Confira o que rolou no João Rock 2019: Pitty, Emicida, Scalene e mais

Confira o que rolou no João Rock 2019: Pitty, Emicida, Scalene e mais

O festival aconteceu durante o sábado (15) e a madrugada do domingo (16) reuniu desde rap, o balanço nordestino até o rock.  

O festival João Rock chegou a sua maioridade com um público de 65 mil pessoas e com mais de 12 horas de música.

Com 21 atrações divididas em três palcos, o evento trouxe música para todos os públicos e unindo gerações pela música.

Além disso, durante o João Rock aconteceram batalhas de dança, rimas e grafites e até workshop de dança para quem ainda não estava preparado para a batalha.

Os shows foram transmitidos na televisão pelo Multishow e o canal BIS, o Deezer também transmitiu em áudio os shows do evento. A cobertura completa pela internet ficou com a 89FM.

Confira tudo o que rolou no palco principal, João Rock:

Fuzê

A banda vencedora do concurso de bandas, promovido pelo evento para dar oportunidade à bandas que estão ascendendo, ficou com a tarefa de abrir o palco principal do festival.

Fuzê é carioca e veio até Ribeirão Preto (SP) para trazer seu pop-rock litorâneo  com influências de reggae e heavy metal.

Tocando seu EP lançado em 2018, “Auto Reflexo”, a banda iniciou com “Antes de Você”, passando para suas músicas mais conhecidas como “Corrente” que foi trilha sonora da novela “O Sétimo Guardião”. Isso trouxe o público ainda tímido para mais perto e cantar com os meninos.

Os músicos agradeceram ao público e ao festival pela oportunidade, dizendo “Nosso sonho era estar nesse palco hoje”.

Com muito carisma e músicas leves, a banda mostrou o porquê de ter ganho o concurso.

Scalene

16h20 pontualmente Scalene subiu no palco, segundo eles, com o que restava dos seus corpos depois do campeonato João Rock Futebol. A banda ficou em segundo lugar, mas apesar do cansaço e do calor que só Ribeirão Preto consegue ter, a banda entregou um show energético e com o melhor do rock nacional.

Se você só escutou “Amanheceu” a música mais famosa dos brasilienses, talvez não saiba como os músicos conseguem entregar bem um rock mais pesado com direito a rodinha punk.

Passando pelos sucessos de seus quatro álbuns de estúdio, eles conseguiram incendiar a galera um horário que não é tão atrativo para o público.

Ainda teve direito a gritos de protesto contra o Bolsonaro: depois de “Distopia” uma música que fala sobre “homens de preto podres por dentro”, que ainda contava com o telão passando imagens de políticos e os movimentos sociais atuais, o público gritou “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”. Apoiado pela banda, após os gritos acalmarem Gustavo Bertoni, vocalista, declarou “Ele nunca vai ser nosso presidente”.

Mas além da política, Scalene trouxe uma sonoridade mais madura e forte comparando com seus primeiros álbuns, “Real/Surreal” (2013)  e o ganhador do Grammy Latino, “Éter” (2015).

E para quem perdeu o show, o vocalista deixou promessa de volta no próximo ano.

Brincou que no ano seguinte voltariam atrás do outro no campeonato de futebol.

Scalene energizou o público e mostrou todos os nuances que o rock brasiliense consegue ter. Conseguindo arrancar coro do público cantando suas músicas quando boa parte das pessoas ainda não havia chegado.

Foi um show que conseguiu transformar a tarde em noite com suas guitarras soturnas e a voz grave de Gustavo.

Apesar da concorrência ser grande entre com nomes icônicos da música brasileira,  Scalene fez um dos melhores shows da noite.

BaianaSystem

Junto com o escurecer da noite, chegou BaianaSystem conquistando o público e até pessoas que não conheciam o som dos caras.

A mistura de estilos e influências dos baianos estavam muito bem alinhadas. Um show preciso, tanto na precisão dos músicos, quanto na necessidade.

BaianaSystem conseguiu arrastar uma das maiores audiências dentro do festival. O horário que ao fim competia com Dado e Bonfá Tocam Legião Urbana, ainda sim, foi um dos preferidos da galera.

Por todo o festival dava para ver alguém com a máscara símbolo da banda.

Os baianos sabem entregar uma performance audiovisual como poucos no Brasil. Ainda mais pela sua sonoridade diferenciada. E isso é reconhecido pelo público que cantou todas as músicas e foi incendiado pela banda.

Mas não ficou só por isso. O grupo ainda subiu no palco com a Pitty para uma participação na performance da faixa “Roda” presente no último álbum de estúdio da cantora, “Matriz” que traz essa proposta de procurar suas raízes e misturá-las na Bahia, seu estado natal.

CPM22

A banda está presente no João Rock desde sua primeira edição, 18 anos atrás. Isso foi reconhecido pelo Fernando Badaui, vocalista, ao dizer que o festival escolhe os artistas pela sua trajetória e não pelo momento e hype atual.

Mas apesar de sempre estar presente no festival, CPM22 fez um show para agradar qualquer fã que acompanha a banda desde os anos 2000.

Passando por todos os seus sucessos desde os mais antigos, como o primeiro hit “Regina Let’s Go”, “Tarde de Outubro” e “Irreversível”.

A competição sobre quem atraiu mais público no festival fica entre CPM22, BaianaSystem, Pitty e Paralamas do Sucesso. Que ficava difícil mensurar já que o festival levou mais de 60 mil pessoas para curtir o sábado.

CPM22 mostrou que quanto maior fica sua trajetória de sucesso na música brasileira, mais sabe trazer um show emocionante e revitalizante para seu público.

Todas suas músicas foram cantadas alto, fazendo assim, um backing vocal especial para Badaui.

Mas a galera enlouqueceu mesmo ao som do hit “O Fim do Mundo” que trouxe um coro por todo o refrão da música.

Pitty

A cantora baiana trouxe uma experiência audiovisual do seu novo álbum “Matriz” lançado neste ano. Com todos os convidados presentes no disco como Rael, Larissa Luz, BaianaSystem e Lazzo Matumbi.

O setlist foi composto em sua maioria por músicas do novo álbum. Ainda assim, os antigos hits não foram deixados para trás. As favoritas do público que é fã há muito tempo da baiana puderam ter uma incrível experiência também com sons mais antigos.

“Equalize” ganhou uma nova versão, mas sem diferenciar tanto da antiga. A cantora ainda passou por “Admirável Chip Novo”, “Máscara” e “Me Adora”.

A única mulher no lineup do evento, fez um show também pensado no público de casa brincando com as câmeras durante “Motor”.

Essa nova Pitty livre de rótulos sonoros mostrou que mesmo que mude, continua com uma qualidade impecável. E provou o porquê de ser um dos maiores artistas na música brasileira.

Emicida, Rael, Mano Brown

Um dos shows mais esperados da noite. A atração começou na madrugada de domingo (16) e trouxe participações especiais de Pitty, Rincon Sapiência e Djonga.

O trio encerrou a noite e conseguiu tirar toda a energia restante do público. Para um show explosivo e com viés político, mostrou a força do rap de todas as gerações que se encontraram no palco.

Pitty foi ao palco para cantar “Hoje Cedo” trazendo a emoção do público. Mas eles incendiaram o João Rock mesmo quando Mano Brown chegou ao palco cantando os sucessos de Racionais MC’s com “Negro Drama” e “Vida Loka”.

Ao meio do show, Emicida e Rael, relembraram a trajetória árdua para alcançarem o sucesso. Falaram sobre as rinhas que faziam na periferia de São Paulo apostando dois reais apenas cada.

“Esse cara já ganhou 17 rinhas”. Disse Rael sobre Emicida, que ainda terminou de falar com o público dizendo: “Estamos aqui hoje para dar sequência no sonho de muita gente que lutou pela cultura”.

E a cereja do bolo, segundo o próprio Emicida, ocorreu quando Rincon Sapiência e Djonga subiram ao palco principal finalizando a apresentação.

Trazendo a força do rap nacional geracional nos últimos espetaculares minutos do festival.

O público foi ao delírio e não se conteve cantando todos os versos cantados pelos rappers.

 

João Rock

João Rock trouxe uma mistura de estilos, artistas, tanto no line-up quanto nos palcos, com muita qualidade artística e contracultura com cantores e bandas que não têm medo de falar o que pensam.

Misturando todos os públicos, idades e gostos mostrando o ecleticismo brasileiro e o quanto que a música nacional deve e precisa ser valorizada.

O festival traz público de todos os lugares no Brasil e se consolidou como um dos mais conhecidos do interior paulista.

Foram mais de 60 mil pessoas em mais de 12 horas de evento.

Ano que vem terá mais!

Festival Completo – João Rock

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Giulia Carvalho

Giulia Carvalho

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