“Cinema Norte Americano” marca estreia de Rebeca em carreira solo

Rebeca aposta no experimentalismo em single de estreia

Quem ouviu “Linda, Louca e Mimada” repetidas vezes ao longo de 2017 com certeza reconhecerá a doce voz de Rebeca. Com o single “Cinema Norte Americano”, a artista lança carreira solo e promete integrar em peso a nova geração da MPB.

Do palco do The Voice Brasil à participação em hits das bandas Oriente, Barcamundi e Gragoatá, Rebeca têm impressionado com a habilidade vocal e com a suavidade que agrega às canções. Mas agora é hora de arriscar e alcançar novos degraus no mundo da música.

No single de estreia lançado pela Sagitta Records, a cantora uniu a potência da voz a uma batida menos convencional. A canção começa mais puxada para o sintético eletrônico e agrega aos poucos samples de contrabaixo e guitarra mais orgânicos, que servem para acrescentar aos arranjos sem se sobressair muito à voz. A estrutura harmônica reúne também toques de vozes ecoantes e sussurrantes, que aumentam a sonoridade atmosférica da música e lembram o dream pop.

Esse é o estilo que Rebeca pretende seguir no projeto solo, marcado pelo single e pelo álbum previsto para o segundo semestre. A cantora trabalha na cena experimental da nova MPB e procura explorar novas construções musicais a fim de criar uma sonoridade própria – objetivo da maioria dos artistas atualmente, já que muito se cria, mas pouco se inova de fato na música.

Em “Cinema Norte Americano”, a letra de João Barreira traz uma composição irreverente e nada previsível. A temática do cinema é abordada para criar uma interseção com a música, que se torna uma ferramenta de contar histórias pessoais artisticamente sintonizadas. Rebeca faz uso disso para tecer seu próprio som, se descobrindo em uma estreia envolvente e peculiar.

Confira:

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