Representatividade: AmarElo de Emicida faz história em show no Theatro Municipal de SP

Representatividade: AmarElo de Emicida faz história em show no Theatro Municipal de SP

AmarElo de Emicida transcendeu e tomou conta de todo o espaço do Municipal

Na última quarta-feira (27), Emicida acordou com sede de fazer história. O artista apresentou sua última obra de arte, o álbum ‘AmarElo’, no Theatro Municipal de São Paulo. Sendo assim, um dos primeiros shows de rap na história do lugar. Foram disponibilizados ingressos para duas sessões, vendidos no dia 8, e esgotados em apenas dez minutos. O público recebeu o show do disco ‘AmarElo’ de Emicida com euforia, emoção e sentimento de representatividade.

“Vamos fazer um filme contando essa história”.

Emicida no palco do Theatro Municipal

Canções como ‘A Ordem Natural das Coisas’, ‘Levanta e Anda’ e ‘Ismália’ não ficaram de fora e fizeram o entusiasmo da plateia crescer ainda mais. Mas nada foi como a própria canção ‘AmarElo’, conhecida pelo casamento musical entre o sample de Sujeito de Sorte – do eterno Belchior – e as participações de Pabllo Vittar e Majur. Felicidade, amor e muitos aplausos não faltaram.

AmarElo de Emicida, Pabllo Vittar e Majur – Theatro Municipal

Quem estava lá sabe que é impossível listar todos os momentos de emoção que o espetáculo de Emicida causou no Municipal. Desde o começo do show, a plateia quis mostrar todos os bons sentimentos pelo rapper em gritos de “você merece!“. No fim do show, o carinho continuou. Algum fã gritou algo parecido. Então, Emicida, como sempre, fez com que o público se sentisse mais próximo ainda dele – não como o cara da música, mas como pessoa. “Nós merecemos“, disse.

O álbum AmarElo

‘AmarElo’ é um álbum cheio de afeto. Soltando-se um pouco do estilo consideravelmente “pesado” para alguns, o terceiro disco de Emicida é um material incrível da música popular brasileira contemporânea. O artista, sem perder sua essência do rap e hip-hop, se joga em novas culturas e deposita tudo em um lugar só, com um peso maior no samba. Toda essa mistura química transforma-se em poesia, em ‘AmarElo’.

O trabalho foi lançado nas plataformas digitais há 1 mês, em 30 de outubro, e conta com participações ilustres, como de Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho, Marcos Valle e Pabllo Vittar. ‘AmarElo’ carrega um significado muito forte do que é a cultura brasileira nos dias de hoje. Esse sentido não é diferente em sua apresentação no Theatro Municipal, ultrapassando todas as barreiras históricas de elitismo nos espaços de “música clássica”. ‘AmarElo também é sobre luta’.

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Sabryna Moreno

Sabryna Moreno

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