse álbum é a mudança de narrativa presente nas letras e no personagem criado e mantido por Lana até então.
Antes com uma inspiração forte em Lolita, de Vladimir Nabokov, ela se declarava como inocente e em uma posição, muitas vezes, de inferioridade ao seu amante. A americana usava muito de recurso da palavra “Daddy”, como em Florida Kilos, do álbum Ultraviolence, “Ride”, do Born To Die, para trazer essa trama.
Já em Norman Fucking Rockwell, já na faixa-título, isso é quebrado quando ela “Goddamn, man-child” já demonstrando que a quem ela dedica a música é alguém infantil em comparação a ela, tomando o lugar de poder da história.

Musicalmente é o álbum de maior relevância da carreira da artista. Del Rey está muito mais confessional e mais poética. Talvez seja porque algum tempo antes do lançamento e NFR ela publicou um livro de poesias, o que trouxe grande influência sobre como ela escreve as canções.
“Doin’ Time” é um surpreendente cover da banda Sublime, que era um grupo de ska punk e reggae californiano. O resultado é maravilhoso e ela conseguiu deixar sua marca na música.
“The Greatest” traz um ótimo diálogo sobre sucesso, saudades de casa e a corda-bamba que é ser uma artista, harmonizado com um instrumental maravilhoso.

2° Billie Eilish, ‘When We All Fall Asleep Where Do We Go?’

Billie Eilish

Um dos álbuns de maior sucesso comercial do ano foi feito por Billie, ainda pelos seus 17 anos, com seu irmão Finneas, que produziu o disco.
When We All Fall Asleep Where Do We Go?, consegue ambientar o ouvinte e levá-lo por o mundo sombrio e estranho da cantora.
Uma abordagem refrescante para o pop e sobre o que é mainstream, sem ter medo de trazer experimentações na produção e na narrativa mais dark.
Seu hit “Bad Guy” aborda fingir ser alguém duro e “mau”. Como uma piada para os irmãos. E ainda conta com uma inspiração da música tema de Feiticeiros de Waverly Place.
Já em “My Strange Addiction” eles ainda acrescentaram um sample da série “The Office”.
Uma mistura de sons, referências e vozes que poderia ser confusa se não fosse tão brilhante.

3° Tyler, The Creator, ‘IGOR’

Tyler, The Creator

Seu sexto álbum trouxe mais ainda uma versão vulnerável, já explorada por Tyler no seu disco anterior, Flower Boy (2017).

Desta vez, acompanhado de um instrumental mais elaborado e de corais nos vocais e não necessariamente um álbum voltado para o rap como anteriormente.
“IGOR” além de mostrar esse lado de Tyler como produtor e cantor, ainda não explorado, mostra um artista que se dispõe a mudar sempre e que cresce a cada álbum sem medo do que possa soar.

“EARFQUAKE” que ainda traz Playboi Carti, é um ótimo exemplo de sua experimentação bem sucedida.
É um disco sobre se reiventar enquanto descobre si mesmo.

4° FKA Twigs, ‘MAGDALENE’

FKA Twigs

O segundo álbum de estúdio de FKA Twigs soa como um álbum pós-término envolvido por uma crise de despersonificação de um ser humano, ou alien. E inacreditavelmente, isso fez um dos melhores álbuns do ano.
Vocais polifónicos, uma mistura grande de sons, fazendo parecer ter várias músicas dentro de uma só.
FKA Twigs é uma das artistas mais interessantes da década.

5° Little Simz, ‘Grey Area’

Little Simz, Gray Area

Little Simz traz um álbum sob uma perspectiva vinda da confusão, pelo que ela contou enquanto promovia seu terceiro disco. Mas além disso, ela demonstra durante suas canções a retomada da própria narrativa e sua saída frente ao distúrbio.
É um álbum que aborda política também, em “Boss” ela proclama “ I’m a boss in a fucking dress,” ( Eu sou um chefe em um vestido”, em tradução livre) ou “They will never want to admit I’m the best here / For the mere fact that I’ve got ovaries,” (Eles nunca vão querer admitir que eu sou a melhor aqui, pelo simples fato que eu tenho ovários) ela diz em “Venom”.
Grey Area é um disco sobre mostrar onde a britânica pode ir através de diferentes musicalidades e auto proclamação.

6° Vampire Weekend, ‘Father Of The Bride’

Father Of The Bride foi um álbum muito aguardado, o até então, último álbum da banda tinha sido lançado ainda em 2013, ou seja, 6 anos de espera para então chegar o seu sucessor.
É um disco veio para colocar a Vampire Weekend como uma banda de jams, o que pode trazer um ar de confusão para o som, mas pela habilidade dos músicos tudo tem sua própria estrutura.

7° Lizzo , ‘Cuz I Love You’

Lizzo

Lizzo pode considerar que 2019 foi dela. Desde fazer Rihanna levantar para aplaudi-la da platéia até ser considerada a artista do ano pela revista TIME, tudo isso veio com o seu álbum “Cuz I Love You”, que incluiu músicas já lançadas fazendo com que “Truth Hurts” fosse um “sleeper hit”, quando uma música demora muito tempo para entrar nas paradas. Esse demorou 2 anos.
Ela ainda carrega a pauta de auto afirmação por ser uma mulher negra e plus-size, colocando ela mesma em um patamar de poder em suas músicas.
Com vocais poderosos, dignos de diva dos anos 90 e toda a musicalidade do R&B, Lizzo firmou seu nome como artista esse ano.

8° Fontaines D.C., ‘Dogrel’

Fontaines D.C
Álbuns de estreia sempre tem um gostinho especial.
Que é o caso de “Dogrel”, um pós- punk irlandês que passa pelo álbum demonstrando sua relação de amor e ódio com a cidade natal, Dubin, falando coisas sobre a cidade como “A pregnant city with a Catholic mind” (Uma cidade gravida com uma mente católica, em tradução livre)
Fontaines D.C, traz aquele tempero britânico que foi perdido nos últimos anos, em meio a questionamentos sócio-culturais.

9° Solange, ‘When I Get Home’

melhores álbuns
Solange aborda sua noção de pertencimento de sua cidade, Houston. Acompanhado por um curta-metragem, como um visual album, When I Get Home aprofunda na mitologia criada a respeito de Houston por ela e sua irmã, que nasceram na mesma cidade. Em uma ambientação musical quase de um mantra muitas vezes, ela ainda consegue convidar artistas como Playboi Carti para fazer parte de sua narrativa.
Todo esse clima sem pressa de contar sua história, faz com que o ouvinte se sinta em casa, no lar de Solange.
Houston.

10° Clairo, ‘Immunity’

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“Immunity” traz a proposta de como a simplicidade e leveza na música podem funcionar. Acompanhada de letras em uma poesia melancólica e honesta, ela fala sobre os problemas de ser uma jovem adulta. A artista ainda disse que esse álbum foi a sua forma de mostrar sua sexualidade Queer, em uma entrevista ela afirmou que não sabe ao certo como se definir, mas que certamente não é hétero.

“Immunity” é um álbum para quem não quer ficar submerso a grandes experimentações sonoras e sim aproveitar o que tem de mais importante em um disco: o que o artista tem a dizer.

11° Angel Olsen, ‘All Mirrors’

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Angel Olsen cria sua própria atmosfera trazendo um compilado de suas emoções mais profundas. Uma curiosidade desse álbum é que ela contratou uma orquestra utilizando arranjos diferenciados para o indie pop em um caminho ainda não percorrido. Angel disse que o álbum é sobre “Perder empatia, confiança e amor por pessoas destrutivas. Sobre sair do barulho e perceber que você pode ter solitude e paz em seus próprios pensamentos […] sobre assumir seu lado mais sombrio e achar a capacidade para um novo amor e confiar na mudança mesmo que você se sinta um estranho.”

12°James Blake, ‘Assume Form’

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Um álbum que conta com parcerias de Rosalía, Travis Scott mas com a maneira já conhecida de James Blake confessional e intimista. Abordando mais esse lado R&B do cantor. É um disco mais sério e sóbrio, falando sobre descobertas do amor e um amadurecimento emocional.
As experimentações aqui ficam somente nas melodias e instrumental, a voz de James soa mais centrada como quem declara suas emoções sabendo exatamente o peso delas.

13° Black Midi, ‘Schlagenheim’

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Black Midi é um ótimo exemplo de uma banda jovem que está levantando a bandeira do Rock ‘N Roll e é uma excelente banda ao vivo.
Em ‘Schlagenheim’ eles mostram que beberam direto da fonte do bom e velho Rock britânico, de forma até polifônico com guitarras e vocais rasgados.

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