Entrevista: Terno Rei fala sobre carreira, tour no país e mais

Em entrevista exclusiva ao Minuto Indie, a banda Terno Rei fala sobre sua parceria com o selo Balaclava Records.

Foto: Kalaf Lopes.

Entrevista por Rafael Ribeiro

Formada em 2011, hoje a Terno Rei é um dos principais destaques da música alternativa no Brasil. Tocando em  festivais, como o Bananada acaba sendo também um dos nomes mais interessantes e singulares, visto sua sonoridade com diversos elementos do space rock e dream pop.

O último lançamento veio ano passado, “Essa Noite Bateu Com Um Sonho” (2016) foi o primeiro disco cheio que a banda lançou pelo selo, também paulista, Balaclava Records, antes disso havia saído o EP “Trem Leva Minhas Pernas” (2015).

Rafael Ribeiro, um dos novos integrantes do MI conversou com a banda sobre o seu som diferenciado, sobre a carreira e planejamentos de tour pelo país. Confira agora:

MI – O som de vocês é diferente do que é mais comercial, certo?

Terno Rei: A gente faz o nosso som, o que a gente acredita, a nossa verdade. No nosso caso não é o mais comercial. E isso é “da hora” porque não tem ninguém falando o que devemos fazer, a gente está pilotando tudo. E é bom que quando pega alguém, é porque é de verdade e aos poucos tem dado certo.

MI – Há quanto tempo vocês estão na estrada?

Terno Rei: Acho que uns 6 anos. A gente mudou a formação umas duas vezes, mas com essa formação atual deve ter uns 4 anos.

MI – Qual a diferença do primeiro álbum para o segundo?

Terno Rei: O primeiro é mais carregado, sabe? Soa mais como uma música só, você ouve o disco inteiro e as músicas parecem formar uma só. O segundo é algo mais diverso, as músicas são um pouco mais diferentes entre si. Além do primeiro álbum ter sido tudo por canal, bateira e baixo primeiro e depois o resto. Já no segundo álbum a gravação foi basicamente ao vivo, menos as vozes.

MI – Mesmo já tendo um espaço nacional, há pretensão de expandir mais no sentido de fazer mais shows em outros estados além de São Paulo?

Terno Rei: Claro! A gente anunciou várias datas agora, sendo o Rio de Janeiro a primeira delas. Vamos tocar em BH, em Curitiba e estamos organizando uma turnê no Nordeste que deve sair até o final do ano. A gente tá muito a fim de rodar porque a gente às vezes fica muito concentrado em São Paulo, meio acomodados.

MI – Como tá sendo essa parceria com a Balaclava Records?

Terno Rei: Quando terminamos o Vigilia, nós mandamos um e-mail para eles, e desde já eles curtiram demais o disco. Depois disso foi algo meio natural, a gente se conheceu e eles tem ajudado muito a gente, sem eles não estaríamos onde estamos agora. E tem uma relação bem profissional, mas acho que depois de três anos a nossa relação é até de amigos com o pessoal da Balaclava. Quando a gente entrou no selo eles eram pequenos, sabe? A gente acabou crescendo junto com eles e isso ajudou muito.

MI – Vocês têm um sonho comum como em banda?

Terno Rei: A gente já tocou no Primavera (Sound) em 2015, Barcelona, mas acho que agora o nosso sonho seria tocar no Primavera em Porto. A cidade é muito massa e a gente quer muito tocar lá. Além de já ter um selo de lá que apoia a gente, o Azul de Tróia. Já soubemos que o nosso som tocou em algumas rádios de lá e isso faz a gente querer tocar mais e expandir pro lado de lá.

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