8 mulheres que revolucionaram o mundo da música

Não é novidade para ninguém que a indústria musical é majoritariamente – e infelizmente – comandada por homens, mas nesse 8 de março vamos saudar as mulheres que não apenas lutaram para se inserir nesse meio, mas revolucionaram o modo de fazer música e permitiram a continuidade da presença feminina nas diversas áreas da cena musical.

  1. Nina Simone

Não dá para falar de revolução sem falar de Nina Simone, a primeira pianista clássica negra a fazer sucesso nos Estados Unidos. Além de encantar o mundo com sua voz e talento impecáveis, a cantora destacou-se como uma grande defensora dos direitos civis em seu país, imortalizando discursos em prol da causa negra em músicas como “Four Women” e “Mississippi Goddam”.

Nascida Eunice Waymon, em 1933, Nina alcançou destaque na década de 1960, quando passou a tocar em casas de jazz e blues. Ativista, mulher e negra, ela enfrentou violência doméstica e o racismo por meio da música, e era no palco que saudava a liberdade que almejava conquistar em todos os espaços.

 

  1. Janis Joplin

Janis Lyn Joplin nasceu em 1943 no Texas (EUA), mas levou rock de qualidade para o mundo todo. Sua voz era o seu maior diferencial, chegando a ser comparada às das maiores cantoras negras de blues. Janis revolucionou a música por ter sido a primeira mulher a se destacar no mundo masculino do rock. Ela foi uma das únicas da época que permaneceram fazendo sucesso, mesmo com o machismo da indústria.

Conhecida pelo estilo autêntico e pela simpatia com o movimento hippie, Janis infelizmente nos deixou aos 27 anos, após uma overdose de heroína e álcool em um hotel em Hollywood. Sua curta carreira rendeu em quatro álbuns:  Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971).

 

 

 

  1. Aretha Franklin 

Aretha Louise Franklin nasceu em 1942 em Memphis, Tennessee (EUA). É uma das maiores cantoras de gospel, R&B e soul de todos os tempos e a segunda cantora a possuir mais prêmios Grammy na história. Franklin recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1979.

Revolucionou a música em 1987, quando se tornou a primeira artista feminina a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame, além de ter sido a segunda artista feminina incluída no UK Music Hall. Assim como Nina Simone, Aretha também ficou conhecida por lutar a favor dos direitos civis, sendo inclusive aclamada como “a voz da América Negra”, e é, sem dúvida, uma das maiores cantoras da história da música.

 

      4. Suzi Quatro 

Mas agora vamos voltar ao rock! Susan Kay Quatrocchio, a Suzi Quatro, nasceu em 1950 na famosa cidade de Detroit, em Michigan (EUA).  Ela revolucionou o cenário musical por ser a primeira baixista a fazer sucesso no mundo do rock, quebrando barreiras e servindo de inspiração para as mulheres das próximas gerações.

Antes de Suzi, as mulheres definitivamente não tinham um lugar no rock’n’roll, e, sem ela, provavelmente não teríamos a sorte de ouvir as The Runaways entrando em ação, já que foi uma das principais influências de Joan Jett, que formou a banda.  Suzi ganhou espaço em um contexto em que tudo era dominado pelos homens e iniciou o longo processo de desconstrução da ideia da “mulher frágil” na década de 70. Viva as mulheres e o bom e velho rock ‘n’ roll! 

 

  1. Joni Mitchell 

Roberta Joan Anderson é uma artista canadense nascida em 1943 que revolucionou a cena instrumental, sendo considerada a melhor guitarrista do mundo pela Rolling Stone. Joni foi uma das primeiras mulheres a fazer sucesso pela técnica com o violão e a guitarra. Era inovadora em diversas produções musicais e criava técnicas inéditas.

Em 1970, recebeu o Grammy de melhor artista folk e seus dois discos – Clouds (1969) e Blue (1961)  – entraram para a histórica do rock alcançando posições na lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

 

 

     6. Joan Jett e The Runaways

Joan Marie Larkin, Joan Jett, nasceu em 1958 em Wynnewood, nos EUA. Cresceu em uma época em que a sociedade reprimia fortemente as mulheres que queriam entrar para o rock e ouvia constantemente que “guitarra não era coisa para mulher”.  Mas Joan não deu ouvidos ao que as pessoas falavam e desde cedo começou a se aventurar com o instrumento. Ela e Joni Mitchell são as únicas mulheres a entrarem na lista dos melhores guitarristas de todos os tempos da revista norte-americana Rolling Stone.

Se tem uma mulher que fez uma verdadeira revolução, essa mulher foi Joan. “It’s 1975. And they’re about to explode.” é uma ótima definição para The Runaways, a primeira banda de rock formada só por mulheres a alcançar fama internacional. Joan alimentou o sonho de formar uma banda exclusivamente feminina e junto a Cherie Currie, Lita Ford, Sandy West e Jackie Fox, quebrou todas as barreiras ainda existentes para a presença feminina no rock. Com os álbuns The Runaways (1976), Queens of Noise (1977), Waitin’ for the Night (1977) e And Now… The Runaways (1978), as garotas do rock lotaram shows pelo mundo todo e mostraram que mulheres sabem fazer rock de verdade.

 Alcançaram tanto sucesso que, em 1977, tocaram em uma série de shows esgotados no Japão. Foram um dos quatro grupos importados na música a tocar no Japão na época, atrás de ABBA, Kiss e Led Zeppelin, em termos de vendas de álbuns e popularidade. Chegaram até a ter seu próprio especial de TV japonês e fizeram inúmeras aparições na televisão, além de lançar o álbum Live in Japan, que ganhou certificado de ouro.  

Após a dissolução de The Runaways, Joan Jett formou a banda Joan Jett & the Blackhearts, com a qual lançou uma das maiores músicas de todos os tempos, I Love Rock ‘n Roll.  

 

 

 

 

 

7. Debbie Harry 

Deborah Ann Harry nasceu em 1945, em Miami, e revolucionou a cena punk dos Estados Unidos. Seu estilo marcado pelo cabelo loiro e sua irreverência e atitude nas apresentações fizeram de Debbie uma das maiores vocalistas de todos os tempos.

À frente da banda Blondie, Debbie mostrou que uma mulher do rock pode tocar, cantar e ter seu estilo próprio por si mesma e não para os homens, sendo uma influência para as mulheres que curtiam punk e new wave na época.

 

 

 

 

   8. Amy Winehouse 

A saudade aperta só de começar a falar sobre Amy Jade Winehouse, a londrina nascida em 1983 que encantou o mundo com sua voz e seu estilo nunca vistos antes. Amy revolucionou a cena musical ao misturar influências de diversos ritmos em suas canções, além de criar um estilo próprio e não abandoná-lo por nenhuma imposição da crítica ou dos empresários das gravadoras. Além disso, foi considerada por especialistas como a responsável por inaugurar a revolução no soul dos anos 2000.

Amy desencadeou uma profunda transformação da música por ter introduzido não somente um som novo, mas uma atitude completamente inovadora, que colocou as mulheres no holofote definitivo da cena musical e impulsionou o lançamento e sucesso de grandes artistas. Sem Amy, provavelmente não teríamos Adele, Lady Gaga e tantas outras como empreendedoras de seus próprios projetos musicais, não à frente de bandas ou de duplas com outros músicos, mas fazendo seu próprio estilo e sua própria música por si só.

Viva as mulheres e viva a música!

 

 

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