Entrevista: Gorduratrans fala sobre “Paroxismos”

Gorduratrans fala sobre o recém lançado “Paroxismos”, parceria com o selo Balaclava Records e tour.

Entrevista por Rafael Ribeiro

O recém lançado “Paroxismos” levou o nome da banda Gorduratrans a um novo patamar no circuito da música independente. É fato que a parceria com o selo paulista Balaclava Records tem sido um fator que facilita a disseminação da música produzida pelo duo carioca Felipe Aguiar e Luiz Felipe Marinho.

Rafael Ribeiro conversa com a banda sobre a saída do Bichano Records, novas conquistas e planejamentos para tours. Confira:

MI – Como foi o processo de saída da Bichano Records e a entrada para a Balaclava records

Gorduratrans: Na verdade a gente não saiu da Bichano, o Selo acabou. Mas foi tudo compreendido, o fato do selo ter acabado e tudo mais. Nesse tempo entre a Bichano e a Balaclava, tiramos um tempo pra produzir o disco, então nós fizemos muitos poucos show. O Foco era mesmo a produção do disco.

Com a Balaclava tem sido muito maneiro, foi um convite que a gente recebeu do Fernando Dotta. A gente já era chamado pra rolês da Balaclava mesmo quando éramos da Bichano. A gente tocou em 2016 no Dia da Música, em São Paulo, no palco Razzmatazz, tocamos em 2015 no festival chamado Meca por um convite da curadoria da Balaclava. Já havia uma certa afinidade. Então o processo foi meio que natural, mas rolou sim o convite.

MI – O que pretendem alcançar estando na Balaclava?

Gorduratrans: A Balaclava é um selo muito forte, um dos maiores do país, se não for o maior de selo de bandas independentes do Brasil. Acho que com isso a gente consegue adentrar em lugares que antes não conseguiríamos, alcançar pessoas que não conseguiríamos.

MI – Há pretensão de turnê no Nordeste?

A gente pretende sim ir ao Nordeste no final desse ano. Mas ainda não é nada certo, estamos conversando ainda.

MI – Por que a escolha de “7 segundos” como single?

Gorduratrans: 7 segundos talvez seja uma das músicas que mais se diferenciam do nosso primeiro disco, o “Repertório Infindável de Dolorosas Piadas”. Por isso houve essa escolha.

MI – O processo de gravação, produção e mixagem desse novo álbum foi diferente?

Gorduratrans: O disco está melhor gravado, foi produzido com mais calma e mais cuidado, além de estar mais denso. Nós gravamos a guitarra em estúdio também, é o que diferencia do primeiro álbum. A mixagem foi em casa mesmo, mas eu, Felipe, entre um disco e outro evoluí muito meu processo de mixagem, aprendi a mixar melhor.

MI – Vocês esperavam esse crescimento, sucesso e visibilidade que alcançaram rápido?

Gorduratrans: A gente não esperava nem um pouco. Gravamos no quarto e só esperávamos que nossos amigos ouvissem e só. Nunca íamos imaginar que 6 meses depois estaríamos em uma turnê no Nordeste. Foi algo que surpreendeu

MI – Como vocês se aproximaram do Ludovic?

Gorduratrans: A gente conheceu o Ludovic tarde, de certa forma. Mas no momento tinha muito a ver com o que a gente tava passando. Tanto que surgiu a ideia de colocar uma frase da música “Nas suas palavras”, do Ludovic, como nome do nosso primeiro disco. Nesse processo a gente entrou em contato com o Jair Naves, vocalista do Ludovic, mesmo sem ele saber quem a gente era e pedimos permissão pra colocar a frase como nome do disco e deu tudo certo. Dois ou três meses depois do lançamento do disco teve show deles no Rio de Janeiro, foi onde a gente levou o disco pra eles e aconteceu a aproximação. Fomos convidados pra tocar no show deles e no Rio de Janeiro tocamos no show solo do Jair. Quando lançamos o single 7 segundos, o Jair chegou a mandar mensagem falando que curtiu demais o som e parabenizando.

MI – De onde surgiu o nome Paroxismos e o que significa?

Gorduratrans: A ideia saiu do livro “Nos cumes do desespero”, de Emil Cioran, onde era muito repetida a palavra paroxismos no primeiro capítulo. A palavra intrigou e na hora que rolou conhecimento sobre qual era o significado, tava decido o nome do disco. Paroxismos é um termo que significa o ponto mais forte de uma doença, ou de uma dor. Foi daí que a gente tirou o nome.

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