Exclusivo: Cupin lança videoclipe e remix da faixa “Inara”; confira!

Banda paulistana, Cupin, recria faixa de seu primeiro disco e o resultado é um som dançante, eletrônico e altamente viciante.

Cupin é uma banda paulista, eles lançaram seu primeiro disco em 2016 e desde sempre chamaram a atenção por suas canções solares, calmas e dançantes. Um mix de influencias que passeiam pela liberdade brasileira de experimentar referencias gringas e fazer uma festa com tudo isso. Ao vivo o duo Pedro Luce e Paulo Suriani unem suas forças a André Bruni, Antonio Carvalho, Gustavo Prandini e Marina Serva.

Todo mundo sabe que o verão está chegado (pra praia desce geral), né? O duo Cupin, está atento a isso. Eles prepararam um remix pegado para “Inara”, canção presente no primeiro disco “Cupin”. A faixa, que já era dançante por si só, agora entra para o hall party-rock eletrônico, desses que podem tocar na balada, no churras, no fone indo ao trabalho, na caixinha de som improvisada na beira da piscina e por ai vai, deixa Inara levar você pra passear.

Além dessa verdadeira ode ao EDM, “Inara RXM” vem acompanhada também do balanço visual produzido por Melted Videos, conhecido por suas edições e bom gosto trash. O clipe, que sai com exclusividade no blog do Minuto Indie. Composto por imagens que dão vazão a intenção proposta pelos meninos da Cupin (de transformar a música em algo ainda mais divertido). Festas populares, como o funk, manifestações no meio da rua, como os diversos protestos que já aconteceram pelo país, a cara de pau dos políticos que alimentamos e mantemos no senado. Ou seja, um pouquinho do Brasil 2017.

Conversamos com o músico Pedro Luce. Confira:

MI – Rapaziada, achei insana a ideia do remix, como surgiu a vontade de fazer isso em vocês?

Luce: Salve Cainan! Valeu demais. O remix surgiu de uma jam session feita no fim do ano passado, onde coloquei a Inara e a EQTVD (eu quero é te ver dançando) na MPC e fui brisando. Era pra ser um estudo, não um remix; na verdade nem tava pensando em lançar. Ao longo desse ano abri a sessão dessa jam e aos poucos fui editando e deixando ela mais com cara de remix da Inara mesmo, acrescentando o coro, o djembe e outras tracks da música original além de mais elementos percussivos de bateria eletrônica (o remix foi feito somente com a partes da própria música e timbres de bateria eletrônica). Mas a ideia por trás de tudo foi só se divertir mesmo, o lance de lançar como uma música nova do Cupin veio depois, em Agosto agora, com a track quase pronta já. O Dr. Herman do Mel Azul ouviu e disse que tava com muito som de passarela, aí tentei deixar a mix menos pista e mais rock, mais áspera mesmo, pra combinar com a estética do Cupin. O resultado da EQTVD remix tá vindo aí em breve, depois do carnaval acho e o plano é fazer de mais músicas ao longo do ano que vem, além de passar as tracks pra DJs e encorajar eles a fazerem os próprios remixes se quiserem.

MI – Vocês pretendem trabalhar a faixa assim em alguma apresentação ao vivo?

Luce: Hoje em dia é muito difícil encontrar as condições ideias pra viajar com a banda toda (8 pessoas), então estou há tempo querendo preparar outros formatos do Cupin ao vivo. A ideia pra 2018 é preparar um show pocket (no máximo 3 pessoas) e aí com certeza a parada vai ser mais eletrônica nesses casos, porque aí o arranjo das musicas tem que mudar né.

MI – Fora “Inara”, quais outras músicas vocês acham que poderiam ser transformadas em EDM? Vale citar de outras bandas!

Luce: Cara, qualquer música pode se transformar em outra quando jogada na MPC. O remix de Inara acabou ficando mais EDM, mas a de EQTVD é tipo dancehall/baião, então não tem isso de que remix precisa ser transformar a música em EDM. Já combinei com o Luca do Monza de fazer um trap com a Aos Poucos, música do primeiro disco deles e já pré-combinei com os caras do 2de1 de fazer uma do disco deles, o Transe. A real é que me divirto bastante fazendo isso e ao mesmo tempo estudo também, então quem quiser um remix pode chamar que a gente tenta armar!

Cupin. Capa de “Inara RMX” – Por: Pedro Luce e Yasmin Kalaf.

MI – Aliás, quem é essa Inara? É a mesma daquele pagode famoso?

Luce: Na real a Inara da música não é uma pessoa e sim uma levada de guitarra. Tirei isso de um documentário de música paraense que estava vendo há um tempo, onde os caras falam dessa levada q é muito usada na música brasileira e do norte, que eles chamam de Inara (onomatopeia do som da levada). Por isso a música fala: quando inara vem, vem pra dançar; inara é a levada da guita que quando começa deixa todo mundo louco pra dançar!

MI – Ah, claro, sobre a capa. Parece um ataque de naves alienígenas em gráficos de Atari. Quem são os responsáveis pela obra?

Luce: A capa foi uma parceria minha e da Yasmin Kalaf, que é designer e está trabalhando em algumas coisas junto com a gente pra Freak. A história é que minha namorada me deu um tapete bem louco há uns 2 meses e tinha pensando em ele ser a capa do single. Aí tirei uma foto do tapete, mostrei pra ela e em 20 minutos ela chegou nessa brisa só tratando a imagem, foi muita pressão!!!!

Conversamos também com Felipe Misale (Melted Videos). Confira:

MI – Cara, como foi o inicio do processo de criação desse videoclipe?

Felipe Misale: Eu recebi o convite do Luce pra fazer o vídeo de Inara com muito entusiasmo, pois particularmente gosto demais do Cupin. Ele me contou que estava produzindo uma faixa remix, com um tom mais noturno (muito embora seja uma música muito solar), meio balada e me passou algumas tags que me animaram bastante a procurar por material e começar a esboçar uma edição.
A Melted Videos, apesar do nome em inglês, sempre procurou trabalhar com material e fontes de imagens do Brasil. Somos apaixonados pela cultura brasileira e isso foi definitivo para colocar elementos como as cenas de baile, o futebol na praia, o carnaval, os rolês de carro a noite por SP. Acreditamos que isso de certa forma ajuda a conectar o expectador com o mood da música e com a letra em português.

MI – Teve algum cuidado para o clipe sair com uma identidade visual parecida com a capa do remix?

Felipe Misale: Sobre a capa do remix acredito que tanto eu como a Yasmin sentimos o mesmo mood em relação a música. A principal marca da Melted é trabalhar essa estética VHS com elementos de videoarte, mas nesse vídeo especificamente usamos algo mais HD com um híbrido de efeitos visuais dos anos 1980. Inclusive optamos por usar enquadramento 16:9 ao invés de 4:3 para deixar o vídeo com uma vibe mais 2000, numa espécie de transição.

MI – Sobre as imagens, eu vi que tem umas manifestações populares, tem até uma sarrada, um outra cara dando um gral numa motoca. Tudo isso é bem divertido de ver, mas tem alguma mensagem por trás?

Felipe Misale: No fim, acaba que o vídeo apresenta alguns marcas bem claras do que é o Brasil, tanto na escolha da edição quanto nas imagens. Quase tudo sem padrão.

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