3OMF mesclou juventude e experiência no Tropical Butantã, em festival psicodélico

Neste sábado (27), rolou a primeira edição do 3 olhos music festival (3OMF), que reuniu nomes da psicodelia, do rap/dub/reggae, do rock progressivo e música cigana.

A abertura do evento ficou por conta da banda Bike, com suas músicas psicodélicas e um show bem coeso, animou o público que ainda era bem tímido, mas se mostrou bem interessado até o fim, aplaudindo e algumas pessoas que já conheciam a banda, cantaram todo o set list. Apesar das poucas pessoas no início para o tamanho da casa, a energia da banda tomou conta de todo o espaço e independente do lugar que as pessoas paravam para assistir, o som e a “vibe” atingiam em cheio todas as pessoas.

(Imagens: Eduardo da Costa)

Dada Yute veio logo em seguida com seu reggae e sua animação, fazendo o público que começava a aumentar, dançar e participar do show como se não existissem barreiras entre o palco e a plateia. Além do reggae, suas músicas traziam um pouco das misturas entre o dub e o rap, com rimas e melodias bem definidas, letras atuais sobre o cotidiano e sobre como ter sempre uma atitude positiva em seu dia a dia, esquentando ainda mais o clima para o que ainda estava por vir.

(Imagens: Eduardo da Costa)

A terceira banda a se apresentar foi o Grand Bazaar, muitas pessoas podem ter estranhado de início o som da banda que misturava música cigana misturado com alguns sons da península balcânica (países como Albânia, Grécia e Bulgária estão naquela região), mas com certeza foi um dos shows mais animados da noite. O clima alegre fez com que o público se envolvesse em cada música, a banda pulava, dançava e fazia com que todos que assistiam fizessem o mesmo. Ao final do show o grupo chamou a plateia para uma coreografia sincronizada, uma dança no qual as pessoas empurravam o ar sobre suas cabeças com as mãos para o alto e ao final, todos tinham um sorriso no rosto e algumas risadas com os amigos.

(Imagens: Eduardo da Costa)

Após o Grand Bazaar, a banda Cartoon entrou no palco trazendo sua longa trajetória em seu set list, a banda mineira formada em 1995 passou por alguns de seus álbuns mais antigos e trouxe novos trabalhos para um público já razoável, que já começava a se posicionar para o show final da noite. Com uma apresentação um pouco mais calma, mas nem um pouco sonolenta, a banda agradou muitas pessoas mais velhas que estavam no tropical Butantã, que apreciaram até o fim as canções. Khadhu Capanema foi bastante comunicativo em todo o show e fez com que as pessoas que ainda não conheciam, entendessem um pouco do trabalho desenvolvido nesses mais de 20 anos de banda.

(Imagens: Eduardo da Costa)

E finalmente a banda mais aguardada da noite subiu ao palco para alegria de todos os presentes. Sergio Dias puxou os demais integrantes dos Mutantes e muito alegre ainda brincou “esse é um festival psicodélico, alguém aqui tomou ácido”? E assim começou um show que trouxe quase todos os grandes sucessos da banda que já passa dos 50 anos de história. Quem estava presente cantou da primeira até a última estrofe das canções que fizeram e ainda fazem parte da vida de cada um. Com um som impecável, iluminação que não deixou a desejar e um clima que contagiou o Tropical Butantã, todos pulavam em uma plateia que mesclava os mais velhos que puderam ver a banda em sua juventude ainda com os integrantes originais e jovens que possivelmente viam a banda pela primeira vez e ficaram extasiados com a apresentação que teve um pouco mais de uma hora e quinze minutos. Em “Balada do Louco”, Sergio Dias começou a introdução, mas logo em seguida deixou apenas os fãs cantarem, e por uma música, a banda de rock que foi pioneira no psicodelismo brasileiro, virou um grande luau em que público e banda eram uma coisa só e depois voltou a ficar agitado com mais músicas do início da carreira da banda. E mesmo que a banda atualmente faça poucas apresentações, boa parte dos presentes desejava que o show continuasse por mais tempo e ficou com a vontade de ver mais e mais apresentações dos Mutantes.

(Imagens: Eduardo da Costa)

  (Imagens: Eduardo da Costa)

(Imagens: Eduardo da Costa)

 

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