RESENHA: Face to Face e Strung Out esquentam noite fria em São Paulo

Com grande público, americanos fazem grande show e animam os fãs 

Nem a noite fria de São Paulo afastou o público que estava entusiasmado para o show do Face to Face e Strung Out, que se apresentaram no último sábado no Carioca Club, em Pinheiros – São Paulo.

Foto: Lucas Shtorache

Fotos e Imagens: Lucas Shtorache

Against the Hero

A primeira banda a se apresentar, foram os paulistanos do Against the Hero, que mostraram sua força novamente. A banda que teve grande destaque com seu primeiro álbum “Vol. 1“, álbum em inglês, voltaram após algum tempo longe dos palcos, com seu novo trabalho , “Vol. 2“, agora em português.

O repertório passou pelos dois discos e mostrou a banda a quem ainda não a conhecia e que pode conhecer o ótimo trabalho da banda, que volta a ter destaque na cena hardcore.

Statues on Fire

A segunda banda, já mais conhecida do público, foi o Statues on Fire, que trouxe a turnê do seu novo álbum “Living in Darkness“. Com letras críticas, políticas e homenagens a Marielle Franco, a banda mostrou energia e aqueceu a casa que começava a lotar.

O show do Statues mescla velocidade e técnica, além de agitar tanto o público mais velho, quando os jovens que não conhecem os integrantes de outros trabalhos, como o Nitrominds ou o Kacttus.

Garage Fuzz

A última banda de abertura, foi o Garage Fuzz. A banda de Santos já é velha conhecida e mesclou o show com clássicos da carreira e músicas do mais recente álbum “Fast Relief”.

Além disso, a banda que está em estúdio, aproveitou para mostrar uma nova música, que possivelmente fará parte de um novo trabalho, ainda sem data de lançamento. Mas que já deu para perceber os rumos que a banda que está para comemorar 28 anos de estrada está preparando.

Foto: Lucas Shtorache

Strung Out

Já com a casa lotada, o Strung Out entrou no palco e contou com grande empolgação dos fãs. A banda que é conhecida pela energia no palco e mostrou isso do início ao fim do show.

A banda abriu o show com Nowheresville e passou por músicas como Too Close To See, Better Days, Blueprint of the Fall e Ultimate Devotion.

Uma coisa que começou a chamar a atenção e se tornou recorrente durante toda a noite, foram os “stages dive” (quando o público sobe no palco para pular de volta). Essa é uma prática recorrente em shows de punk e hardcore desde os anos 80 e não é uma novidade para ninguém. Mas o que chamou a atenção foi a demora do público que subia para tirar selfies, gravar vídeos e até mesmo mexer com os integrantes da banda.

Durante um período, o baixista Chris Aiken e o guitarrista Jake Kiley trocavam gestos como se não estivessem entendendo o que estava acontecendo em cima do palco.

O show porém prosseguiu, com mais músicas como Velvet Alley, No Voice of Mine e Rats in the Walls e a empolgação do público só aumentava com o decorrer do show.

Ao final da apresentação, o grupo tocou Soulmate, música que pertence a banda No Use For a Name, que desde a morte de seu vocalista, Tony Sly em agosto de 2012, recebe constantemente homenagens, tanto pelo Strung Out, como por outras bandas americanas.

O Strung Out terminou o show com Matchbook e deixou o público pedindo mais músicas, desejando o retorno da banda ao palco, o que acabou não acontecendo por conta do horário.

Foto: Lucas Shtorache

Face to Face

Já se aproximava as 20h, quando o Face to Face subiu ao palco, e sem mais delongas iniciou o show com You’ve Done Nothing. Uma música foi suficiente para trazer a casa abaixo, com rodas abertas, pessoas pulando do palco e fãs cantando com toda a força.

Ordinary e Walk The Walk, levantaram ainda mais os fãs. Músicas mais recentes como Bent but Not Broken e I Won’t Say I’m Sorry, do álbum Protection de 2016 também estiveram presentes no set.

Porém os clássicos da banda tomaram conta de toda a apresentação. Sons como I’m Trying, A-OK, I Want e Blind não podiam ficar de fora em momento algum.

Algumas pessoas continuavam a subir no palco para ao invés de se divertir, tentar uma foto, tocar em algum integrante ou até mesmo só desfilar em cima do palco. Como eu disse anteriormente, subir ao palco para pular não é uma coisa reprovável, é sim uma coisa cultural dentro deste meio e faz sim parte do show. Porém transpareceu em alguns momentos que a falta de entendimento do que é o stage dive, pode sim ter tomado um rumo um pouco desnecessário e atrapalhado tanto a banda quando a experiência de algumas pessoas.

Mesmo assim a banda em nenhum momento se abalou com esse problema. Até mesmo o guitarrista por alguns momentos brincou com alguns fãs que insistiam em permanecer em cima do palco, fazendo contagem regressiva para que eles pulassem.

Após Complicated, a banda fez uma pausa para tomar aquela água e dar uma respirada, voltando ao palco para o Bis.

O show foi encerrado com It’s Not Over e Disconnected, esta última que fez com que toda a casa cantasse o refrão junto o mais alto possível.

Foto: Lucas Shtorache

Queremos mais shows como os de sábado, com Face to Face e Strung Out. Quem sabe com as duas juntas e mais bandas.

Veja os setlists do Face to Face e Strung Out

Strung Out

1. Nowheresville
2. Too Close To See
3. Everyday
4. Better Days
5. Mind of My Own
6. Blueprint of the Fall
7. Ultimate Devotion
8. Daggers
9. Velvet Alley
10. Firecracker
11. No Voice of Mine
12. Razor Sex
13. Rats in the Walls
14. Bring Out Your Dead
15. Soulmate
(No Use for a Name cover)
16. Matchbook

Face to Face

1. You’ve Done Nothing
2. Ordinary
3. Walk The Walk
4. Bent but Not Broken
5. I Won’t Lie Down
6. You Could’ve Had Everything
7. I’m Trying
8. I Won’t Say I’m Sorry
9. Bill of Goods
10. No Authority
11. Velocity
12. A-OK
13. I Want
14. Blind
15. Complicated
16. It’s Not Over
17. Disconnected

O Face to Face e Strung Out fizeram shows memoráveis que dificilmente sairão da lembrança do público. Torcemos para que não demore muito para que as bandas voltem.

Vídeo oficial – Highlights

 

Face to Face e Strung Out

 

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