5 músicas para começar a ouvir BROCKHAMPTON

Confira 5 músicas para começar a ouvir BROCKHAMPTON, a boy-band mais aclamada da atualidade

A era das boy-bands parecia entregue ao K-Pop quando a BROCKHAMPTON apareceu no Texas, em 2015, revolucionando o conceito desse estilo de grupo em um meio já carregadamente revolucionário: o hip-hop. Formada na internet, a banda surgiu quando os integrantes se conheceram no KanyeToThe, um fórum sobre discussão da atualidade da cena.

Desde então, a BROCKHAMPTON vem apresentando formas inovadoras de fazer música, lançando conceitos estéticos e temáticos de modo autêntico e eclético. O próximo álbum, iridescence, está previsto ainda para setembro, segundo anúncio do grupo no Twitter.

Para adiantar a ansiedade dos fãs e inserir novos seguidores no mundo da BROCKHAMPTON, o Minuto Indie selecionou 5 sons para começar a beber mais dessa fonte inesgotável de criatividade e talento composta por Kevin AbstractMerlyn WoodDom McLennonMatt Champion, JOBAbearfaceRomil Hemnani e mais.

1. COTTON HOLLOW

Em 2016 a BROCKHAMPTON lançou sua primeira mixtape intitulada ALL-AMERICAN TRASH. Composta por treze faixas, trazia o pontapé inicial do que viria a ser a boy-band mais querida da atualidade. Apesar da sonoridade ter mudado bastante, logo de cara dá para notar que a BROCKHAMPTON veio com uma proposta diferente, desconectada do trap com cara de pop que estava em ascensão na época do lançamento.

“COTTON HOLLOW” é a 11ª faixa do trabalho de estreia, e insere o ouvinte em uma experiência sinestésica e diferenciada musicalmente, mesmo retratando sobre um assunto comum: relações amorosas. Dom McLennon e Merlyn Wood rimam de forma mais crua e visceral, aprofundando a experiência da não reciprocidade de sentimentos acompanhada por uma beat que quase conforta o desespero dos versos.

2. GOLD

É com a trilogia SATURATION que a BROCKHAMPTON se consagra musicalmente em 2017, com o lançamento de três álbuns em apenas seis meses. No primeiro volume composto por 17 faixas, logo no segundo play a pegada de “GOLD” mostra que os meninos não vieram para fazer qualquer coisa. Com um estilo despretensioso e confiante, “GOLD” é a música que realmente nos insere no mundo da BROCKHAMPTON. Quase todos os integrantes participam da música, que arrebenta a cena com uma das beats mais envolventes do álbum. Com um tom futurista que ao mesmo tempo traz uma vibe anos 90, “GOLD” ainda ganhou clipe, uma das marcas que também viriam a consagrar a BROCKHAMPTON: o audiovisual.

 

3. JUNKY

Essa é definitivamente uma das músicas mais importantes de toda a discografia da BROCKHAMPTON. Com temáticas explícitas sobre drogas, machismo, homofobia e outros graves problemas que perseguem o meio artístico do hip-hop, a música trava um confronto impactante. “JUNKY” é a 10ª faixa de SATURATION II, que reflete a mesma sonoridade do trabalho anterior, mas adentra temas mais espinhosos. Os versos de Kevin Abstract sobre ser gay no mundo do rap ecoam pelo resto da música, mesmo com a participação dos outros integrantes. É, sem dúvida, uma canção importante para a existência LGBT na cena, colaborando potencialmente para a representatividade tanto dos artistas quanto dos ouvintes de rap.

4. BLEACH

É difícil escolher apenas uma faixa do SATURATION III. Sucessos como “BOOGIE”, “JOHNNY”, “ALASKA” e “RENTAL” marcam o terceiro e último trabalho da consagrada trilogia. Porém, “BLEACH” rouba a cena e os corações dos fãs e demais ouvintes. Qualquer um que já se apaixonou e escuta BROCKHAMPTON com certeza sentou na janela, acendeu um cigarro e ouviu essa música. Além do tom mais introspectivo, a faixa traz cada um dos integrantes versando de forma mais íntima em uma beat adocicada. “BLEACH” ainda contou com a participação de Ryan Beatty, um cantor de pop da Califórnia que é amigo de Kevin Abstract e já havia colaborado com a banda em “QUEER”, no SATURATION II.

5. 1999 WILDFIRE

A BROCKHAMPTON entrou em 2018 com uma pegada bem mais descontraída e instalou definitivamente o boom do audiovisual com o lançamento de três grandes sons: “1999 WILDFIRE”, “1998 TRUMAN” e “1997 DIANA”. Além disso, a saída de Ameer Vann redistribuiu os papéis entre o grupo, dando mais espaço para o aperfeiçoamento da potência de cada integrante. O resultado é uma experiência multi-experimental, energética e cada vez mais eclética, já que une artifícios de diferentes musicalidades e ritmos, dando unicidade à BROCKHAMPTON. “1999 WILDIFIRE” é uma amostra da capacidade ilimitada do grupo de se renovar musical e esteticamente.

Deixe uma resposta